Interlúdio #1 - 0-day madness

ok 0-day madness e que semana (ou semanas - ou meses) antecederam este 0-day.

começa hoje uma viagem de 30 e tal dias por aí fora na europa culimando com uma regatta das canárias pra mim e com o início do emprego pra gryn e bruno.

nao sei como vai ser mas vou tentar manter isto aqui mais ou menos actualizado pra uma transposição mnemésica mais fresca.

as expectativas são mínimas e da minha parte tenciono relaxar um bocado deste último semestre, que foi, em toda a honestidade, extremamente stressante e desgastante. ver uns monumentos, aprender um pouco sobre outras culturas e sociedades e essencialmente ganhar forças para o semestre que se avizinha, descansando o melhor que puder.

em jeito de auto homenagem ao que fui capaz de fazer este semestre, deixo aqui uma espécie de "best of" das fotografias que foram tiradas, por ordem cronológica, do mais recente para o mais antigo. inda por cima é super bock, wow.





















































































































































































22 Julho 2008, Lisboa (this is iberian Novalja)

terça feira. ya tamos de férias mas foda-se não se espera grande pistola nunca duma terça a menos que tejamos numa estância balnear de qualquer género, no verão e a riscar branca. mesmo assim o internacional português ao serviço do marítimo, abstraindo-se da falta de condições para explanar o seu jogo, procurava mais uma internacionalização, desta vez contra a alemanha, depois duma tercena de meses profícua em que foi chamado a representar a nação em desafios importantes, nomeadamente e em particular em Madrid, onde a selecção nacional goleou, por exemplo, a sua congénere americana por expressivos 10-4 e empatou 1-1 com a equipa anfitriã.

ultimamente, contudo, uma série de empates a 0 têm levado os analistas em geral a criticar, de forma razoavelmente injusta, o seu estilo defensivo e cauteloso. Este tipo de jogo, embora admitidamente pouco espectacular, é justificável pelo facto de se tar a jogar em Lisboa e portanto ser imperativo não sofrer golos, conservando assim as possibilidades de passagam à próxima eliminatória quando jogando a 2ª mão, fora de casa.

esgotada a alegoria passo a relatar a noite transacta: praia durante o dia e essas merdas chegamos a casa tarde. ainda da pra ir ao super ali ao AC $anto$ ser enrabados com umas compras do cari-cá-cá que custaram 30 euros. o que interessa é que no meio vinha uma garrafita de vodka toda produzida com um fatiota felpuda tipo neve. não sei quem teve esta ideia mas... posso dizer?... acho que fica muito bem assim. inda por cima é eristoff, wow. tambem adquirimos naturalmente red bulls para dar algum sabor taurino à água de batatas russa. um tuga, duas alemães, uma bebida russa e um cocktail hipermetabólico austríaco. personificamos assim esta globalização que nos consome e nos faz consumir (huhu).

as meninas alemães, ambas as duas queridas mas uma consideravelmente mais bem disposta fisionomicamente que a outra preparam-se para um jantar surpresa. da ultima vez que isto aconteceu o passaporte das gajas dizia canada e nao me arrependi: entre timidos murmurios de inaptidão para a cozinha la saiu alguma coisa de jeito, um chili com macarrão à moda de edmonton que ainda acabou por dar para 3 ou 4 dias de ceias ao chegar a casa todo fodido do absinto. claro está, as moças germanicas apostaram no macarrao outra vez (em parte porque iam comprar batatas pra cozer e eu disse que já tinha em casa mas afinal tinha-as mas era já há demasiado tempo - pelo menos descobrimos donde vinha o cheiro fétido que pairava por entre a cerca de centena de moscas de diferentes espécies que povoam o espaço aéreo da minha kitchen) mas no forno gratinado e com umas meatballs bacanas pré-fritas por cima. 5 estrelas, apesar de tar mal gratinado, fruto da manifesta e admitida inexperiência culinária das berliners.
a sobremesa não tardou a chegar e tomava a forma do gryn e do mike, dois exemplos mor do melhor que a pastelaria lisbonense tem para oferecer. vieram acompanhados de cervejas e boa disposição assim como muita queridez e goofyness. jogar à mafia e o crl, passados uns minutos way e covão aparecem vindos do poker do valente (meu deus que ramada que o rei da zona centro tava) e juntam-se à festa.

já se sabia como é que a mafia funcionava, sempre stresses entre amigos e assim foi. a espectacular ingenuidade inicial de quem se estreia neste jogo é sempre um dos principais focos de interesse, no sentido em que acreditam que se olharem directamente nos olhos e perguntarem, extrapolando o jogo para a vida real, se honestamente e em nome da amizade a super fluffy best friend tá a mentir, ela vai ceder. na verdade é um jogo de perversidade social extrema, já que nos apercebemos da facilidade com que aqueles em que mais confiamos nos conseguem mentir em plena situação de olhos fitados.

