imagine our relationship is a country, who would be minister of what? i can start: you would be minister of finance
F.A.> you would be minister of pleasure
hall of fame '142 - nao vale a pena andarmos a categorizar
[a ver o campeonato do mundo de bola de gajas]
F.A.> achas que elas sao todas lesbiãos?
F.A.> achas que elas sao todas lesbiãos?
interludio damanhã - por trás deste texto tá um dia cansativo
Sentado no chao à porta do aeroporto mundial de Lisboa, só me apetece é ganir mas em vez disso escrevo merdas brilhantes, tou a tentar pra caralho.
Sentado no chão à porta do aerporto mundial de Lisboa, tenho de me convencer a mim próprio que sou capaz de ser tudo o que eu quiser, e no fim - provavelmente quase maduro -, abandono a ideia e descubro a felicidade e auto-conforto na minha incapacidade humana em ser tudo. A aceitação da banalidade. Afinal sou só uma nave-norma biológica como as outras.
A todos os meus familiares, professores e amigos, tenho de pedir desculpa. Nem tentei ser qualquer coisa em particular, nem tentei assumir a responsabilidade que me foi incumbida na 1ª classe. Fui traído pela dissonância crónica com a convenção de se projectar num único caminho. Em vez, multipliquei-me tenuamente em vários. Não me fazem sentido caminhos altamente directivos - se calhar até quero que não façam. Assim posso justificar a relativa excentricidade de percurso resignado a uma causa ad hoc estratégica, mais um vértice demagógico no polígono irregular que caracteriza o meu desconcertado edifício neuronal. Sou oficialmente dissonante mas na verdade tou-me mais mas é a cagar.
Se não sei o que tou a aqui a fazer, a próxima coisa melhor é saber o que é que definitivamente não tou aqui a fazer, e isso idealmente passa por não coadunar com a servitude pandémica dum ideal ou sistema com o qual não me sinto totalmente confortável. Os métodos precisam ainda de ser definidos e tenho a certeza que vêm naturalmente como consequência directa dum evento dramático.
Há um KFC ali na 2ª circular, firmado no perpétuo ceu azúl de verão de Lisboa. Tá uma brisa de mel, daquelas que ainda trazem bocadinhos do mediterrâneo, pintados de dourado pelas planícies alentejanas e eventualmente torrados pelo sol doce da latitude 40, ainda antes de chegarem cá à bacia do Tejo. Escrevo isto a olhar pró lado, porque sou bué da bom a electrodactilografar e porque parece que se tiver a debitar in situ fico mais clarividente. É como se tivesse a devorar a paisagem em palavras, ou ela a mim, e eu a escrever o meu testamento de vida em função. Depois regresso e morro, como toda a gente morre todas as vezes que se desliga do mundo e volta à matriz comportamental, à odisseia social.
Só se pode morrer uma quantidade finita de vezes antes de não se distinguir mais a vida da morte.
Há muita gente definitivamente morta hoje em dia. Existem exclusivamente na matriz e não se tentam a espreitar para fora. Optam por mergulhar no denso mar da insignificância, no limbo de quase felicidade individual e quase felicidade do colectivo restrito que se vai atenuando em número a partir da era profissional_matrimonial. Não me cabe a mim julgar pessoas mortas e naturalmente um dia também serei uma pessoa morta, talvez daqui a 2 anos, basta um bom contrato e largo esta demagogia conveniente e maleável.
O KFC existe ali somente como estação temporal, para me servir de referência a memórias duma vida concorrente que ainda tenho possivelmente a progredir por aí.
O KFC tem um Peugeot 206 preto com o Rúben no banco do lado.
- “Qual é o nosso projecto?”
PES Master League com o Benfica Rúben, sempre este o projecto, há 10 anos e até depois de morrermos.
Um balde de galinha em receita original do Kentucky. Em casa Zolofts à espera da minha crise de ansiedade generalizada e as polifobias daí germinadas.
- “Precisas de ir ao psicólogo outra vez filho, eu levo-te lá”
Não preciso de nada disso, eu tou bem, tenho maneiras de lidar com isto.
Tenho o South Park, tenho o Archie Bunker, tenho a Eli quando não me deixa sozinho pela brigada psicadélica.
- “Eu preciso de tar com os meus amigos”
Para andares a meter drogas? E eu aqui em total sofrimento.
- “Não posso viver para cuidar de ti”
Por favor vem para casa, eu vou morrer Eli, por favor não me deixes sozinho à noite.
E no fim fui eu que a matei. Homicídio involuntário em 1º grau, confesso o crime.
