8 Julho 2008, Lisboa (Sindicato prá bófia)

7 da manhã, é dia há 1 hora e tal.

Após quatro horas imerso em considerações tácticas e afinações no meu 4-5-1 desdobrável em 4-3-3 ao serviço do Borussia Dortmund (terceiro lugar na 1ª época, batam isto) acordo para a realidade e é como se tivesse comido com um martelo nas ventas: daqui a três horas chegam as gajas do Canadá e para dizer a verdade, avaliando pelas fotos que visualizei delas, não sei se três horas de descanso serão suficientes para o meu aparelho cardiovascual encontrar forças para sustentar o fluxo sanguíneo para o meu pénis aquando da chegada delas (eish, que ordinário!).

De qualquer forma lá me fui deitar mais uma vez a um misto de luz solar (o meu estore tá preso na posição 85% open) com luz televisiva emanada por mais um episódio ancestral do CSI, que começa exactamente às 6:34 e acaba às 7:24 (mtos anos a viver no limite). Como sempre tive tempo de ver uma recolha de pistas e uma troca de olhares cúmplice entre o black e a gaja (a nova) antes de adormecer no meu super sofá da merda, que multiplica o meu tempo de descanso por um factor de 0.7, ou seja tenho que dormir 11h25m para cada 8h de sono oficialmente recomendadas pela comunidade médica interplanetária.

Próxima merda que me lembro é acordar, de forma que admito a possibilidade dos meus sonhos terem sido bué monótonos, talvez retratando uma crónica do vasco pulido valente ou um jogo do sporting. Acordo e lembro-me, epá uma cena que me tinha escapado na confusão do Signal-Iduna Park, que a casa tá completamente virada ao contrário. Como sempre, 30 segundos depois de acordar recebo um telefonema, previsivelmente (em retrospectiva) eram elas a dizer que tinham chegado agora ao aeroporto e dizem que vao apanhar o autocarro e depois o metro prá minha casa. Com a bomba de sono nem me preocupo em recomendar direcções e solto um lacónico "ok" antes de começar uma limpeza frenética pela casa prestando especial atenção a segregações líquidas próprias do corpo humano e não me refiro somente ao sémen e a aglomerados expectorais vulgo escarros, coisas que tenho o hábito de soltar livremente pela casa quando me encontro sozinho como é óbvio. De qualquer forma demoram mais do que estaria à espera e ainda bem porque ainda tenho tempo de jogar um joguito de pré-época com o meu Borussia (empatando em casa com o Benfica, um resultado que eu e a direcção consideramos histórico) antes que elas cheguem. Oiço a campainha a tocar e eis que elas amandam com aquele estridente ou rowdy se quiserem american accent (nunca digam a elas que eu disse isto) e eu pra mim "pronto já estás". Preocupado com a minha aparência abaixo da cintura visto dois pares de slips e meto o fato de banho por cima. Numa de mandar onda cool meto Sublime a tocar. I Don't Practice Santeria diz o gajo e eu pra mim ok tudo bem lá vêm elas e eu também por outro lado tenho que estudar como vai ser?

Bacano chegam, sorridentes e felizes, e aquelas tretas da apresentação a fria sequência de perguntas banais inicial - que eu adoro, mas tem de ser né. Pronto de qualquer maneira seguimos o protocolo ,mostro a casa à banda sonora do ainda Santeria misturado com ainda não percebi se culturais ou se falsos "uaus", já que o meu flat não passa dum vulgar espaço arrendado com 2 assoalhadas, e no fim é meio dia e meia. Sento me no meu sofá vem uma delas falar comigo e ficamos lá com uma conversa mais profunda e interessante, tipo a falar do tempo e da viagem delas - sabendo que toda a gente lhes pergunta isso, e tendo experimentado o sufoco que é durante 1 mês toda a gente perguntar a mesma merda, defendi-me com o habitual e sempre razoavelmente humorístico "ok let's get the usual questions out of the way", ao qual obviamente ela simultaneamente sorriu e retorquiu com um "no, no it's ok". Só surpresas. Ah a propósito, elas são na realidade agradáveis do ponto de vista estético e pela primeira vez sou anfitrião de gajas que se parecem remotamente com o que vi nas fotos.

