o till kelpe aparenta ser sub pessoa já que parece um atrasado mental a nivel de geometria facial (visível na fotografia). é só quando se tem oportunidade de conhecer o seu trato que lhe remetemos para a categoria indefinida. Em primeiro lugar em conversação pode-se aferir de forma mais detalhada o formato da sua cabeça e aí ele deixa-nos à vontade para deambularmos visualmente já que tá mal programado e usa interregnos de 3 segundos entre palavras. quem fez este serviço na cabeça dele tava obviamente na gozação facto que presumo que ele próprio saiba. se sim entao explica a sua insegurança mórbida, porque qualquer um que se apercebesse ser assim suicidar-se-ia ou começava a jogar wow. ele escolheu notoriamente o último já que ainda se encontra fisicamente vivo e então estranha a falta de teclado e headset como base de conversação com outra entidade - que ele assume por reflexo ser um avatar -, em consequência falha gravemente na comunicação. não obstante till vive.
conheci Till numa estação de comboios na macedónia. eu tava sentado num banco com amigos a simular descontração apesar das 4 horas de atraso do comboio, e ele não parava de olhar para mim. nunca tive relações com o género masculino antes e muito menos com um masculino sub pessoa e então dei-lhe a oportunidade mas fiz me de difícil. esperei a aproximação. ele veio e perguntou-me as horas - erro de indefinido, mostrou-se nervoso pelo atraso no comboio e ainda desesperado por ter atenção, pois apesar de tarmos em skopje haviam relógios visíveis na plataforma. não gosto de pessoas nervosas, eu sou tipo chill out, vi que eramos incompatíveis desde início mas quiça o way ou o gryn lhe quisessem. acolhi-o debaixo da minha asa delta. então vais para onde? salónica. sério? tambem nós, és de cá? sou alemão de hamburgo, tou cá a trabalhar prá vattenfall. bem me parecia. olha vamos ter de ir mais para ali agora, té logo. espera tens facebook? assim quando fores a hamburgo podemos falar. ya ya pega. e fomos fazer cenas muito loucas para a outra ponta da plataforma pra lhe meter inveja.
8 meses depois, na monotonia do último ano da rua dos açores lembrei-me de ser condescente e finalmente aceitei o pedido de amizade, na convicção de que lhe serviria de suporte ao ego durante mais um par de anos antes de se suicidar. Mandou-me uma mensagem:
Till E. Kelpe April 15, 2009 at 11:30pm
"I remember talking to some portuguese people but i must admit that i don't remember you. I met a few foreigners in Macedonia with whom i am still in contact. Many macedonians too.
If you ever make it to the north of Germany on some trip, write me a message and we can meet for a beer. Its not even really cold right now."
If you ever make it to the north of Germany on some trip, write me a message and we can meet for a beer. Its not even really cold right now."
O Till viu-se em ascendente na relação e não só me apanhou em contramão, como fez questão de me jogar à cara o facto de conhecer uns poucos de estrangeiros e macedónios com quem ainda mantem contacto. No fundo uma lição no sentido em que nem sempre pessoas aparentemente mongoloides são burras ou de pureza ingénua. Espero encontrá-lo em Hamburgo.

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