O KFC tem um Benfica-Farense em 2002, 15 euros para perder os primeiros 20 minutos mas ver o Benfica a ganhar 5-0 a um clube futuramente falido. No topo norte do antigo estádio da luz adeptos do Manchester United assistem ao jogo e cantam para os seguirmos até glasgow, que vão ser campeões outra vez, que farão 8 de 10 e que será a primeira dupla tripla da história. Comentam que os No Name cantam bem. O topo sul canta durante 45 minutos o Allez Allez Allez Benfica Allez com magnitude cíclica variável que só os transes induzidos pelo amor explicam.
O KFC tem agora um Opel Astra com o Hugo, e mais um acto da continuada conversa fundamental entre dois meninos grandes, cúmplices de dúvida e incerteza, a matéria prima simultânea da incompreensão e do progresso pessoal. Onde é que vamos tar dentro de 10 anos? Eu ainda em interrail, de certeza.
O aeroporto mundial de Lisboa filtra a Lisboa àqueles que partem, como o aerporto de Manamá filtra Manamá a quem parte. Mas em Lisboa é um filtro singular; de desamparo histórico e social, de riqueza experimental e duma justaposição de honestidade mórbida ao desconhecido com cinismo profundo ao conhecido. Do desamparo nasce a saudade e isso o aeroporto mundial de Lisboa não filtra. É uma característica transgeográfica de duvidável valor. Prefiro não penar o presente contra o passado, ou não ter um passado com que relativizar para pior o presente?
Existe uma lei da conservação emocional no universo. Tudo o que é investido vai-se virar contra nós mais cedo ou mais tarde. Uma separação, uma morte, uma dor de alma proporcional aos bons momentos. Quanto mais cedo percebermos isso mais cedo percebemos que a escolha fundamental se dá entre uma linha amorfa mas emocionalmente assimptótica e outra sinusoidal e periódica na sorte, uma que supõe dor eventual mas imprevisibilidade e exploração da espontaneidade humana.
Existe uma lei da conservação emocional no universo. Tudo o que é investido vai-se virar contra nós mais cedo ou mais tarde. Uma separação, uma morte, uma dor de alma proporcional aos bons momentos. Quanto mais cedo percebermos isso mais cedo percebemos que a escolha fundamental se dá entre uma linha amorfa mas emocionalmente assimptótica e outra sinusoidal e periódica na sorte, uma que supõe dor eventual mas imprevisibilidade e exploração da espontaneidade humana.
Pra já o meu percurso assimptótico deixa-me à altitude de 38 mil pés. A 16 de Junho de 2011 às 20:26 tou num Airbus A319 a galopar o azul profundo do oceano atlântico português, da sua vasta zona económica exclusiva, na alta atmosfera do verão europeu. Das milfs na costa brava a fazerem praia, dos interrails e viagens a estâncias hedónicas, retretes autênticas da opressão acumulada anualmente em países frios e cinzentos. Abaixo de mim peixes, acima de mim ninguém sabe, talvez esferinhas verdes com vida e capacidades telepáticas. Mais naves cósmicas de diferentes formas e sabores, como nós mas provavelmente mais conscientes.
À esquerda de mim o lugar onde vivo, a Europa da eterna crise, da perpétua reinvenção social, cultural, política. Um continente excitante mas afundado em si mesmo, nas suas contradições ideológicas e discrepâncias práticas, consequências naturais duma maturação excessiva, duma profundidade introspectiva abissal e, consequentemente, supérflua. A Europa é a representação geofilosófica do gajo que pensa demasiado na vida e acaba esgotado, num beco sem saída ideológico. É o niilista crónico que pratica com cinismo aquilo que serve à maioria.
À direita os Estados Unidos da América. A nação magnânime dos anos 90 converteu-se numa fábrica de ações unilaterais e de certezas fundamentais, com os melhores interesses do globo como motivação ulterior. Perigosos tempos de monopólio geopolítico aproximam-se dum final melancólico para a humanidade. Como o sol sobre o Atlântico. A mim no fim em toda a honestidade só me interessa o Atlântico. Só o Atlântico.
Estamos a descer, a Madeira à frente está envolta num lençol escuro de nuvens, será somente a noite a cair no atlantico leste ou é também símbolo do status quo local? Não gosto desta sensação mas o sol, que já se escondeu há 8 minutos reais, ainda se mostra em preguiçosos raios de luz laranja no horizonte. Vejo 5 sóis em reflexo, devo estar a chegar a outro planeta - se for então vou lhe chamar a ilha da Madeira.
É tudo irrelevante: obrigado Sol por mais um dia do caralho.
interludio de agora - pentamadrid of destruction
Fuogo, preciso dum motivo pra esta historia, vai ser uma cena inventada. Primeiro eu.