de resto durante o jogo chateei-me com vários amigos e como sempre, com alcóol à mistura fiz do jogo uma batalha pessoal de habilidade em ser aleatório. destaque-se no fim de tudo a flawless victory com que e o way rematamos as cerca de duas horas de diversão de volta do jogo. pelo meio ainda houve tempo para os indescritíveis truques de cartas intercalados com incursões de intimidade física em terreno alemão dum valliant braveheart em absolutas altas rotações.

é com esta nota de redundancia que me despeco do relato desta cena. a proxima cena dar-se-ia no bairro baixo. raptados pela fada verde disfarcada de cerveja prontamente concordamos em demonstrar toda a nossa masculinidade naquele jogo de chapadas por rondas. como as canadianas elas ficaram loucas do amor. assim, a morena nao largava o valente por um instante, tornando-se gradualmente mais e mais agressiva no toque. isto levou-me naturalmente a interceder junto dela para lhe explicar que ele era um rapaz sério e que tinha namorada. no fundo um deja-vu. acabamos muito felizes todos no jamaica. especialmente o covao. pela sua expressao facial percebia-se o quanto estava a apreciar aqueles momentos.

tenho saudades das canadianas , todos os dias ao despertar era um abraço e um pequeno almoço e uma festa, como se nao nos vissemos há 3 anos sei que é tudo falso mas pelo menos enchia me o coração com carinho e afecto.

eu que sou emocionalmente uma ilha isolada comovia-me todos os dias.

8 Julho 2008, Lisboa (Sindicato prá bófia)

7 da manhã, é dia há 1 hora e tal.

Após quatro horas imerso em considerações tácticas e afinações no meu 4-5-1 desdobrável em 4-3-3 ao serviço do Borussia Dortmund (terceiro lugar na 1ª época, batam isto) acordo para a realidade e é como se tivesse comido com um martelo nas ventas: daqui a três horas chegam as gajas do Canadá e para dizer a verdade, avaliando pelas fotos que visualizei delas, não sei se três horas de descanso serão suficientes para o meu aparelho cardiovascual encontrar forças para sustentar o fluxo sanguíneo para o meu pénis aquando da chegada delas (eish, que ordinário!).

De qualquer forma lá me fui deitar mais uma vez a um misto de luz solar (o meu estore tá preso na posição 85% open) com luz televisiva emanada por mais um episódio ancestral do CSI, que começa exactamente às 6:34 e acaba às 7:24 (mtos anos a viver no limite). Como sempre tive tempo de ver uma recolha de pistas e uma troca de olhares cúmplice entre o black e a gaja (a nova) antes de adormecer no meu super sofá da merda, que multiplica o meu tempo de descanso por um factor de 0.7, ou seja tenho que dormir 11h25m para cada 8h de sono oficialmente recomendadas pela comunidade médica interplanetária.

Próxima merda que me lembro é acordar, de forma que admito a possibilidade dos meus sonhos terem sido bué monótonos, talvez retratando uma crónica do vasco pulido valente ou um jogo do sporting. Acordo e lembro-me, epá uma cena que me tinha escapado na confusão do Signal-Iduna Park, que a casa tá completamente virada ao contrário. Como sempre, 30 segundos depois de acordar recebo um telefonema, previsivelmente (em retrospectiva) eram elas a dizer que tinham chegado agora ao aeroporto e dizem que vao apanhar o autocarro e depois o metro prá minha casa. Com a bomba de sono nem me preocupo em recomendar direcções e solto um lacónico "ok" antes de começar uma limpeza frenética pela casa prestando especial atenção a segregações líquidas próprias do corpo humano e não me refiro somente ao sémen e a aglomerados expectorais vulgo escarros, coisas que tenho o hábito de soltar livremente pela casa quando me encontro sozinho como é óbvio. De qualquer forma demoram mais do que estaria à espera e ainda bem porque ainda tenho tempo de jogar um joguito de pré-época com o meu Borussia (empatando em casa com o Benfica, um resultado que eu e a direcção consideramos histórico) antes que elas cheguem. Oiço a campainha a tocar e eis que elas amandam com aquele estridente ou rowdy se quiserem american accent (nunca digam a elas que eu disse isto) e eu pra mim "pronto já estás". Preocupado com a minha aparência abaixo da cintura visto dois pares de slips e meto o fato de banho por cima. Numa de mandar onda cool meto Sublime a tocar. I Don't Practice Santeria diz o gajo e eu pra mim ok tudo bem lá vêm elas e eu também por outro lado tenho que estudar como vai ser?

