Crónicas do sono #1 - la guerra de los fundos
tava na varanda da minha casa no garajau, contemplando o vasto e azul escuro casi negro oceano com a miuda que, na realidade multidimensional que geralmente prefiro (porque sou um control freak), estava deitada ao meu lado. sem justificacao aparente sofremos um terrivel ataque alienígena. uma incomensuravelmente grande bola de luz, energia ou fosse o que fosse choca contra o atlantico, mesmo em frente à ponta do garajau. como resultado, e imagino, porque foi este o único que conheci de filmes de ficcao cientifica, o mar transforma-se num gigantesco clarao branco, esteticamente apreciavel tudo bem mas geralmente nunca sinal de que algo de bom vai acontecer (podiam inventar outra merda qualquer por acaso tipo a bola de luz bater contra o mar, ressaltar pra tras e destruir um aviao com o saramago). a desregulacao luminosa reverte-se tao rapidamente quanto se produziu e aguardamos expectantes, ainda sem nos apercebermos que se trata dum sonho (ela nunca teve nocao). ate agora sensacao de deja-vu cinematografica pelo que ja me preparava para nos escondermos numa cave qualquer os dois, sobreviver uma semana a ratos e lodo e reproduzir ate o fim da vida com o intuito de repor a estatistica dos 8 bilioes (metia menos na india desta vez). nao aconteceu mas foi parecido. do ponto onde a bola tinha caido comecam a raiar feixes subaquaticos de luz em todas as direccoes, saltando fora de agua e revelando esferas metalicas. jogavam-se como balas contra habitacoes, veiculos e sujeitos seres humanos, destruindo tudo o que conseguissem. uma veio na nossa direccao mas de repente ja tavamos dentro de casa a ver o que se passava na CNN e percebemos que o mesmo se estava a passar em todo o mundo (nao é muito criativo, o meu inconsciente). a esfera metalica entra pela minha sala de estar sem pedir licenca, partindo no processo os vidros das portas de correr (o que irritou profundamente a minha mae). adding insult to injury, como se nada tivesse passado sai de la de dentro o tipico pineco estilo roswell e pede nos identificacao. que lata do crl. de qualquer forma o meu BI esta em localizacao indefinida (pelos vistos tambem nao se encontra nas outras dimensoes) pelo que tive que mostrar o passaporte. ele abre o passaporte e le em voz alta "Pedro Campos, nascido a 24 de maio de 1983, nacionalidade espanhola". o meu corpo nao aguentou. acordei em berlim.
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