Tenho um corpo decrepito para os 28. Por ordem aleatoria> O meu tornozelo direito ta inchado ha 4 meses e a qualquer toque doi, a minha unha do dedo grande do pe esquerdo caiu outra vez, nao oico nada do ouvido direito ha 1 ano, tenho dores que variam de incomodativas a lancinantes no meu abdomen direito, tenho uma luxacao com possivel fractura do dedo polegar direito ha 6 meses. Tenho cabelos brancos, entradas a conquistar terreno, tenho um tomate mais subido que o outro, e mais inchado, tenho dezenas de cortes e escoriacoes por sarar nos joelhos, cotovelos e ombros, tenho hiper sensibilidade ao toque na omoplata e sofro de ejaculacao precoce pela primeira vez na vida. Foi um longo caminho desde a hipocondria ah total reluctancia em recorrer a assistencia medica mas pelo menos agora sinto me um homem por dentro.
Menos importantemente, o mundo eh dominado por uma forca obscura que pode ou pode nao tar envolvida no desenho e origens de todos os aspectos da sociedade moderna como a conhecemos. Existe um sistema politico que fitra os desadaptados dos aptos e elege os primeiros por conveniencia aos seus intentos. Um sistema financeiro cujo prinicipio primario eh o de titulacao virtual e desenfreada de capital como meio de gerar um ciclo virtual de dividia infinita e estritamente crescente sem qualquer escape possivel, nem suporte real. Uma economia de mercado livre ah merce de tiques especulativos e micro-manipulacoes geopoliticas que camufladamente supoe a convergencia ultima de todo o capital para uma unica entidade, coronoada com o monopolio consentido por laxismo instuticional, tecnicalidades obscuras ou mera perseveranca lobbyista - e estes efeitos propagados multinivel ate ao ponto de extravassarem sectores e mercados nacionais. Um sistema artistico popular que gira em torno de demonstracoes semioticas, estensoes naturais das manifestacoes arquitectonicas comuns a todas as cidades-conquista da organizacao que tristemente goza conosco permanentemente. Um sistema social , magistralmente manipulado pelos media, que se precipita exponencialmente para focar as diferencas entre nos em vez dos eixos de comunhao, o odio em vez do amor, a colaboracao e conformizacao em vez da participacao e critica.
Madrid eh tipo o clock da minha vida, como se a minha vida batesse ah frequencia com que visito a cidade. A cada onda ha uma actualizacao da sitaucao. Nesta actualizacao, isto tudo pareceu mais claro que nunca.
Se calhar eh por isso que fui automaticamente para as puertas del sol, sem olhar para o mapa do metro sequer, sem sequer pensar para onde ia, reununciando inconscientemente ah minha normal primeira paragem no parque del buen retiro de todo o sempre e todas as memorias. Se calhar como os dois primeiros paragrafos foram ah base de mentiras, vou adicionar outra: eu nem sabia o caminho para as puertas del sol.
Quando ia na linha 2 sentido 4 caminos reparei no banco de espanha e desejei que as puertas viessem depois tal qual como viriam, se o mundo dependesse das minhas memorias. O mundo as vezes parece que se adapta as minhas memorias e entao saio as puertas del sol e a subir as escadas rolantes pra superficie entro no total recall. O cenario pan-filmes de ficcao cientifica com resistencias underground, todo o acrilico do acesso ah superficie coberto com panfletos activistas, gritos de desespero mas esperanca, mensagens inspiradas. Colaram tudo de fora virado para dentro a pensar no cidadao comum que passa por la a cumprir a sua vida robotica.
Lá fora, uma tarja proibida em estádios de futebol anuncia: "el sol ya es nuestro, ahora hasta la luna" serve de motivação cósmica aos habitantes da praça.
É o chamado movimento 15M e são estúpidos que nem uma porta. O típico movimento anarca inconsequente que dura até esgotar a cruzcampo no dia da gran via. Precisamos de pão, dizem eles. É fácil, dizemos nós: trabalhem palhaços. Democracia já, dizem eles. É fácil, dizemos nós: usem o voto. Este sistema é uma caixa de schrodinger, dizem eles. É fácil, dizemos nós: mudem o sistema. "Já tá". Precisamos de pão, dizem eles. É fácil, dizemos nós: trabalhem palhaços.
caralho, cheguei a lisboa em teleport, ja posso morrer de doença hepática - senao lembrete para nao ser um pai hiper pedagogico que isso eh bue gay pro puto, vi agora no avião.