Bacano chegam, sorridentes e felizes, e aquelas tretas da apresentação a fria sequência de perguntas banais inicial - que eu adoro, mas tem de ser né. Pronto de qualquer maneira seguimos o protocolo ,mostro a casa à banda sonora do ainda Santeria misturado com ainda não percebi se culturais ou se falsos "uaus", já que o meu flat não passa dum vulgar espaço arrendado com 2 assoalhadas, e no fim é meio dia e meia. Sento me no meu sofá vem uma delas falar comigo e ficamos lá com uma conversa mais profunda e interessante, tipo a falar do tempo e da viagem delas - sabendo que toda a gente lhes pergunta isso, e tendo experimentado o sufoco que é durante 1 mês toda a gente perguntar a mesma merda, defendi-me com o habitual e sempre razoavelmente humorístico "ok let's get the usual questions out of the way", ao qual obviamente ela simultaneamente sorriu e retorquiu com um "no, no it's ok". Só surpresas. Ah a propósito, elas são na realidade agradáveis do ponto de vista estético e pela primeira vez sou anfitrião de gajas que se parecem remotamente com o que vi nas fotos.

uma e tal e eu já cheio de fome, decido sugerir almoço mas negam então ficamos num vai não vai e situações awkward pq ainda não nos conhecemos e ainda não tive oportunidade de pô-las suficientemente à vontade para encaixarem o meu humor ligeiro sem se sentirem ofendidas ou uma merda assim *evita o choque cultural*. o gryn sugere praia pelo messenger. sim, fixe... mas obviamente não posso porque tenho que estudar mas elas são capazes de querer já que só me falavam que queriam todos os dias praia e não sei quantos pronto tudo combinado lá vão elas prá praia com o gryn e eu vou mas é estudar pra fazer quatro cadeiras este semestre ao menos e CAV parece que é preciso marrar c'má merda mas antes tenho que me nutrir desesperadamente. nº29 rua da ilha terceira, R/C Esq. o trio maravilha, Valente, Cabeças e Johnny, apresentação às miúdas, almoço ao Rialva, Frango à moda da casa que mais podia se chamar à moda da merda, a Tanille fuma pra caralho, a Marie não e elas - agora de calçonetas - provam, de forma sistemática, que são agradáveis. tou curioso pra ver na praia. O chefe de lá não para de mandar piadas às gajas, que por acaso até têm piada e lá vou eu traduzindo *algumas ahem* e ao mesmo tempo delicio-me com a maneira como o valente introduz novos termos no dicionário anglo-saxónico. mas a linguagem corporal dele é mais forte e a comunicação dá-se por outros meios portanto tá limpo. Dou 4,5 euros por aquele bocado de estrume e vou à merda do banco em busca do meu cartão perdido (NR: o qual foi perdido no dia seguinte outra vez), mas afinal nera preciso porque tava em casa da Eli e o previsível "porque é que não mudas de morada?" em tom acusatório e como resposta a este crime hediondo que cometi. eu percebo, é demasiado incómodo receber uma carta em casa.

naturalmente, que sa foda o estudo, começo amanhã, claro, e então arrenka carlinhos prá praia e tudo a fingir que é bué marado com berros ocasionais e o crl no trânsito e música alta, a cena habitual, "LIBERDADE PRA DENTRO DA CABEÇA". Iamos 6 no carro (elas, eu, Gryn, Cabeças e Valente), comprometi-me a pagar a multa e foda-se no total elas tiveram que se esconder umas 20 vezes tal era o caudal de bófia que se amandava contra nós, surgindo sobre as mais diversas formas e cores, tipo de bike, num carro à paisana, a orientar trânsito e às vezes a usar um fato azul. Lá chegamos à praia do castelo depois duma viagem recheada de fotos bizarras (tiradas por elas) a muros e a árvores na zona de monsanto e mais bófia desta vez a cavalo, louco pensam elas e desatam a tirar + fotos com a devida autorização do agente da autoridade que notoriamente pulpita de excitação. Dão umas festas ali ao cavalo e chega de zoofilia siga pra bingo... mudo de vestimenta freestyle atrás dum carro (perante a atenção das papparazzi mas fui rápido de mais, não vão ver a lenda assim à borla) e não satisfeitos com a nossa ilustre companhia escolhemos obviamente um sítio na plage condizente com o nosso insaciável apetite. Pareciam gajas com os seus 20 e poucos juro mas depois de atenta observação já com os headquarters estabelecidos eis que são pitas e agora é tarde de mais para fazer a transferência logística para outro spot mas também não é preciso porque - repito-me mas foi assim que as circunstâncias do dia ditaram - dá pra se distrair bem com as nossas amigas da américa do norte e elas até fizeram o favor de ir logo à água pondo logo tudo o que tinham em cima da mesa. Epá é melhor jogar mas é à bola porque o ambiente tá pesado ali

