conheci um alto representante diplomático da Grécia no nosso país, não interessa como.
sendo proveniente dum país um bocado lindo, que já visitei duas vezes, um país a quem devemos a normal ordem social e política no mundo ocidentalizado, um país com uma obesa e interessantíssima história e que nos deixou a todos com uma esmagadoramente influente herança cultural, não pude deixar de aproveitar o momento para perguntar se o katsouranis ia ficar no benfica.
parece que não. parece que o pêndulo ultra-eficiente e espectacularmente discreto do meio-campo encarnado, a antítese do moderno pop player que faz as pitas do sudeste asiático se fecharem nos quartos a se masturbarem furiosamente para o seu poster, não aguenta mais sem a família e deverá rumar a um campeonato em que esteja mais próximo da mesma, tal como o trapattoni anunciou antes de assinar pelo colossal red bull salzburgo, da austria.
ainda assim foi-me prometido um encontro que, existindo um pingo de bom senso por parte dos intermediários, será no meu dia de aniversário, como surpresa.
de qualquer forma já vou começar a fazer uma compilação de 5 horas dos maiores momentos do glorioso para vermos juntos, pode ser que lhe convença a ficar.
confusio #5 - holmes glam
tão a oferecer descontos pra paneleiros no holmes da defensores de chaves?
confusio #4 - competição masculina
nas saunas tá tudo a ver quem aguenta mais sem desistir. é uma boa oportunidade para praticar os mind games. imagino sempre que sou o mourinho antes dum jogo contra o barcelona ou o kruschev na crise dos mísseis de cuba, o que é que eles fariam?
normalmente tento nunca ofegar nem parecer desesperado e às vezes quanto tou mesmo à rasca fingo que me vou levantar mas fico para os outros todos desesperarem mais.
posso morrer mas nunca vou ficar menos tempo do que um reformado ou um puto gordo.
normalmente tento nunca ofegar nem parecer desesperado e às vezes quanto tou mesmo à rasca fingo que me vou levantar mas fico para os outros todos desesperarem mais.
posso morrer mas nunca vou ficar menos tempo do que um reformado ou um puto gordo.
illuminati #2 - Cidadão sobre o holocausto
28.04.2009 - 14h56 - Cidadão, Portugal
Uma vergonha foi o que se passou em Auswchwitz. Nunca se deveria ter exterminado aqueles judeus, que na sua maioria trabalhavam e tinham papéis de relevo na sociedade, não viviam de subsídios nem de casas que lhes eram oferecidas e pagas com o dinheiro dos contribuintes, não andavam aos tiros, não assaltavam comerciantes, não vendiam nas feiras material contrafeito ou de origem desconhecida. Foi uma tragédia o que aconteceu esses anos...
in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377221
Só pela primeira condição que este cidadão impõe para um ser humano merecer a sua existência (trabalhar), 10 % da população portuguesa era posta em campos de concentração e exterminada numa câmara de gás. Uma ultra-meritocracia portanto.
Uma vergonha foi o que se passou em Auswchwitz. Nunca se deveria ter exterminado aqueles judeus, que na sua maioria trabalhavam e tinham papéis de relevo na sociedade, não viviam de subsídios nem de casas que lhes eram oferecidas e pagas com o dinheiro dos contribuintes, não andavam aos tiros, não assaltavam comerciantes, não vendiam nas feiras material contrafeito ou de origem desconhecida. Foi uma tragédia o que aconteceu esses anos...
in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377221
Só pela primeira condição que este cidadão impõe para um ser humano merecer a sua existência (trabalhar), 10 % da população portuguesa era posta em campos de concentração e exterminada numa câmara de gás. Uma ultra-meritocracia portanto.
illuminati #1 - José Almeida sobre a descriminalização da droga
Jose Almeida at 5:07pm April 27
acho que antes da despenalização ou descriminalização, deviamos "moralizar" socialmente o uso de drogas. afinal o alcool é uma droga com efeitos tão perversos como a heroína e é uma droga socialmente aceite. mesmo assim fico contente com os resultados obtidos com as nova leis. mais uma vez estamos a provar que somos um país muito mais à frente do que é normal nós assumirmos!
um rapaz ou muito novo, ou mto velho, ou mto nerd.
um rapaz ou muito novo, ou mto velho, ou mto nerd.
