22 Julho 2008, Lisboa (this is iberian Novalja)

terça feira. ya tamos de férias mas foda-se não se espera grande pistola nunca duma terça a menos que tejamos numa estância balnear de qualquer género, no verão e a riscar branca. mesmo assim o internacional português ao serviço do marítimo, abstraindo-se da falta de condições para explanar o seu jogo, procurava mais uma internacionalização, desta vez contra a alemanha, depois duma tercena de meses profícua em que foi chamado a representar a nação em desafios importantes, nomeadamente e em particular em Madrid, onde a selecção nacional goleou, por exemplo, a sua congénere americana por expressivos 10-4 e empatou 1-1 com a equipa anfitriã.

ultimamente, contudo, uma série de empates a 0 têm levado os analistas em geral a criticar, de forma razoavelmente injusta, o seu estilo defensivo e cauteloso. Este tipo de jogo, embora admitidamente pouco espectacular, é justificável pelo facto de se tar a jogar em Lisboa e portanto ser imperativo não sofrer golos, conservando assim as possibilidades de passagam à próxima eliminatória quando jogando a 2ª mão, fora de casa.

esgotada a alegoria passo a relatar a noite transacta: praia durante o dia e essas merdas chegamos a casa tarde. ainda da pra ir ao super ali ao AC $anto$ ser enrabados com umas compras do cari-cá-cá que custaram 30 euros. o que interessa é que no meio vinha uma garrafita de vodka toda produzida com um fatiota felpuda tipo neve. não sei quem teve esta ideia mas... posso dizer?... acho que fica muito bem assim. inda por cima é eristoff, wow. tambem adquirimos naturalmente red bulls para dar algum sabor taurino à água de batatas russa. um tuga, duas alemães, uma bebida russa e um cocktail hipermetabólico austríaco. personificamos assim esta globalização que nos consome e nos faz consumir (huhu).

as meninas alemães, ambas as duas queridas mas uma consideravelmente mais bem disposta fisionomicamente que a outra preparam-se para um jantar surpresa. da ultima vez que isto aconteceu o passaporte das gajas dizia canada e nao me arrependi: entre timidos murmurios de inaptidão para a cozinha la saiu alguma coisa de jeito, um chili com macarrão à moda de edmonton que ainda acabou por dar para 3 ou 4 dias de ceias ao chegar a casa todo fodido do absinto. claro está, as moças germanicas apostaram no macarrao outra vez (em parte porque iam comprar batatas pra cozer e eu disse que já tinha em casa mas afinal tinha-as mas era já há demasiado tempo - pelo menos descobrimos donde vinha o cheiro fétido que pairava por entre a cerca de centena de moscas de diferentes espécies que povoam o espaço aéreo da minha kitchen) mas no forno gratinado e com umas meatballs bacanas pré-fritas por cima. 5 estrelas, apesar de tar mal gratinado, fruto da manifesta e admitida inexperiência culinária das berliners.
a sobremesa não tardou a chegar e tomava a forma do gryn e do mike, dois exemplos mor do melhor que a pastelaria lisbonense tem para oferecer. vieram acompanhados de cervejas e boa disposição assim como muita queridez e goofyness. jogar à mafia e o crl, passados uns minutos way e covão aparecem vindos do poker do valente (meu deus que ramada que o rei da zona centro tava) e juntam-se à festa.

já se sabia como é que a mafia funcionava, sempre stresses entre amigos e assim foi. a espectacular ingenuidade inicial de quem se estreia neste jogo é sempre um dos principais focos de interesse, no sentido em que acreditam que se olharem directamente nos olhos e perguntarem, extrapolando o jogo para a vida real, se honestamente e em nome da amizade a super fluffy best friend tá a mentir, ela vai ceder. na verdade é um jogo de perversidade social extrema, já que nos apercebemos da facilidade com que aqueles em que mais confiamos nos conseguem mentir em plena situação de olhos fitados.

de resto durante o jogo chateei-me com vários amigos e como sempre, com alcóol à mistura fiz do jogo uma batalha pessoal de habilidade em ser aleatório. destaque-se no fim de tudo a flawless victory com que e o way rematamos as cerca de duas horas de diversão de volta do jogo. pelo meio ainda houve tempo para os indescritíveis truques de cartas intercalados com incursões de intimidade física em terreno alemão dum valliant braveheart em absolutas altas rotações.

é com esta nota de redundancia que me despeco do relato desta cena. a proxima cena dar-se-ia no bairro baixo. raptados pela fada verde disfarcada de cerveja prontamente concordamos em demonstrar toda a nossa masculinidade naquele jogo de chapadas por rondas. como as canadianas elas ficaram loucas do amor. assim, a morena nao largava o valente por um instante, tornando-se gradualmente mais e mais agressiva no toque. isto levou-me naturalmente a interceder junto dela para lhe explicar que ele era um rapaz sério e que tinha namorada. no fundo um deja-vu. acabamos muito felizes todos no jamaica. especialmente o covao. pela sua expressao facial percebia-se o quanto estava a apreciar aqueles momentos.

tenho saudades das canadianas , todos os dias ao despertar era um abraço e um pequeno almoço e uma festa, como se nao nos vissemos há 3 anos sei que é tudo falso mas pelo menos enchia me o coração com carinho e afecto.

eu que sou emocionalmente uma ilha isolada comovia-me todos os dias.

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