Partidinha: Valente e eu contra Cabeças e Gryn, tanto no volei (jogamos tanto) como no beach soccer (jogo tanto) em que a nossa equipa perdeu por falta de motivação do valente e paulada a torto e a direito por parte do Gryn. Mais tarde, enquanto Valente explanava na toalha a sua magia com as estranjas, com olhares subtis patrocinados por uns óculos quasi-transparentes à kara davis, lá dei uns tiritos keeper vs avançado com o cabeças com o habitual stress de ocupação territorial da praia e outra conversa a tentar meter nojo por intermédio da calma e serenidade em oposição à revolta emocional das vítimas das nossas actividades lúdicas com bola. Não consegui desta vez, as pessoas em questão tinham bom senso infelizmente. e pronto resumiu-se a isto a hora e meia que tivemos na praia porque o Gryn tinha que bazar pro curso de remo ou lá o que é que ele diz que tá a tirar.

Voltamos para casa com ele, porque o Ruben afinal não ia ter conosco e ficamos no cais do fodré enquanto gryn ia pro supracitado curso e pronto: casa, jantar no nº29 da ilha terceira, "delicious" segundo elas, no meu padrão uma merda qq q o cabeças fez pra lá à papo seco e yeah cortei o cabelo a mim mesmo mais tarde (tá bacano, independentemente do que todos os fdps digam), bola (ka merda de jogo mas ganhamos 7-3 e no fim ainda houve fight yay) e depois cama apesar de todos os planos que alegadamente haviam.

AH O GRYN VIU A PATRULHA MARÍTIMA DA GNR no curso também!!!!!!!!!!!! Portanto reforça a perseguição a que fomos alvos, seguramente encomendada pelos serviços secretos canadianos. AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

4 Julho 2008, Lisboa (Barrote Sightseeing Night)


Horário:
00:30 - 5:00

Espaços profanados: Botica, porta do Teatro da Comuna, porta do Lux, porta do Kubiko

Ingestão de alcóol: 2 cervejas + 1 bagaço + 1 amêndoa amarga na Botica + 2 cervejas no carro (total de 0,2L de alcóol puro)

Guita queimada: 5 euros

Grandes acontecimentos se esperavam. Desde o início da semana que esta noite prometia essencialmente pela super festa do Tamariz. Depois dum dia stressante (apesar da 1 hora e meia de praia) por causa do fdp do trabalho de fotónica (que ficou fora de série, a propósito) eis que existe algum entusiasmo da minha parte para uma noite de deboche.

Botica

Os planos eram de delinear o rail na minha casa ao sabor duma de whisky e umas caipirinhas mas devo ter percebido mal. Em vez disso saimos de casa (eu, bruno, way, e gryn) à meia noite e meia direitinhos para a Botica o que constituiu um início de noite de sonho. Tudo isto naturalmente me suscitou alguma ira no ouvido interno. A noite assim afigurava-se promissora e foi por isso que bazamos de lá o mais rápido que conseguimos. Não é que eu não goste do saudosismo a que me remete aquele ambiente jovial, é só porque depois de Madrid só me apetece americanas e ali só há mature tugas dos 12 aos 16. O Bruno por seu turno tratava de tentar provocá-las ostentando de forma simultaneamente orgulhosa e subtil (se é possível) o seu pénis dentro do estabelecimento. De qualquer forma, e apesar de tar a gostar muito da conversa dos pelos púbicos que dai decorreu, saimos de lá já algo aviados e certos de que o sistema imunitário do way nunca mais seria o mesmo depois de bagaço e amarguinha sobre antibióticos, ele que já há um ano marcava golos na própria assim. Mas o certo é que valeu a pena, pela noite que acabou por ser. O Ruben sai do Tamariz porque não vamos lá ter, apesar de alegadamente tar um ambiente espectacular e acaba no Teatro da Comuna por sugestão do Manel. De dentro do teatro o Manel informa: fila grande mas cá dentro "tá bom", liguei a perguntar como tava de gajas e ele diz "quase 50/50". Bacano, catalizados pelo supra entusiasmo do Gryn (que eu publicamente apoiei) bora pro antro da esquerda unida da noite (eu sei, eu sei), até porque não tenho nada contra esses caralhos. Mais uma viagem com os ocasionais e habituais flirts de semáforo e gritos aleatórios ao som de hip-hop, regados por umas cervejas fresquinhas que o gryn tinha no porta bagagem desde a queima e finalmente chegamos à comuna.