11 Abril 2009, Lisboa (DJ Dekay)
Noite Típica de Sábado (NTS) Numa Qualquer Boite de Lisbonera Stadt (NQBLS): às 2 e meia da matina já me passaram pela mão pracima DKnhentos (500) copos, já me abordaram cerca de 0,2 mulheres (é A Minha Média Apensa à Variável Aleatória Típica Noite de Sábado - AMMAVANTS) e já tive pra Comer Nos Cornos (CNC) mas fui salvo por Amigos que Não Bebem Absinto (ANBAs) B vezes sendo B o número de bares em que a minha presença já foi tolerada durante Essa Noite (EN).
A única diferença é que:
|- desta vez os 500 copos estavam desprovidos de Absinto, Whisky, Vodka (A,W,V) ou arranjos com repetição entre A,W,V - e algumas vezes já vinham partidos por defeito;
/- as 0,2 mulheres que me abordaram eram na realidade mulheroides de profissão cabeleireira ou mulheres de jogadores de futebol do belenenses/estrela (passe a redundância) em contraposição às habituais 0,2 erasmus espanholas gordas de valladolid que sobraram do desequilíbrio demográfico intergéneros, no jantar do referido programa académico de intercâmbio sexual dessa NTS;
-- ao invés de quase CNC da espanhola por sugerir que a única hipótese seria ela me deixar meter o meu "da" em "espanhola" e ser salvo por um ANBA que a acabou por foder em compensação (obrigado valente x20), não consigo inventar nenhuma merda para contrapor - e tou farto deste parágrafo totalmente irrelevante à história. Ah e esta noite eu próprio era um ANBA, porque tava a trabalhar NQBLS que não o lux (não tenho estofo estético/artístico/sexual) nem o lábios de vinho (n sou fufa, porque não posso, porque se fosse gaja, continuava a gostar de gajas e o meu sonho era trabalhar NQBLS como o lábios de vinho) nem o jamaica (n tenho classe). é outro. eu dou pistas mais prá frente, sem querer.
assim encontrava-me no habitual frenesim robótico de Search, Carry & Wash (SCW) de copos, e às 2 e meia da matina, em total hora de ponta (de ocupação, refiro-me), oiço uma voz na minha cabeça que me solicita "pedro, depois vai dar ali um jeitinho à cabine meter um som". digo que oiço uma voz porque nem tive tempo de retorquir, nos cerca de 6 décimos de segundo que demorei a apreender, processar e reagir, a fonte física da voz já tinha desaparecido por entre a multidão em êxtase, que danceflooreava - colectivamente ébria - ao som dum aparente medley das mais pirosas melodias brasileiras com eternos êxitos tugas cada um evocando-me a memória de uma diferente época em que o benfica não foi campeão com 92% de probabilidade. assim, mistificado pelas razões que levaram a que se consumasse esse facto ignoro os 100 copos por arrumar, os 100 por recolher - incluindo 20 a 30 em situações precárias de rendição total à gravidade -, os 10 jarros para lavar, a taça do gelo sem gelo, os cerca de 10 clientes que me vao perguntar que tipos de poncha há antes de me pedirem "aquela de laranja", justamente a que eu não referi porque não existe, e a pita de 17 anos que não sai da zona do balcão em frente ao lavatório por tar a tentar-me seduzir com o intuito de obter shots à pala mais tarde/até e ao longo do mais tarde se possível. dirigo-me ao meu omnisapiente patrão instead.
