ah yeah sim ontem saimos.
não custou muito combinar os gajos já vinham lançados de casa do way e demorei um bocadinho mais a descer porque por coincidência a gaja só entrou no messenger tipo no momento que me dão o toque pra descer... tinha que lhe dizer qualquer coisa mas não disse nada de jeito.
o valente levou-nos pra botica, no início mostrei-me retinente em relação à opção mas o bagaço e amarga straight up x2 (ou 3?) dissiparam-me esses pensamentos. aliás dissiparam-me todos os pensamentos. ainda em fase de reconhecimento dos dois amigos do valente stressei com um gnr q tava fora de serviço mas era amigo do valente "o que é que disseste caralho?" foi a minha reacção a qualquer coisa que ele sussurrou ao valente mas que parecia na minha direcção, acho que tava pumped up das histórias da tropa e o caralho que os outros dois sacanas iam contando. ficamos num estado lamentável de embriaguez bastante rápido e por causa disso começaram as primeiras variantes da descompressão violenta que adoramos executar. desta vez decidimos fazer braço de ferro em cima dum caixote do lixo que andava pra lá. de pé. escusado será dizer que não era muito rigoroso... de qualquer forma o poço de força que é o outro gajo q n me lembro o nome, o amigo do valente (24 anos e 2 filhos...), não deu qualquer hipótese a ninguém. eu perdi contra o way o que não faz sentido porque treino-me todos os dias no ginásio para que isto não aconteça. o jogo acabou quando o gryn começou a insistir para fazer o braço de ferro com a mão direita, ignorando por completo - inebriado pelo OH - que talvez pudesse ter consequências nefastas para o escafoide que inconvenientemente o fez se masturbar com a mão esquerda durante meses a fio (não que seja mau, é só diferente como todas sabem)...
após este breve episódio lá voltamos pra mais uma round, acompanhado por prestação de informações sobre a marinha e quanto mais. acabei por perceber que os GOE e DAE são os grupos mais especializados de Portugal e os paraquedistas aceitam mulheres agora portanto tá tudo dito em relação a esse bando de panascas.
partimos confiantemente para o lux cerca das 2 da matina, depois de estacionar o carro decidimos conscientemente e por livre vontade do gryn dançar no tejadilho daquele mítico punto ao som dos summer hits do rail. pena não haver registo fotográfico mas há mnemésico de qualquer forma era mais uma ou outra que iam pro facebook pra verem o louco que sou(mos).
mesmo assim entramos no luxor. começei a fumar outra vez e obviamente. não me lembro de grande coisa lá dentro, só de beber um absinto e ir prá pista de baixo onde encetamos uma espécie de dança de aproximação com umas chicks que nem conseguia ver bem à frente. o valente apareceu e lá se agarrou a uma obviamente mas inda deu pra curtir bem isso lembro-me... tava cheio e tudo. o gryn baza entretanto já não me lembro como nem quando honestamente com trabalho às 8 ou 9 da manhã é dourado ainda ir pro lux com aquela ramada. heroico.
dá me um vibe qualquer honestamente não me lembro (ajudem-me aqui) e decido que tenho que bazar, eles vêm e juntamos o nosso guito todo. dá pra 3 bifanas (nem dá, faltam 20 cêntimos mas eles fazem o gesto). tentamos convencer a gaja a meter um ovo lá dentro mas ela depois de conferenciar com o marido diz que não há hipóteses, foda-se nós, clientes habituais... como castigo mamamos batatas como se não houvesse amanhã. e esvaziamos o frasco de mayonese dentro das bifanas. tava suculento. vamos esperar que o metro abra. stresso outra vez e decido ir pra casa a pé, uma escolha inteligente. Eles naturalmente tentam me convencer a esperar pelo metro mas não tenho guito e quero obstinadamente, por alguma razão obscura, a nostalgia de quando cheguei a lisboa. me sentir desamparado, unicamente dependente de mim (dei um peido agora com cheiro a mayonese podre) a unica diferença é que quando chegar a casa não ensalsicho o falo por entre as pernas duma gaja. desamparo mission acomplished, e lá vou eu parando em sítios para ver merdas e dizer cenas estúpidas a todos. em santa apolónia entro prá estação, reparo que existem zero vírgula zero comboios internacionais (à excepção do comboio para o porto) naquela manhã, o que me fascinou. paro em frente ao ISPA pra fazer o exercício da bulimia e deixo como objecto de psicanálise um género de açorda de mayonese com suco gástrico. Finalmente, passo pelas portas de alfama e decido voltar atrás e me meter por lá dentro... para dormir... e durmo, não sem antes ter o discernimento de esconder as chaves nas boxers e o móvel nas meias... ali no meio do chão com o hood to casaco on devo ficar com um aspecto não muito são mentalmente mas há loucos para tudo. durmo 2 horas e acordo, de dia, todo fodido, sem dinheiro... são 8 da manhã e ainda tenho que chegar a casa. lá vou eu razoavelmente arrependido da decisão que tomei. adorei os comboios de santa apolónia e os autocarros no ISPA com os voyeurs do puke freak show mas fazer a almirante reis toda de ressaca é um preço marginalmente demasiado a pagar...
como consolação sei que , ao contrário dos robots do horário do expediente, vou pra casa dormir e vou acordar as 4 pra não fazer um caralho, mas passou-me pela cabeça várias vezes, por entre dores excruciantes, que, desta vez, só desta vez, se calhar até trocava de posição. aliás por mim até trocava com os poetas do limão ali no intendente. tudo por evitar a nausea de subir a almirante reis toda.
lá chego à rua dos açores e toco à campainha. porque? porque não tenho as chaves de casa, perdi, ou roubaram-me.. chego a casa sento-me e sinto-me. as chaves tão nas boxers anormal. prá que é que acordaste a tua irmã que repousava depois duma noite de labuta honesta? desolado vou ali à mercearia. shopping list: uma grande de água das pedras, um papo seco, 2 aglomerados de gordura suína (torresmos), um mango e duas bananas. tou pronto pra ir dormir, são 9 da manhã. ahhhhh a beleza desta juventude...
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