Teatro da Comuna

Saimos do carro, chegamos à fila, grupo de madeirenses lá atrofiados, falo e os primeiros sinais são loucos "é só gajos e fomos barrados, são 5 euros pra entrar". Não nos deteve e continuamos pra fila. Um grupo de gajas do caralho (maioritariamente louras) à nossa frente mas acho que era miragem porque passados 3 segundos foram embora promovendo o Lux. O que não era miragem era a quantidade industrial de gajos que tava na fila, o tamanho da mesma e o fluxo de pessoas a sair. Bué louco, fiquei surpreendido, de qualquer forma, com a astúcia das louras que só demoraram 3 segundos para perceber aquilo que nós demoramos 1 minuto, e com mais sinais do que elas (nomeadamente ausência de gajas na fila) - a festa da comuna era a melhor festa que havia em lisboa nesta noite, na praça de espanha e num teatro comunista. Como tinhamos carro decidimos ver se havia alguma festa melhor mas com um menor grau de especificidade, nomeadamente no lux, alimentados no fundo pela esperança de ser barrados e ter desculpa para acabar numa roulotte, sem remorsos. Viagem pra santa apolónia estacionamento e o momento alto da noite a mija quadripartida prás escadas do metro com a empregada de limpeza do metro a chamar o segurança e correria pra culminar, à meninos, nem demos fight ao security. Tinhamos dado o mote para o tipo de comportamento adequado para entrar no Lux.

i love Lux

Seyz e Inês aparecem e tenho a impressão que já sabiam o que ia acontecer quando disseram que esperavam para ver se entravamos antes. Tentamos ainda assim a táctica dois a dois em sequência intercalada com Bruno e Way a irem à frente mas o habitual 250 euros de consumo mínimo já que aparentemente era o Vibe lá dentro. Esse colosso da musica electrónica nacional, colosso de rhodes mesmo tal é a antiguidade daquele homem. Às vezes confundo a morte dele com a do mário cesariny mas não interessa o que interessa é que tinhamos a roulotte do outro lado MAS fomos persuadidos a não comer nada lá pela Inês (obrigado), o que também não foi muito difícil: apesar de me apetecer foder o projecto de mega dieta a 3 anos, os preços concomitantes com o super mega hiper chic club do outro lado da rua (5 euros ao quilo de gordura) suportavam bem os argumentos da Inês. Para além disso mais ninguém tinha, obviamente (como se veio a verificar dentro dos 3600 segundos seguintes) , vontade de comer.

Kubiko loves vácuo

Por sugestão do Seyz fomos até ao Kubiko, na rotunda lá ao fundo depois de xabregas, com promessas erásmicas. Alta tenda estilo musica electronica e um espaço aberto bacano, particularmente pelo vazio humano que continha. Felizmente outra roulotte lá com preços mais acessíveis. Era fácil deduzir o que ia sair dali. Iamos até à porta e checkavamos o admission fee e se fosse mais do que 50 cêntimos iamos à roulotte foder 3 num hamburger com umas tiras de gosma vagamente semelhantes a bacon. Dito e feito. A entrada eram 15 euros, por alguma razão que me escapou. De fora viam-se uns 20 playmobils lá dentro da tenda a cortire o que sinceramente me tentou a dar 15 euros mas depois lembrei-me que dava para 5 hamburgers e aceitei a sugestão de grupo da roulotte. Chegado lá não comi nada, nem o Gryn (sim sr.) mas ao invés acabamos por ir ao pão com chouriço onde comi um desses sofregamente (o Gryn ainda mais, como se tivesse a sufocar) e uma bola que mais tarde comi em casa, recheada de grão de bico, e lá fomos pra casa tristes por esta noite não se ter perpetuado por um lado mas orgulhosos da noite que juntos conseguimos construir (obrigado way por teres tomado a escolha acertada hahahahahahahahaahahahahhahahaahhahahahahaahhahahahahahahahahahahaahha).

Hoje há a festa da maxmen no del maria mas depois de ontem e tendo em conta a pancada da relativização que todos nós temos, em geral (o que vai ser útil no interrail, esta desaptabilidade à situação), acho que vai ser uma desilusão mas também não quero criar muitas expectativas.

P.S. não posso publicar as fotos desta noite, por pudor.


Grau alcoolemia:
7
Prolificidade com gajas:
0,0
Nível de Convívio:
13
Factor de Agressividade:
8
Classificação geral:
7,122131(3)