dou dois passos relativamente à posição inicial em que me encontrava e segredo-lhe ao ouvido "porquê artur jorge? mas porquê?" e ele responde bravamente "duas palavras ligadas por um infant: maçon-aria". tudo fazia sentido daqui a 15 anos, em 1994 mas por agora preocupava-me mais com outra questão que subliminarmente me vinha a causar prurido emocional nos vastos 20 segundos anteriores: "ehm... presumo que tenha sido o gonçalo, o DJ - mas não tive tempo de estabelecer contacto visual... ele disse-me para tomar as rédeas da cabine sonora... mas eu não tenho conhecimento técnico/musical nem solidez emocional para operar um sistema sonoro NQBLS.. a isto chamo proposição subtil a Linchamento Público (LP)... ". foi nesta altura que o meu superior hierarquico - e dono da boite - procedeu a explanar toda a sua ambivalência: para além de ser superiormente dotado na gestão de pessoal, promoção do espaço e preparação de substâncias doces e amareladas, era um filósofo e motivador por natureza. iluminou-me a alma num discurso adornado pela mais lírica prosa verbal desde o 282º romance intelectualmente estéril (em 282 tentativas) da margarida rebelo pinto: - "pedro... não sei.. se ele disse isso... olha, faz o teu melhor, vê o que podes fazer..."
respondo na mesma moeda - "mas oiça eu não faço a mínima ideia de como mexer naquele caralho... não é melhor meter outra pessoa?"
precipitação clímakstica para o âmago filosófico - "hôm se ele disse q'era p'ra ires, vai tu... faz o que puderes.. olha se der merda, deu.."
assim fui mais descansado para a cabine do DJ, sabendo que se desse merda e todas as 100 pessoas lá dentro subitamente dedicassem a sua atenção total e simultânea a mim, saberia que, apesar dos apupos, insultos e a deprimente visão de pessoas a abandonar o estabelecimento por minha exclusiva responsabilidade - o acidentalmente indigitado DJ -, pelo menos tinha dado o meu melhor, e por esse prisma teria coleccionado mais uma vitória moral na minha vida e assim ultrapassado o paulo bento outra vez na lista do guiness world records para vitórias morais na categoria das pessoas com inexplicável infinidade de crédito apesar de fracassarem sistematicamente.
é então com esta considerável inércia moral que chego à cabine. ignoro os decks de vinyl e os LPs, é melhor que não hajam LPs à mistura por razões óbvias - a menos que seja útil dalguma forma os lavar e secar, processo que domino por esta altura, independentemente do objecto sobre o qual é aplicado. inspecciono o computador: à primeira vista dada a dimensão e complexidade visual do mesmo parecia controlar toda a maquinaria audio-visual daquela boite e possivelmente da peninsula ibérica inteira. procurei o botão que destruia espanha e o nacional da madeira em vão antes de dar uma rápida mirada para a pista de dança, reparando no processo na espectacularmente clara perspectiva que tinha sobre todo o espaço e - concluo resignado - que todo o espaço tinha sobre mim. volto ao botão do nacional da madeira mas perco-me numa (outra) visão alarmante - por entre todo o tipo de informação criptográfica disposta no ecrã sobre a forma dum programa profissional para DJs há um sinal decifrável: há uma contagem decrescente (digo isto porque do 28 passava pro 27 e do 27 pro 26 - cheguei à conclusão de que seria uma contagem decrescente pelo método de indução, que aprendi em 2001 na FCUL, quando estava a tirar educação física mas sem a educação), que imagino, esteja associada ao terminus da faixa a tocar. 3:26. tenho 3 minutos e 26 pra salvar o mundo, mas mesmo que arranje a solução antes vou esperar até ao último segundo a mamar um martini como nos filmes do missão impossível porque tenho um fetiche pra mimicar o pearce brochenan. e tenho que arranjar uns fios verdes e vermelhos pra fingir que tou a cortar ou merda assim - as palhas das caipirinhas dão na boa. fantasias isotéricas àparte tento não clickar em nenhum botão do programa complexo pra DJs e rezo a katsouranis para que o computador tenha RAM suficiente para não brekar qdo carregar no botão do menu iniciar. faço uma procura *.mp3 e obtenho pastas com diversos mp3s, como pretendido. abro o winamp e rezo outra vez (é uma religião em vias de extinção). onde estao os mp3s dos xutos - uma aposta segura até 2250 para o público português? encontro o contentores, drag & drop pra playlist do winamp, buraka som sistema - kalemba (da moda há 12 meses para o resto do mundo conhecido - novidade para os trintões habitués daquela boite), drag & drop, os hits brasileiros - daniela mercury (pra perceber quais as cotas que já tão (prontas pras) mamadas), banda eva (oportunidade de dança a dois), mc marcinho (oportunidade de orgia colectiva), d. pedro IV e josé dominguez (pt's finest exports) tudo drag & drop. tenho 120 horas de música das quais 110 horas são discursos do d. pedro IV a abdicar de merdas e 8 sons de fintas desnecessárias do dominguez, deve dar para o que der e vier, contas feitas tou preparado para um after hours de 118 houras e meia, se necessário. sinto-me confiante.
