Pedro diz (04:48):
sim ela ainda sofre por mim
ela e a joana teixeira
e a eli
Hugo diz (04:48):
nunca amis vi esse bicho
Pedro diz (04:48):
a eli? tb nao
Hugo diz (04:48):
a eli vi
no dia da letã por acaso
andava a distribuir panfletos do lux com a sua meia-irmã
Pedro diz (04:49):
a eli parece um estrunfe sobre o qual se derramou um tubo de guache roxo
nao lhe mostres isto sff pq n quero lhe ferir os sentimentos
ja fiz o suficiente para toda a vida
podia por isto no blog
Pedro diz (04:50):
mas seria hardcord
o que nunca foi impeditivo
mas neste caso ela tá me a alugar a casa e ainda nao passamos as cenas pro nome dela
Hugo diz (04:50):
mete só esta parte em que eu digo
Hugo diz (04:50):
que a Georgina é uma das raparigas mais bonitas de Lisboa
Pedro diz (04:51):
espectacular
há marketing viral
isso é marketing parasita
Hugo diz (04:51):
desde que a infecte
Pedro diz (04:52):
ela já tá infectada
com gonorreia
Pedro diz (04:53):
passou de mim prá irmã, da irmã pró primeiro rebound guy da irmã, o andré, e do primeiro rebound guy da irmã e décimo segundo dela, o andré, pra ela
Hugo diz (04:54):
vou ver se arranjo sifilis primeiro então, para termos pá troca
Pedro diz (04:54):
a sifilis é mais ou menos alternativa que a gonorreia?
Pedro diz (04:55):
isso é importante prá valorização da troca, e se a sifilis foi desenhada pela ikea então aí é bonus, podes trocar por duas
Hall of Fame #27 - yes, he's the love of her life
Pedro diz:
altas fotos ka fraulein conrad tem
NY/LA
a miuda é arte
por todos os poros e gestos
Hugo diz:
ya, um bocado dark
mas eu fazia-a feliz
este namorado novo parece menos nelo
Pedro diz:
yeah
é o gajo perfeito pra ela
todo neo intelectual
um especimen extremamente exclusivo, dos poucos que consegue engolfar nas suas mais diversas manifestações todos os sentimentos, emoções e virtudes/fragilidades da humanidade
espectacular
a foto 80 resume tudo

*foto 80
altas fotos ka fraulein conrad tem
NY/LA
a miuda é arte
por todos os poros e gestos
Hugo diz:
ya, um bocado dark
mas eu fazia-a feliz
este namorado novo parece menos nelo
Pedro diz:
yeah
é o gajo perfeito pra ela
todo neo intelectual
um especimen extremamente exclusivo, dos poucos que consegue engolfar nas suas mais diversas manifestações todos os sentimentos, emoções e virtudes/fragilidades da humanidade
espectacular
a foto 80 resume tudo

*foto 80
Announcement - to orientador de tese with love
Caro Professor,
concerteza já tomou conta da minha ausência nestas primeiras reuniões de Setembro. Sem rodeios o que se passou foi que acabei por não cumprir com o percurso académico a que me propus. Isto coloca-me numa situação desonrosa perante vós mas infelizmente como se sabe as vicissitudes da vida precipitam-nos por vezes para estes desvios. Resumidamente recebi uma oferta de trabalho para 1 ano na Alemanha com condições que, nesta altura e contexto, foram irrecusáveis. Assim acabei por me afogar academicamente o semestre passado ao me mudar para Berlim e não conto fazer mais que 5/6 cadeiras este ano, concentrando-me naquelas que não tenham componente laboratorial, já que estou geograficamente impossibilitado de me deslocar à faculdade.
A minha vontade num mundo ideal seria a de manter este tema para a tese, mas suspeito que tanto a nível de timing como de credibilidade as "odds" não estejam a meu favor nesta altura pelo que naturalmente deixarei em vossas mãos o rumo a seguir.
Cumprimentos.
concerteza já tomou conta da minha ausência nestas primeiras reuniões de Setembro. Sem rodeios o que se passou foi que acabei por não cumprir com o percurso académico a que me propus. Isto coloca-me numa situação desonrosa perante vós mas infelizmente como se sabe as vicissitudes da vida precipitam-nos por vezes para estes desvios. Resumidamente recebi uma oferta de trabalho para 1 ano na Alemanha com condições que, nesta altura e contexto, foram irrecusáveis. Assim acabei por me afogar academicamente o semestre passado ao me mudar para Berlim e não conto fazer mais que 5/6 cadeiras este ano, concentrando-me naquelas que não tenham componente laboratorial, já que estou geograficamente impossibilitado de me deslocar à faculdade.
