.pré 26 de julho de 2001 -> período de adaptação no relacionamento com as gajas. no fundo só me safava se as gajas ou tivessem desesperadas já (porque eu nunca avançava pra não comer um corte à frente dos amigos) ou se eu tivesse todo fodido. doutra forma não tinha coragem nem confiança pra fazer nada mas fingia sempre que não tava interessado, que era um gajo bué selectivo. funcionava, os meus amigos acreditavam.
.26 de julho de 2001 -> depois de 2 anos a cortar pulsos, com bulimia nervosa e 10 tentativas de suicídio, comprometo-me com uma madeirense, nem sequer sei pra quê.
.29 de julho de 2007 -> numa viagem de interrail que fiz, ao passar pela polónia, que é à base de gajas maradas por tugas e latinos e não sei quê, tamos numa discoteca - a Carpe Diem II - e vejo o ruben a se meter com uma gaja, a Paulina, e como nunca posso perder uma competição para ele, meto-me com a amiga dela, a Zuzanna, ignorando por completo que tivesse algum tipo de relacionamento com uma madeirense. isto serviria naturalmente como boa desculpa para finalmente a madeirense acabar comigo, se ela assim o entendesse.
.30 de julho de 2007 -> ligo à madeirense a lhe informar do sucedido, certo de que dispunha de armas mais que suficientes para sentenciar a nossa relação. para meu descrédito ela reage bem confundindo-me ainda mais acerca do que é que as gajas pretendem numa relação.
.30 de julho de 2007 -> conhecemos um par de mexicanos, o José e o Fernando,primos entre si, no hostel onde ficamos na primeira noite, o flamingo.
.31 de julho de 2007 -> uma vez saio do hostel tutti-frutti e tá lá uma nota toda paneleira que a gaja, a Zuzanna, tinha deixado, com nome e número de telefone e que me queria encontrar e não sei quantos. finjo aos meus amigos que não tou interessado, para não os desiludir, mas fico satisfeito pela ego trip. equaciono usá-la para me alimentar o ego durante a estadia.
.31 de julho de 2007 a 6 de agosto de 2007 -> sou perseguido por uma polaca lunática, a Zuzanna, que idealiza uma vida a dois para mim e para ela após aquela noite inesquecível que tivemos no Carpe Diem II onde nos deixamos levar pela loucura e demos uns beijinhos e dançamos um bocado, como os futuros cônjugues fazem sempre como ritual de acasalemento inaugural.
.31 de julho de 2007 a 6 de agosto de 2007 -> astutamente verifico que os mexicanos acham a polaca, a Zuzanna, atraente e então trato de tentar incuti-los a ela mas ela por alguma razão obscura tem-me como objectivo claro e único. o meu ego agradece a cracóvia pelo refill de borla (de borla quer dizer custou-me a madeirense, pronto) mas tou enjoado de tudo isto, pressiono os meus colegas de viagem a deixar cracóvia pra trás.
.6 de agosto de 2007 a 25 de outubro de 2007 -> sou alvo dum bombardeamento diário de inquéritos, por todas as vias de comunicação possíveis, por parte da madeirense. sinto-me como um suspeito de terrorismo em guantanamo.
.26 de outubro de 2007 -> após ter falhado em explicar uma série de acontecimentos infelizes relacionados com o verão de 2007 , a madeirense decide pôr termo à nossa relação de exactamente 75 meses, de forma justificada no meu papel de observador neutro. até porque a relação já não dava mais nada à mesma, nem sequer tinhamos sexo já, foi bem visto.
.28 de outubro de 2007 -> recebo uma mensagem electrónica da polaca, através da rede social facebook, informando-me de que não irá esperar mais por mim (*sigh*) e que entretanto ter-se-ia comprometido com um dos mexicanos com quem teria travado conhecimento no verão de 2007, na polónia, por intermédio de mim, enquanto o tentava incutir a ela, contra a sua vontade. respondo-lhe a dizer que a minha namorada acabou comigo, a ver se a puta ficava com remorsos por se ter deixado beijar tão facilmente.
.31 de outubro de 2007 a 28 de fevereiro de 2008 -> dá-se o processo normal. acabamos mas continuamos a nos comer, particularmente com a ramada e em acto de desespero, já que tavamos destreinados a engatar pessoal nas discos. o terminus duma relação acaba por revitalizar a vida sexual do casal concluo. devo confessar que nesta fase ainda acreditava que era possível primeiro que o benfica fosse campeão e segundo que a pudesse aguentar até julho, altura na qual contava já ter perdido uns 7 ou 8 kgs.
.1 de abril de 2008 -> ela diz-me que anda a comer doutro gajo e que agora quando tiver com a ramada e nao tiver engatado outro gajo na disco vai pra casa dele. pergunto-lhe se ele é melhor que eu na cama ela diz que ele é diferente. tento arranjar formas de interpretar aquilo para além da óbvia. entretanto continuo sem conseguir engatar gajas na disco, tou de volta às origens.