tal como planeado espero que a love generation toque até aos segundos finais... 5..4...3...2...1.. DJ Dekay em acção: double click na música nº1 na playlist do winamp, gnr-contentores. timing perfeito. colaboração afectiva do sistema sonoro computadorizado. verbalização unissónica das lyrics por parte das cabeleireiras e dos vendedores de carros/dealers. aclamação pública indirecta do DJ. alívio pessoal e intransmissível. patenteamento de método pioneiro de DJing. Drag & Drop/Double Click (DD/DC) powered by winamp. pensamentos subversivos de abandono de estudos e dedicação a carreira electro-musical. retorno inesperado do verdadeiro DJ. despertar.
- "foda-se obrigadão, tava mesmo à rasca..."
- "ah na boa... foi na boa, mas onde é que foste?"
- "homem, tava com bué cólicas, mas não curto cagar aqui, tive de ir a casa.."
de volta aos copos vazios e partidos. às erasmus espanholas. à outra cena que não consegui contrapor. e tenho 9 cadeiras pra fazer. filha da puta, tive quase a conseguir o meu break...
A única diferença é que:
|- desta vez os 500 copos estavam desprovidos de Absinto, Whisky, Vodka (A,W,V) ou arranjos com repetição entre A,W,V - e algumas vezes já vinham partidos por defeito;
/- as 0,2 mulheres que me abordaram eram na realidade mulheroides de profissão cabeleireira ou mulheres de jogadores de futebol do belenenses/estrela (passe a redundância) em contraposição às habituais 0,2 erasmus espanholas gordas de valladolid que sobraram do desequilíbrio demográfico intergéneros, no jantar do referido programa académico de intercâmbio sexual dessa NTS;
-- ao invés de quase CNC da espanhola por sugerir que a única hipótese seria ela me deixar meter o meu "da" em "espanhola" e ser salvo por um ANBA que a acabou por foder em compensação (obrigado valente x20), não consigo inventar nenhuma merda para contrapor - e tou farto deste parágrafo totalmente irrelevante à história. Ah e esta noite eu próprio era um ANBA, porque tava a trabalhar NQBLS que não o lux (não tenho estofo estético/artístico/sexual) nem o lábios de vinho (n sou fufa, porque não posso, porque se fosse gaja, continuava a gostar de gajas e o meu sonho era trabalhar NQBLS como o lábios de vinho) nem o jamaica (n tenho classe). é outro. eu dou pistas mais prá frente, sem querer.
