por razoes fora do ambito do que deveria ser a minha vida tou a ler um tratado de chomsky sobre a linguistica e de como os humanos adquirem a linguagem. segundo ele estamos pré-programados, ou moldados, se quisermos, a receber linguagem. cada ser humano é munido dum sistema de aprendizagem linguística universal, a língua específica que adquirimos por influencia cultural é apenas um pormenor de importancia laboratorial para o assunto.
entre outras coisas alega que os humanos sao os únicos com capacidade para criar a sua própria frase ou comunicacao, mesmo sem nunca a ter ouvido exactamente sobre aquela forma. portanto somos os únicos com capacidade linguística criativa. isto é obviamente, mesmo para um simples estudante de engenharia como eu, absurdo. basta ver documentários de como macacos treinados pela nasa foram capazes de construir as suas próprias "frases" em linguagem gestual nos anos 80 para perceber isto. o chomsky nao deve ter tv cabo em casa e nesse caso tá desculpado.
mas o motivo pelo qual escrevo isto aqui é porque achei piada à frase que é aparentemente a frase mais célebre de sempre no estudo da linguística, na forma como demarca claramente a semantica da sintaxe/gramática.
"colorless green ideas sleep furiously"
é logo à primeira vista, sintaticamente correcta, mas padece de sentido (semantica oca)
vou permitir que o próprio chomsky demonstre isso:
"this sentence is syntatically correct because you can answer the following questions:
how do ideas sleep? - furiously
how are the ideas? - colorless green
is there such a thing as a furious idea? it is arguable but only in a figurative form, at most.
is there such a thing as a green idea? no. is there such a thing as a colorless green thing? no. then there is no semantical sense to it."
é interessante que reconhecamos a frase como correcta embora desconhecamos o sentido. isto sugere espectacularmente que o gajo pode ter razao.
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