uma e tal e eu já cheio de fome, decido sugerir almoço mas negam então ficamos num vai não vai e situações awkward pq ainda não nos conhecemos e ainda não tive oportunidade de pô-las suficientemente à vontade para encaixarem o meu humor ligeiro sem se sentirem ofendidas ou uma merda assim *evita o choque cultural*. o gryn sugere praia pelo messenger. sim, fixe... mas obviamente não posso porque tenho que estudar mas elas são capazes de querer já que só me falavam que queriam todos os dias praia e não sei quantos pronto tudo combinado lá vão elas prá praia com o gryn e eu vou mas é estudar pra fazer quatro cadeiras este semestre ao menos e CAV parece que é preciso marrar c'má merda mas antes tenho que me nutrir desesperadamente. nº29 rua da ilha terceira, R/C Esq. o trio maravilha, Valente, Cabeças e Johnny, apresentação às miúdas, almoço ao Rialva, Frango à moda da casa que mais podia se chamar à moda da merda, a Tanille fuma pra caralho, a Marie não e elas - agora de calçonetas - provam, de forma sistemática, que são agradáveis. tou curioso pra ver na praia. O chefe de lá não para de mandar piadas às gajas, que por acaso até têm piada e lá vou eu traduzindo *algumas ahem* e ao mesmo tempo delicio-me com a maneira como o valente introduz novos termos no dicionário anglo-saxónico. mas a linguagem corporal dele é mais forte e a comunicação dá-se por outros meios portanto tá limpo. Dou 4,5 euros por aquele bocado de estrume e vou à merda do banco em busca do meu cartão perdido (NR: o qual foi perdido no dia seguinte outra vez), mas afinal nera preciso porque tava em casa da Eli e o previsível "porque é que não mudas de morada?" em tom acusatório e como resposta a este crime hediondo que cometi. eu percebo, é demasiado incómodo receber uma carta em casa.

naturalmente, que sa foda o estudo, começo amanhã, claro, e então arrenka carlinhos prá praia e tudo a fingir que é bué marado com berros ocasionais e o crl no trânsito e música alta, a cena habitual, "LIBERDADE PRA DENTRO DA CABEÇA". Iamos 6 no carro (elas, eu, Gryn, Cabeças e Valente), comprometi-me a pagar a multa e foda-se no total elas tiveram que se esconder umas 20 vezes tal era o caudal de bófia que se amandava contra nós, surgindo sobre as mais diversas formas e cores, tipo de bike, num carro à paisana, a orientar trânsito e às vezes a usar um fato azul. Lá chegamos à praia do castelo depois duma viagem recheada de fotos bizarras (tiradas por elas) a muros e a árvores na zona de monsanto e mais bófia desta vez a cavalo, louco pensam elas e desatam a tirar + fotos com a devida autorização do agente da autoridade que notoriamente pulpita de excitação. Dão umas festas ali ao cavalo e chega de zoofilia siga pra bingo... mudo de vestimenta freestyle atrás dum carro (perante a atenção das papparazzi mas fui rápido de mais, não vão ver a lenda assim à borla) e não satisfeitos com a nossa ilustre companhia escolhemos obviamente um sítio na plage condizente com o nosso insaciável apetite. Pareciam gajas com os seus 20 e poucos juro mas depois de atenta observação já com os headquarters estabelecidos eis que são pitas e agora é tarde de mais para fazer a transferência logística para outro spot mas também não é preciso porque - repito-me mas foi assim que as circunstâncias do dia ditaram - dá pra se distrair bem com as nossas amigas da américa do norte e elas até fizeram o favor de ir logo à água pondo logo tudo o que tinham em cima da mesa. Epá é melhor jogar mas é à bola porque o ambiente tá pesado ali

Partidinha: Valente e eu contra Cabeças e Gryn, tanto no volei (jogamos tanto) como no beach soccer (jogo tanto) em que a nossa equipa perdeu por falta de motivação do valente e paulada a torto e a direito por parte do Gryn. Mais tarde, enquanto Valente explanava na toalha a sua magia com as estranjas, com olhares subtis patrocinados por uns óculos quasi-transparentes à kara davis, lá dei uns tiritos keeper vs avançado com o cabeças com o habitual stress de ocupação territorial da praia e outra conversa a tentar meter nojo por intermédio da calma e serenidade em oposição à revolta emocional das vítimas das nossas actividades lúdicas com bola. Não consegui desta vez, as pessoas em questão tinham bom senso infelizmente. e pronto resumiu-se a isto a hora e meia que tivemos na praia porque o Gryn tinha que bazar pro curso de remo ou lá o que é que ele diz que tá a tirar.

Voltamos para casa com ele, porque o Ruben afinal não ia ter conosco e ficamos no cais do fodré enquanto gryn ia pro supracitado curso e pronto: casa, jantar no nº29 da ilha terceira, "delicious" segundo elas, no meu padrão uma merda qq q o cabeças fez pra lá à papo seco e yeah cortei o cabelo a mim mesmo mais tarde (tá bacano, independentemente do que todos os fdps digam), bola (ka merda de jogo mas ganhamos 7-3 e no fim ainda houve fight yay) e depois cama apesar de todos os planos que alegadamente haviam.

AH O GRYN VIU A PATRULHA MARÍTIMA DA GNR no curso também!!!!!!!!!!!! Portanto reforça a perseguição a que fomos alvos, seguramente encomendada pelos serviços secretos canadianos. AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

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