assim encontrava-me no habitual frenesim robótico de Search, Carry & Wash (SCW) de copos, e às 2 e meia da matina, em total hora de ponta (de ocupação, refiro-me), oiço uma voz na minha cabeça que me solicita "pedro, depois vai dar ali um jeitinho à cabine meter um som". digo que oiço uma voz porque nem tive tempo de retorquir, nos cerca de 6 décimos de segundo que demorei a apreender, processar e reagir, a fonte física da voz já tinha desaparecido por entre a multidão em êxtase, que danceflooreava - colectivamente ébria - ao som dum aparente medley das mais pirosas melodias brasileiras com eternos êxitos tugas cada um evocando-me a memória de uma diferente época em que o benfica não foi campeão com 92% de probabilidade. assim, mistificado pelas razões que levaram a que se consumasse esse facto ignoro os 100 copos por arrumar, os 100 por recolher - incluindo 20 a 30 em situações precárias de rendição total à gravidade -, os 10 jarros para lavar, a taça do gelo sem gelo, os cerca de 10 clientes que me vao perguntar que tipos de poncha há antes de me pedirem "aquela de laranja", justamente a que eu não referi porque não existe, e a pita de 17 anos que não sai da zona do balcão em frente ao lavatório por tar a tentar-me seduzir com o intuito de obter shots à pala mais tarde/até e ao longo do mais tarde se possível. dirigo-me ao meu omnisapiente patrão instead.
dou dois passos relativamente à posição inicial em que me encontrava e segredo-lhe ao ouvido "porquê artur jorge? mas porquê?" e ele responde bravamente "duas palavras ligadas por um infant: maçon-aria". tudo fazia sentido daqui a 15 anos, em 1994 mas por agora preocupava-me mais com outra questão que subliminarmente me vinha a causar prurido emocional nos vastos 20 segundos anteriores: "ehm... presumo que tenha sido o gonçalo, o DJ - mas não tive tempo de estabelecer contacto visual... ele disse-me para tomar as rédeas da cabine sonora... mas eu não tenho conhecimento técnico/musical nem solidez emocional para operar um sistema sonoro NQBLS.. a isto chamo proposição subtil a Linchamento Público (LP)... ". foi nesta altura que o meu superior hierarquico - e dono da boite - procedeu a explanar toda a sua ambivalência: para além de ser superiormente dotado na gestão de pessoal, promoção do espaço e preparação de substâncias doces e amareladas, era um filósofo e motivador por natureza. iluminou-me a alma num discurso adornado pela mais lírica prosa verbal desde o 282º romance intelectualmente estéril (em 282 tentativas) da margarida rebelo pinto: - "pedro... não sei.. se ele disse isso... olha, faz o teu melhor, vê o que podes fazer..."
respondo na mesma moeda - "mas oiça eu não faço a mínima ideia de como mexer naquele caralho... não é melhor meter outra pessoa?"
precipitação clímakstica para o âmago filosófico - "hôm se ele disse q'era p'ra ires, vai tu... faz o que puderes.. olha se der merda, deu.."
assim fui mais descansado para a cabine do DJ, sabendo que se desse merda e todas as 100 pessoas lá dentro subitamente dedicassem a sua atenção total e simultânea a mim, saberia que, apesar dos apupos, insultos e a deprimente visão de pessoas a abandonar o estabelecimento por minha exclusiva responsabilidade - o acidentalmente indigitado DJ -, pelo menos tinha dado o meu melhor, e por esse prisma teria coleccionado mais uma vitória moral na minha vida e assim ultrapassado o paulo bento outra vez na lista do guiness world records para vitórias morais na categoria das pessoas com inexplicável infinidade de crédito apesar de fracassarem sistematicamente.