A minha vontade num mundo ideal seria a de manter este tema para a tese, mas suspeito que tanto a nível de timing como de credibilidade as "odds" não estejam a meu favor nesta altura pelo que naturalmente deixarei em vossas mãos o rumo a seguir.
Cumprimentos.
Interlúdio #7 - uma outra música
hoje era uma véspera mas afinal não foi, ficou adiada para daqui a dois dias. tenho sido displicente com o apartamento, como que deixando-o em pause durante estes últimos dias, tentando perpetuá-lo. não a ele que é uma merda, mas às memórias que andam a vagabundear pela casa nestas altas horas, abrindo e fechando portas e fazendo barulhos incomuns nos electrodomésticos. não tenho medo delas, não me assolam. convivemos no mesmo espaço mas levamos vidas independentes e respeitamo-nos mutuamente.
tenho cabelos por toda a secretária, em breve não minha mas da ironia do destino encarnada na sua personagem principal. eles irritam-me, precipitam-me sempre para uma desnaturada observação duma cabeleireira antiga, "acho que ao contrário do teu pai vais ter problemas com a calvície". já percebi, vem da parte da família da minha mãe não é? antes isso que os cancros e as mortes durante o sono, poderia dizer, para chocar e arrumar a conversa. os livros estão jogados pelo chão, assim fechados lembretes em vários contornos da minha construção lisboeta: incessante, errática, emocional. li poucos até ao fim, guardo-me para a monotonia da velhice. parece-me que a maioria das pessoas guarda dinheiro para a velhice, eu guardo livros, só preciso disso e da minha memória nos tempos mortos em que espero pela visita dos meus netos e a sua alegria contaminante. as viagens faço agora, enquanto posso usar livremente o maior instrumento que tenho, o meu corpo. até aos meus netos preciso de guardar os livros em espaços de esquecimento, tipo garagens ou dispensas. dentro duma caixa emprestada pelo Sr. Luís da mercearia, com a minha velhice. até lá não os quero ver mais, aos livros de Lisboa. uma gaveta com coisas: o 2-2 entre benfica e duarte gomes no antigo estádio da luz em 2001 - o último derby da catedral, o isle of MTV em belém com morcheeba e roger sanchez, a inauguração da nova catedral frente ao nacional montevideu, as finais da taça no jamor, o carl cox no pachá de ofir, as cartas de amor, todos os preciosos bookmarks de saudosismo que de forma habitual me convencem de que tem sido um percurso bonito e preenchido, mesmo durante períodos em que me deixei encegueirar pela ideia contrária. por indução imagino o mesmo para situações futuras. sucessivamente vou aprendendo por indução até que não me deixo mais envolver por ideias fatalistas e existenciais, independentemente do momento e situação. deslizo sobre a vida, sempre à tona de água, indiferente à minha condição humana. até ter que reabrir a caixa com os livros, isto é.
há pouco saí à procura de qualquer coisa, 2 euros no bolso e a convicção de que a iria encontrar, fosse o que fosse. acho que tinha sede, mas tenho a certeza de que não tinha fome. virei à direita e desci a rua. o mendes fechado. o que será que lhe aconteceu? uma vítima da irrascibilidade do tempo, sempre louco a caminhar numa direcção, e o resto que se foda. foi o mendes que teve que ir ao ar desta vez, por alguma razão. adivinhava-se. o ar resmungão não disfarçava as dificuldades, talvez financeiras. faz sentido, é a crise não é? os mercados entraram em colapso embora só se pudesse ver pela televisão nos telejornais. há umas cenas chamadas acções que flutuam de acordo com o princípio da oferta e da procura e que ditam se a vida corre mal ou bem aos seus próprios criadores. tomaram vida, essas acções, e agora insurgiram-se contra nós. é preciso controlá-las, senão ficamos todos pobres e elas levam o dinheiro todo para casa, pra comprarem bancos e seguradoras assim a pronto. (anda uma memória louca para entrar na cozinha, mas agora não pode ser). por momentos tive convencido que queria beber uma coca-cola no mcdonald's. já não me lembro se coca-cola ou mcflurry de M&Ms. sei que não queria de certeza um wrap, não tinha fome. agarro os 2 euros dentro do meu bolso e faço a ronda ao quarteirão. não preciso de nada, tou satisfeito fisiologicamente. vim dar um passeio com a minha namorada mas ela esqueceu-se de vir, ela que gosta tanto dos mcflurrys antes de ir para a cama. (esta memória lá na cozinha já me começa a assustar, eu que normalmente não me deixo assustar). vou para casa então.