.2 de abril de 2008 a 20 de julho de 2008 -> período de retiro, dedicado à aprendizagem de outras culturas, com dois estágios em madrid.
.20 de julho de 2008 -> recebo um pedido de couchsurfing de duas alemaes. uma delas é das mulheres mais atraentes com quem já tive qualquer forma de contacto na minha vida. contudo tava farto de ter estrangeiras a andar dum lado pro outro da minha casa em calçõezinhos apertados e nunca comer nada porque primeiro nao conseguia e depois porque achava mal um anfitrião se atirar a uma hóspede. ciente do sofrimento extremo que me poderia causar ver esta em particular em vestimentas impróprias para a nossa moderada cultura, decidi ignorar o pedido e conservar a minha sanidade mental.
.21 de julho de 2008 -> antes de jogar PES 6 mostro ao Ruben fotos no couchsurfing da tal alemã e ele pressiona-me a aceitar o pedido. usou argumentos convincentes, o que me irrita sempre profundamente nele. observou que eu não tinha nada pra fazer até ao interrail começar e que ia andar atrofiado e não sei quantos. depois ainda gozou de mim a dizer que eu ia acabar com a que achava atraente.
.21 de julho de 2008 a 29 de julho de 2008 -> andei pra cá e pra lá com o gryn e elas às costas. divertimo-nos, ela e o gryn claramente tinham um caso. o way envolve-se com a outra alemã, numa boa acção de wingman pró gryn. o gryn, sabendo do meu interesse por ela, poupa-me dum desgosto.
.30 de julho de 2008 a 2 de setembro de 2008 -> período dedicado à aprendizagem de outras culturas, com estágio em 36 comboios no leste e sudeste europeu. o way aprende a falar italiano. mantenho contacto com a alemã, ela percebeu que tinha interesse por ela e tá a me responder, por piedade.
.3 de setembro de 2008 a 28 de novembro de 2008 -> gasto a totalidade dos dias a jogar à bola, ir ao ginásio ou falar com a alemã na internet. para isso tenho naturalmente que faltar às aulas e neglegenciar a realização de trabalhos e projectos. não tenho tempo para tudo. entretanto experimento uma cena. não funciona.
.28 de novembro de 2008 -> aterro em berlim. o way veio mas ainda cheirava a raviolli da semana que tinha passado em itália, antevê-se tragédia emocional nas hostes germânicas.
.16 de dezembro de 2008 -> comporto-me como um anormal durante toda a duração da visita. finjo que perdi o meu bilhete de volta e ela deixa-me ficar em casa dela mais uns dias, já depois da restante comitiva ter partido. o meu sistema neuronal exulta. neste dia peço lhe garantias quanto ao nosso futuro. assinamos contrato a prazo.
.2 de março de 2009 -> vivo repartido entre lisboa e berlim, onde tenho uma relação séria de comprometimento com uma alemã que me pediu para ficar na minha casa em Lisboa, à borla, durante o verão, pedido ao qual eu acedi, por pressão do Ruben, e com a qual mantive contacto electrónico ao longo de todos os devaneios próprios contextuais/sazonais que pautaram o meu verão de 2008; a madeirense vive repartida entre arroios e a graça, por motivo dum relacionamento que encetou com um colega de trabalho natural de vila franca de xira, num estabelecimento de diversão nocturna, em Lisboa; o way vive repartido entre lisboa e roma, onde tem uma relação não séria de comprometimento com uma italiana que conheceu no verão de 2008, no sul da europa; a Zuzanna, a polaca, casou-se - no méxico - com o Fernando, um dos mexicanos que lhe apresentei e com o qual não queria nada pois pretendia que eu ficasse a viver com ela na sua terra natal.
.2 de março de 2011 (previsão) -> vivo repartido entre o cemitério de lisboa e de berlim, onde pensava ter uma relação séria de comprometimento com um alemã que eventualmente me pediu para deixar de a perseguir, pedido ao qual acedi, por pressão da polícia alemã, e com a qual mantive contacto físico forçado ao longo de todos os devaneios próprios emocionais que levaram à minha execução sumária no verão de 2010; a madeirense vive repartida entre arroios e o lux, por motivo dum relacionamento que encetou com uma beatbox natural do taiwan, no ebay, na internet ; o way vive repartido entre roma e napoles, onde tem uma relação de superioridade hierarquica com uma italiana que conheceu no verão de 2008, no sul da europa; a Zuzanna, agora mexicana, casou-se - pela 2ª vez - com o José, o outro mexicano que lhe apresentei e com o qual não queria nada pois pretendia primeiro que eu ficasse a viver com ela na sua terra natal e depois que o Fernando a acolhesse ad eternum na sua habitação em Monterrey.