é então com esta considerável inércia moral que chego à cabine. ignoro os decks de vinyl e os LPs, é melhor que não hajam LPs à mistura por razões óbvias - a menos que seja útil dalguma forma os lavar e secar, processo que domino por esta altura, independentemente do objecto sobre o qual é aplicado. inspecciono o computador: à primeira vista dada a dimensão e complexidade visual do mesmo parecia controlar toda a maquinaria audio-visual daquela boite e possivelmente da peninsula ibérica inteira. procurei o botão que destruia espanha e o nacional da madeira em vão antes de dar uma rápida mirada para a pista de dança, reparando no processo na espectacularmente clara perspectiva que tinha sobre todo o espaço e - concluo resignado - que todo o espaço tinha sobre mim. volto ao botão do nacional da madeira mas perco-me numa (outra) visão alarmante - por entre todo o tipo de informação criptográfica disposta no ecrã sobre a forma dum programa profissional para DJs há um sinal decifrável: há uma contagem decrescente (digo isto porque do 28 passava pro 27 e do 27 pro 26 - cheguei à conclusão de que seria uma contagem decrescente pelo método de indução, que aprendi em 2001 na FCUL, quando estava a tirar educação física mas sem a educação), que imagino, esteja associada ao terminus da faixa a tocar. 3:26. tenho 3 minutos e 26 pra salvar o mundo, mas mesmo que arranje a solução antes vou esperar até ao último segundo a mamar um martini como nos filmes do missão impossível porque tenho um fetiche pra mimicar o pearce brochenan. e tenho que arranjar uns fios verdes e vermelhos pra fingir que tou a cortar ou merda assim - as palhas das caipirinhas dão na boa. fantasias isotéricas àparte tento não clickar em nenhum botão do programa complexo pra DJs e rezo a katsouranis para que o computador tenha RAM suficiente para não brekar qdo carregar no botão do menu iniciar. faço uma procura *.mp3 e obtenho pastas com diversos mp3s, como pretendido. abro o winamp e rezo outra vez (é uma religião em vias de extinção). onde estao os mp3s dos xutos - uma aposta segura até 2250 para o público português? encontro o contentores, drag & drop pra playlist do winamp, buraka som sistema - kalemba (da moda há 12 meses para o resto do mundo conhecido - novidade para os trintões habitués daquela boite), drag & drop, os hits brasileiros - daniela mercury (pra perceber quais as cotas que já tão (prontas pras) mamadas), banda eva (oportunidade de dança a dois), mc marcinho (oportunidade de orgia colectiva), d. pedro IV e josé dominguez (pt's finest exports) tudo drag & drop. tenho 120 horas de música das quais 110 horas são discursos do d. pedro IV a abdicar de merdas e 8 sons de fintas desnecessárias do dominguez, deve dar para o que der e vier, contas feitas tou preparado para um after hours de 118 houras e meia, se necessário. sinto-me confiante.
tal como planeado espero que a love generation toque até aos segundos finais... 5..4...3...2...1.. DJ Dekay em acção: double click na música nº1 na playlist do winamp, gnr-contentores. timing perfeito. colaboração afectiva do sistema sonoro computadorizado. verbalização unissónica das lyrics por parte das cabeleireiras e dos vendedores de carros/dealers. aclamação pública indirecta do DJ. alívio pessoal e intransmissível. patenteamento de método pioneiro de DJing. Drag & Drop/Double Click (DD/DC) powered by winamp. pensamentos subversivos de abandono de estudos e dedicação a carreira electro-musical. retorno inesperado do verdadeiro DJ. despertar.
- "foda-se obrigadão, tava mesmo à rasca..."
- "ah na boa... foi na boa, mas onde é que foste?"
- "homem, tava com bué cólicas, mas não curto cagar aqui, tive de ir a casa.."
de volta aos copos vazios e partidos. às erasmus espanholas. à outra cena que não consegui contrapor. e tenho 9 cadeiras pra fazer. filha da puta, tive quase a conseguir o meu break...
confusio #3 - die soziologische progredienz
quando acabar o curso e arranjar um emprego, em 2023, terei que eliminar qualquer vestígio deste blog, ou na altura ter tido uma tweenfância bizarra será aceite como o é agora se adereçar dermalmente com fragmentos metálicos?
Hall of Fame #19 - 1337 resolve enigma do qatar
contexto istórico: conversa de início de noite sossegado entre o meu PATrão de EmpreGo temporáriO (ou PATEGO, doravante conhecido desnecessariamente pelo seu nome verdadeiro Sr. Manel - de resto uma pessoa pela qual nutro uma grande admiração ao ponto de, em contraponto à maioria das injustiças que cometo por maldade pura, me desculpar à priori por esta) e EU (ou gajo dos copos, doravantE conhecido irrelevantemente pelo meU código do cartão multibanco - 1337).
circumestância: as motas passavam na eurosport; junto ao símbolo da rede televisiva podia-se ler LIVE, motogp e qatar.
enigman: Sr. Manel - estes gajos são loucos
1337 - hehe, ya ya
Sr. Manel - ah, é o grande prémio do qatar.. este ano onde é?