uma janela aberta num 2º andar da rua da ilha terceira derrama luz sobre a lancinante apatia local, cortinas entregues ao vento veranista. hesito em ignorar o unívoco chamamento do espírito do bairro das ilhas. indelével mas enfraquecido, quase moribundo, com funeral já marcado nos calendários dos que o conheceram. respondo com o assobio, que serve para tudo, para a praia, para a noite, para a bola. já não me ouve, é normal, pas grave. aproximo-me para lhe lançar um último olhar, àquela janela num 2º andar da rua da ilha terceira; a personificação duma era, quando a vi, ainda no cruzamento; o símbolo da sua morte, ao perto, depois de me aproximar e perceber que agora estava vazia de alma.
vou para Berlim em êxtase emocional. não só porque aventuro-me no amor mas porque cumpro com aquilo que sempre prometi a mim próprio: seguir os ímpetos de felicidade e motivação, independentemente de se traçarem por caminhos menos percorridos. depois de 8 anos, e esgotadas virtualmente todas as experiências cá, só haveria um sentido de felicidade, Berlim é apenas uma direcção.
dito isto deixo Lisboa angustiado e rancoroso com o tempo. queria viver tudo outra vez, sem as partes más é claro, mas que aprendesse o que aprendi na mesma. não me é possível acreditar na forma como fui tratado por aqueles de quem me tornei próximo em Lisboa. imagino sempre ou que esteja a desvirtuar a minha memória num sentido artificalmente positivo ou que isto seja mesmo um campos show em que triliões de assinantes de redes quânticas de TV à volta da via láctea rejubilam ou choram com a minha vida, decidindo a cada início de semana o que me vai acontecer através de mega votações telepáticas. um universo benevolente este, nesse caso. de qualquer forma não consigo encontrar outra explicação para a sorte que tive em conhecer as pessoas que conheci, brilhantes cada uma à sua maneira, e tremendamente inspiradoras, até para um ser 0 kelvin como eu.
gostaria de me separar em dois. um pedro em repeat em Lisboa e outro em shuffle, à volta do mundo. um ipedro, portanto. mas se for para escolher, que se mude a música a cada 6 meses. é uma necessidade pessoal.
tenho cabelos por toda a secretária, em breve não minha mas da ironia do destino encarnada na sua personagem principal. eles irritam-me, precipitam-me sempre para uma desnaturada observação duma cabeleireira antiga, "acho que ao contrário do teu pai vais ter problemas com a calvície". já percebi, vem da parte da família da minha mãe não é? antes isso que os cancros e as mortes durante o sono, poderia dizer, para chocar e arrumar a conversa. os livros estão jogados pelo chão, assim fechados lembretes em vários contornos da minha construção lisboeta: incessante, errática, emocional. li poucos até ao fim, guardo-me para a monotonia da velhice. parece-me que a maioria das pessoas guarda dinheiro para a velhice, eu guardo livros, só preciso disso e da minha memória nos tempos mortos em que espero pela visita dos meus netos e a sua alegria contaminante. as viagens faço agora, enquanto posso usar livremente o maior instrumento que tenho, o meu corpo. até aos meus netos preciso de guardar os livros em espaços de esquecimento, tipo garagens ou dispensas. dentro duma caixa emprestada pelo Sr. Luís da mercearia, com a minha velhice. até lá não os quero ver mais, aos livros de Lisboa. uma gaveta com coisas: o 2-2 entre benfica e duarte gomes no antigo estádio da luz em 2001 - o último derby da catedral, o isle of MTV em belém com morcheeba e roger sanchez, a inauguração da nova catedral frente ao nacional montevideu, as finais da taça no jamor, o carl cox no pachá de ofir, as cartas de amor, todos os preciosos bookmarks de saudosismo que de forma habitual me convencem de que tem sido um percurso bonito e preenchido, mesmo durante períodos em que me deixei encegueirar pela ideia contrária. por indução imagino o mesmo para situações futuras. sucessivamente vou aprendendo por indução até que não me deixo mais envolver por ideias fatalistas e existenciais, independentemente do momento e situação. deslizo sobre a vida, sempre à tona de água, indiferente à minha condição humana. até ter que reabrir a caixa com os livros, isto é.
