interlude #9 - mente monarca
(play)
er... o que é isto não sei, tenho de deixar de ler merdas e talvez dar um mortal intelectual pró oceano de trivialidade do admirável mundo novo, se calhar comprar um ipod ou iphone e ir pra casa/pó trabalho/pó futebol/de férias, mas... as merdas acho que não tão certas, tenho cada vez mais a certeza disso - o que me preocupa, ter certezas. Não me quero precipitar mas.. caralho as merdas cristalizam com o tempo, aparentemente.
Não tenho nenhum suporte lógico prá compaixão humana mas existe; se calhar não haver suporte lógico prá nossa matriz moral não é assim tão importante, se calhar o suporte é a tal compaixão, talvez a moral moderna seja uma construção deficiente dum código de compaixão. Tenho de me deixar de sentir incomodado por não ver razão nas nossas bases - talvez a razão seja muitas vezes, irrelevante, mas é nos vendida como o pikachu da retórica e é difícil nos libertarmos disso e nem vale a pena se libertar individualmente senão perde-se o fio à meada socialmente e a causa é perdida.
Não sei bem se a super máquina cultural americana me influenciou fortemente nos processos subliminares racionais/emocionais, seguramente que sim, mas tou a tentar ver sinais óbvios disso só pra exorcizá-los. Talvez seja tarde e eu e quase todos precisemos de ajuda. Continuo a dedicar mais tempo à minha apresentação física do que sanidade mental, mas não tenho a certeza que isso seja bom ou mau, talvez seja mau, particularmente numa escala sociológica em que é mais um factor de compartimentalização superficial de seres humanos - mais um filha da puta dum catalizador julgamental de eliminação vs aprovação à priori.
As coisas parecem tar desenhadas dessa forma tanto à macro como micro escala. Um plano perfeito que seguramente já foi experimentado e testado antes, talvez noutro planeta ou numa edição prévia dum ciclo civilizacional. As cenas tão a convergir rapidamente mas subtilmente para qualquer coisa dramática, talvez tão dramática que nos passe despercebida - talvez seja mesmo isto a que chamamos 2010.
Só tou a ver o dia em que teja sentado a ver televisão e me dê o trigger pra executar a tarefa pra que fui programado. Mas não sei se quando nasci o mk ultra já tinha chegado à madeira, acho pouco provável que tivessem um laboratório lá, talvez o tivessem em Oslo. Ou talvez seja mentira que eu tenha nascido/crescido na madeira - sempre suspeitei que os meus pais fossem extraterrestres a me esconder qualquer merda em relação à verdade; às vezes tive mesmo a sensação interior disso. Se calhar nasci e cresci no Maine, onde ninguém faz perguntas.
Acho que vou pra África freestyle em fevereiro ko gilberto gil, o contrato acaba em dezembro e peço 2 meses e depois volto, em África a miséria é mais visualizável mas há poucas não verdades. É o que é, provavelmente preciso de saber o que é isso antes de poder perceber melhor como é que as coisas se tão a passar cá e se/como se pode melhorar isto, pelo menos para se alguém me perguntar a opinião um dia eu ter uma resposta fundamentada na razão, a moeda de troca do intelecto nestes dias.
er.. nunca tive grandes problemas com a ausência de respostas prás minhas auto questões porque havia muito tempo pela frente e sempre fui confiante em encontrar respostas e soluções sem pressão de tempos, sempre pareceu natural que as encontrasse eventualmente mas agora não há o buffer da década dos 20 inteira entre mim e a verdade, em que de certeza magicamente tudo se vai materializar sonhos incluídos. Portanto, com crescente urgência, curtia saber várias merdas, a começar por se será que existe uma vertente espiritual para cada ser humano ou se é só uma categoria romantizada por movimentos new age doutras vertentes humanas. Que estupidez, é indissociável de qualquer maneira presumo. Mesmo a ciência começa a se abstrair de tendências de funcionamento neuronal discreto, embarcando em teorias de nuvens neuronais, como as nuvens quânticas, como os lençois pluridimensionais que estao em stand by à espera do bosão higgs pra começarem a vibrar e pintarem o nosso universo com cores reconhecíveis à ciência.
Assumindo tudo errado no que se passa, uma mudança é totalmente impossível por várias razões. Desinteresse e inércia do status quo social (via avatar/lady gaga/x factor/benfica), ausência de informação fiável (via reuters ortogonal à verdade), blindagem da estrutura de poder (via oligarquias partidárias com influência corporativista), impressão de falsa liberdade (via a democracia é um dragão com várias cabeças, a contar da esquerda prá direita), dessincronização de esforços (via como/onde/quando organizar alguma tentativa de mudança e onde tá toda a gente) e o resto um dia faço um diagrama.
Há tanta merda que tá a ser feita em sintonia... e não percebo pra que a simbologia toda, em todo o lado, porquê isso também? Por gozo ou terá algum significado maior, em domínios em que não nos articulamos?
Se calhar foi um erro futuro escrever isto aqui, mas, Pedro, pelo menos tiraste tempo pra isto quando eras mais novo, e não suportavas a ideia de sentir que os humanos tinham reflexos por desenho. pró caralho pavlov (o gajo que inventou os reflexos condicionados e grande jogador do torpedo moscovo nos 80as).
“Even as he dances to the tune of the elite managers of human behavior, the modern man scoffs with a great derision at the idea of the existence and operation of a technology of mass mind control emanating from media and government. Modern man is much too smart to believe anything as superstitious as that!
Modern man is the ideal hypnotic subject: puffed up on the idea that he is the crown of creation, he vehemently denies the power of the hypnotist’s control over him as his head bobs up and down on a string.”
Comenta aqui neste post sobre se as coisas mudaram se faz favor, e não negligencies o teu papel de avô.
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2 comentários:
desde que comecei a ler este belo texto até agora 12m35s passaram.. voltei atrás 2 ou 3 xx e ainda não percebi algumas partes! gosto da parte do avô apesar de nem sequer me sentir preparado para ser pai de tantas coincidências que vejo por aca e acolá. eu prefiro lhe chamar coincidências do quotidiano e abester-me de tentar encontrar a sua raiz ou uma lógica razoável para o sucessido. acho que o tempo perdido entre tarefas supérfulas e argumentos filosóficos de carácter antropológico devem ser evitadas caso contrário acabo a perder 3m53s para escrever algo que eu próprio vou ter dificuldade em ler.
beijinhos
[update 11/12/2011] acho que ainda não mudaram
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