1337 - hmmm... é no qatar...
Sr. Manel - é que o ano passado foi na américa do sul...
1337 - hmm, sim, este ano é... é no médio oriente..
Sr. Manel - ahhh... e nunca mais vai ser em Portugal pois não? como nos outros anos..
1337 - ...pois não sei... mas este ano... este ano há motogp outra vez.. em portugal digo, em setembro..
Sr. Manel - ahh... pois
demonstrationenz: senti-me como que se estivesse a ser testado com vista a me tornar efectivo na exigente profissão de procura, transporte e lavagem de copos, de resto uma função em que, passe a modéstia, me considero excepcionalmente competente mas que, nesta situação nada me parecia ter em comum com as aptidões necessárias a resolver uma charada cuja solução me parecia ter mais a ver com semântica do que propriamente com firmeza manual. dito isto confesso que apesar da minha celebrada astúcia para charadas, demorei algum tempo a descortinar a solução: e tratava-se apenas duma simples rotina algorítmica. dada a palavra "qatar" bastaria converter tudo para o seu equivalente decimal em termos de ordenamento no alfabeto (resultando em 17120118) e subtrair por 13009000 (equivalente ao acrónimo M(13).I(9). de Muito Inteligente), acabando por ter o resultado de 4111118 (ou dakar).
refira-se, em jeito de curiosidade, que coincidentalmente qatar e dakar acabam por ser também palavras vagamente homófonas, em particular quando aplicando as transformações ultranasais, de resto uma aplicação fonética característica dos homo erectus provenientes da madeira, como 1337.
9 proof: se não acredita na simplicidade e elegância da solução, sugiro uma reanálise à conversa, substituindo qatar por dakar. torna-se demasiadamente claro que, na realidade, fui eu o patêgo, por não ter entendido - em primeira instância - a chave para a conversa, acabando por concerteza eu próprio ter baralhado o Sr. Manel, que mais não dizia do que a absoluta verdade.
circumestância: as motas passavam na eurosport; junto ao símbolo da rede televisiva podia-se ler LIVE, motogp e qatar.
enigman: Sr. Manel - estes gajos são loucos
1337 - hehe, ya ya
Sr. Manel - ah, é o grande prémio do qatar.. este ano onde é?
1337 - hmmm... é no qatar...
Sr. Manel - é que o ano passado foi na américa do sul...
1337 - hmm, sim, este ano é... é no médio oriente..
Sr. Manel - ahhh... e nunca mais vai ser em Portugal pois não? como nos outros anos..
1337 - ...pois não sei... mas este ano... este ano há motogp outra vez.. em portugal digo, em setembro..
Sr. Manel - ahh... pois
demonstrationenz: senti-me como que se estivesse a ser testado com vista a me tornar efectivo na exigente profissão de procura, transporte e lavagem de copos, de resto uma função em que, passe a modéstia, me considero excepcionalmente competente mas que, nesta situação nada me parecia ter em comum com as aptidões necessárias a resolver uma charada cuja solução me parecia ter mais a ver com semântica do que propriamente com firmeza manual. dito isto confesso que apesar da minha celebrada astúcia para charadas, demorei algum tempo a descortinar a solução: e tratava-se apenas duma simples rotina algorítmica. dada a palavra "qatar" bastaria converter tudo para o seu equivalente decimal em termos de ordenamento no alfabeto (resultando em 17120118) e subtrair por 13009000 (equivalente ao acrónimo M(13).I(9). de Muito Inteligente), acabando por ter o resultado de 4111118 (ou dakar).
refira-se, em jeito de curiosidade, que coincidentalmente qatar e dakar acabam por ser também palavras vagamente homófonas, em particular quando aplicando as transformações ultranasais, de resto uma aplicação fonética característica dos homo erectus provenientes da madeira, como 1337.