há pouco saí à procura de qualquer coisa, 2 euros no bolso e a convicção de que a iria encontrar, fosse o que fosse. acho que tinha sede, mas tenho a certeza de que não tinha fome. virei à direita e desci a rua. o mendes fechado. o que será que lhe aconteceu? uma vítima da irrascibilidade do tempo, sempre louco a caminhar numa direcção, e o resto que se foda. foi o mendes que teve que ir ao ar desta vez, por alguma razão. adivinhava-se. o ar resmungão não disfarçava as dificuldades, talvez financeiras. faz sentido, é a crise não é? os mercados entraram em colapso embora só se pudesse ver pela televisão nos telejornais. há umas cenas chamadas acções que flutuam de acordo com o princípio da oferta e da procura e que ditam se a vida corre mal ou bem aos seus próprios criadores. tomaram vida, essas acções, e agora insurgiram-se contra nós. é preciso controlá-las, senão ficamos todos pobres e elas levam o dinheiro todo para casa, pra comprarem bancos e seguradoras assim a pronto. (anda uma memória louca para entrar na cozinha, mas agora não pode ser). por momentos tive convencido que queria beber uma coca-cola no mcdonald's. já não me lembro se coca-cola ou mcflurry de M&Ms. sei que não queria de certeza um wrap, não tinha fome. agarro os 2 euros dentro do meu bolso e faço a ronda ao quarteirão. não preciso de nada, tou satisfeito fisiologicamente. vim dar um passeio com a minha namorada mas ela esqueceu-se de vir, ela que gosta tanto dos mcflurrys antes de ir para a cama. (esta memória lá na cozinha já me começa a assustar, eu que normalmente não me deixo assustar). vou para casa então.
uma janela aberta num 2º andar da rua da ilha terceira derrama luz sobre a lancinante apatia local, cortinas entregues ao vento veranista. hesito em ignorar o unívoco chamamento do espírito do bairro das ilhas. indelével mas enfraquecido, quase moribundo, com funeral já marcado nos calendários dos que o conheceram. respondo com o assobio, que serve para tudo, para a praia, para a noite, para a bola. já não me ouve, é normal, pas grave. aproximo-me para lhe lançar um último olhar, àquela janela num 2º andar da rua da ilha terceira; a personificação duma era, quando a vi, ainda no cruzamento; o símbolo da sua morte, ao perto, depois de me aproximar e perceber que agora estava vazia de alma.
vou para Berlim em êxtase emocional. não só porque aventuro-me no amor mas porque cumpro com aquilo que sempre prometi a mim próprio: seguir os ímpetos de felicidade e motivação, independentemente de se traçarem por caminhos menos percorridos. depois de 8 anos, e esgotadas virtualmente todas as experiências cá, só haveria um sentido de felicidade, Berlim é apenas uma direcção.
dito isto deixo Lisboa angustiado e rancoroso com o tempo. queria viver tudo outra vez, sem as partes más é claro, mas que aprendesse o que aprendi na mesma. não me é possível acreditar na forma como fui tratado por aqueles de quem me tornei próximo em Lisboa. imagino sempre ou que esteja a desvirtuar a minha memória num sentido artificalmente positivo ou que isto seja mesmo um campos show em que triliões de assinantes de redes quânticas de TV à volta da via láctea rejubilam ou choram com a minha vida, decidindo a cada início de semana o que me vai acontecer através de mega votações telepáticas. um universo benevolente este, nesse caso. de qualquer forma não consigo encontrar outra explicação para a sorte que tive em conhecer as pessoas que conheci, brilhantes cada uma à sua maneira, e tremendamente inspiradoras, até para um ser 0 kelvin como eu.
gostaria de me separar em dois. um pedro em repeat em Lisboa e outro em shuffle, à volta do mundo. um ipedro, portanto. mas se for para escolher, que se mude a música a cada 6 meses. é uma necessidade pessoal.
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