caiu me a unha grande do pé pela primeira vez em 26 anos, na sequencia dos pitons dum alarve turco qualquer.
É óbvio que se pode considerar média de uma por 26 aniversários e então isto vai me acontecer ainda 3 vezes na vida (26,52 e 78 anos) e portanto não sendo um acontecimento único não deixa de ser um facto assinalável. Não que eu costume comentar factos assinaláveis da minha vida pessoal aqui, até descurto fazer isso, mas não sei se aos 52 e particularmente aos 78 ainda vou ter o discernimento pra pensar em manter a unha no dedo com fita-cola. (dos 52 aos 78 vão mesmo 26 anos, foda-se tive de fazer esta conta 10 vezes pra confirmar. Pra mim é quase a mesma idade visto desta distância.. e dos 26 aos 52 é um abismo eterno). Os conselhos, das profundezas do meu verão intelectual:
pedro aos 56: mete fita-cola à volta do dedo do pé mesmo que a unha teja solta. assim proteges-te de qualquer coisa presumo. é tipo uma protecção artifical organica enquanto a substituição natural não cresce. como é que a outra vai crescer não sei, aliás como é que o corpo sabe que é necessária outra? deve ter sensores e nesse caso como esta continua lá com fita cola é ludibriado pelo mestre e não cresce outra. vou ver no que isto dá e depois mando-te mensagem.
pedro aos 78: podes tirar a fita-cola que tens na unha do pé que essa merda já tá decrépita. a unha vem mas não ligues, é da alopecia, conforma-te. tens outras prioridades tipo a algália quantica que tá a precisar de uranio 235. A propósito de uranio 235, lê este texto e perde-te no bipolo passado/futuro: lamenta-te com a memória de quando só tinhas 26 e tanta merda pela frente pra fazer incluindo aqueles 4 anos espectaculares que passaste em asghabad com a mahira (ah ya e mete arctic monkeys no buses); imagina como será a continuação. tem de haver não é? não pode ser só esta merda (apesar de admitidamente razoável), tem de haver qualquer coisa que aconteça. Não há o nada. Tu elevas-te é a outro compartimento qualquer, depois evoluis em espiral, livre disto (sem depreciar isto).
Quero ser cremado e jogado ao mar, da ponta do garajau, num dia com muito vento.
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