9 proof: se não acredita na simplicidade e elegância da solução, sugiro uma reanálise à conversa, substituindo qatar por dakar. torna-se demasiadamente claro que, na realidade, fui eu o patêgo, por não ter entendido - em primeira instância - a chave para a conversa, acabando por concerteza eu próprio ter baralhado o Sr. Manel, que mais não dizia do que a absoluta verdade.
Interlúdio #5 - minimal 2008
reset, rompe, spring break sluts, show your tits, tequila piss water, kara davis, "tou me a cagar", livin la vida loca, whisky vice city, rough style, b-boy shit, mochos do hip-hop craze, krakow fight club, slap feast extreme,on tour @ balkans, spaghetti incident, zrce bitch boozed, gregory heinztein, té amanhã mário, rail life, portugalia on tour, praha piss, hostel civism, dona abadia de noite e de dia, loucos do amor, posso dizer?, pole hangerz, desculpem o meu cabelo, ruby red, scandinavian blonde, mother fucker dymc, teatro kapital 3rd floor, rude boyz, chueca love, fácil fácil, spanish mature, absinto power, the carrefour heist, i'm flying, ljubljana cona a 30, metelkova attitude, coimbra attitude, just party all the time, this is why i'm hot, european superstar, from poland with love, austria train party, poker tag team, shake shake and die, wingman elite, french connection, bulimic masters, NFL frenzy, smack my bitch up, mc esquentador, mc corta-unhas, atlantic storm, paralympic divers, finnish her, pseudo suicide bombers squad collective crew, club junkies, caribbean stud, lambe-conas mor, puta españa, red bull addicts, vodka 56 forever, castle beach, i run new york, rainha africana, QUEIMAdo, coimbra charity, water please, "the fucking police", venetian parkour, ios parkour, madeira parkour, bridge hangers, zema fans, conocimiento, cancun love, traffic light craze, yankees 4life, PAOKaralho, far out sun7 dick parteh, tony the legend the return, prairie dog idol, zadar powah rangers, portugal 11 USA 4, lux fever, car roof dancing, violent drunk bastard, berlin twilight zone, sturdeplan glam, NN, "the salute", two V's for victory, einal shot, guitar bear-o, ich bin ein berliner, fritz friday, doofi ice skating, footie maniac, madeira sluts, old habits die hard, skyhigh, forest gimp, tough life, gymaholic, inda por cima é super bock wow, BINGE BINGE, IST for life, couchsurf.de, mafia wars, maximum authority, pt/de, zwei freundin, one passion, one story, one love.
2008, by the beatbingegen
2008, by the beatbingegen
Announcement - social twattspansion
ID LIKE 2 ANNOUNCE DAT IM NOW ON TWATTER U CAN FOLLOW ME @ HTTP://WWW.TWITTER.COM/D3KAY ILL B SHARING MY UNIQUE THOUGHTS & XPERIENCES THERE.
Hall of Fame #18 - iz teh ize kyoob
quando vou de nova viagem pra recolher copos no bar onde trabalho ocasionalmente, uma mulher de 30 e poucos anos aborda-me c/ contacto físico:
- olá como te chamas?
- pedro
- pedro abre a boca
- porque?
- abre a boca
- sim mas porque?
- confia em mim
*relutantemente abro a minha boca, ela mete um cubo de gelo na sua, aproximam-se as duas por inciativa exclusiva dela e num único generoso sopro oferece-me o gelo - a amiga ri-se, o marido repreende-a e eu vou buscar copos com um novo gosto na boca*
- olá como te chamas?
- pedro
- pedro abre a boca
- porque?
- abre a boca
- sim mas porque?
- confia em mim
*relutantemente abro a minha boca, ela mete um cubo de gelo na sua, aproximam-se as duas por inciativa exclusiva dela e num único generoso sopro oferece-me o gelo - a amiga ri-se, o marido repreende-a e eu vou buscar copos com um novo gosto na boca*
Subscrever:
Mensagens (Atom)