"as nuvens não são feitas de algodão-doce, são feitas de partículas de água que evaporam dos oceanos"
"as nuvens não são feitas de algodão-doce, são feitas de partículas de água que evaporam dos oceanos"
deixem os putos sonhar mais uns anos, porque depois de sermos normais, é tudo irreversível.
interludio do passado - isto foi em 2009 ainda, estado puro
Heroes Del Silencio - Entre dos tierras por kalmar
tou pela 75a vez em madrid no espaco de 2 anos. Vir a madrid por 4 horas eh como comer um broxe da moura guedes e lhe dar um AVC mesmo antes dum gajo se vir. Mas por enquanto eh assim, vivo na cidade dos loucos, a cidade "arm, aber sexy", onde tudo eh possivel menos bom clima, boa arquitectura e americanas no gap year. Elas evitam berlim, eh uma cidade demasiado aspera e larga, que requer dedicacao para compreender e admirar. Madrid eh a materializacao do ideal eurotrip, se houvesse uma versao europeia pra todos os reality shows da mtv, eram em mardrid, accao instantanea.
tou pela 75a vez em madrid no espaco de 2 anos. Vir a madrid por 4 horas eh como comer um broxe da moura guedes e lhe dar um AVC mesmo antes dum gajo se vir. Mas por enquanto eh assim, vivo na cidade dos loucos, a cidade "arm, aber sexy", onde tudo eh possivel menos bom clima, boa arquitectura e americanas no gap year. Elas evitam berlim, eh uma cidade demasiado aspera e larga, que requer dedicacao para compreender e admirar. Madrid eh a materializacao do ideal eurotrip, se houvesse uma versao europeia pra todos os reality shows da mtv, eram em mardrid, accao instantanea.
Arriscando um paragrafo pessoal, aqui em madrid nunca me sinto verdade, eh como se tivesse num proto mundo, uma bolha de gases que continua a crescer cada vez que passo ca e ta bem ok flutua no meu universio, mas sempre sem concretizacao astral. Tenho de emi-emigrar pra ver no que da isto, porque eu farto-me de peidar e continuo sempre a sentir a bolha.
Arriscando um paragrafo deprimente, se eu fosse um gajo dos blogs insistia na alegoria astronomica e dizia que eh assim: a madeira o meu sol, lisboa o meu planeta e berlim a minha lua. Madrid uma supernova por descobrir. Que tristeza, cala-te caralho: de volta ao abstrato.
Arriscando um paragrafo totalmente desconexo do raciocinio anterior, o terminal 1 do aeroporto de Ruben Barajas eh um edificio de contornos miticos pra mim i.e. em termos líricos reluz como a prata, no meu cortex. Eh como que um podio de consagracao, a casa final do jogo do ganso – isto basicamente porque pondo as coisas de forma clara eh sempre no filha da puta do limite pra chegar aqui do centro de Madrid. Uma vez consegui chegar ca as 4 da manha com o metro fechado, sem dinheiro, sem telefone, sem internet e sem o rim direito, depois duma odisseia de 6 horas em que considerei fazer os 25 kms a pe com a mala as costas – e ate fiz 5. Uma senegalesa, um comissario de bordo da easyjet e 2 peruanas ajudaram-me a diferentes alturas e de diferentes maneiras. Entre outras coisas apanhei clandestinamente um autocarro reservado aos funcionarios do aeroporto, sem apresentar cartao. E depois perdi o bilhete de identidade a dormir em frente ah porta de embarque mas um velho veio mo dar ja na fila pra embarcar, passada meia hora de desespero subtilmente ah procura do cartao pra nao admitir que tinha feito merda aos restantes passageiros. Um dia tenho de registar isso aqui de forma detalhada, mas agora seria num espirito diligente. A memoria merece mais respeito.
Tambem a outra vez em que fui pro terminal 3 por acidente com 15 minutos pra fechar o check in merece registo. Nao eh facil explicar em unidades do SI a distancia entre o terminal 3 e o terminal 1 do aeroporto de Barajas, mas em termos monetarios sao 20 euros num taxi e penso que me expliquei bem. Em 2010 20 euros davam pra sacar 4 falancios ah puta madrinha, a da paragem ah direita da saida da rovisco pais. Em 2010 20 euros adquiriam 36 latas de 800g de grao de bico no pingo doce. Em 2010 20 euros eram 80 garrafas de meisterfels, indiscutivelmente a substancia mais toxica do mundo, e que passa por cerveja no netto.
Tambem a outra vez em que fui pro terminal 3 por acidente com 15 minutos pra fechar o check in merece registo. Nao eh facil explicar em unidades do SI a distancia entre o terminal 3 e o terminal 1 do aeroporto de Barajas, mas em termos monetarios sao 20 euros num taxi e penso que me expliquei bem. Em 2010 20 euros davam pra sacar 4 falancios ah puta madrinha, a da paragem ah direita da saida da rovisco pais. Em 2010 20 euros adquiriam 36 latas de 800g de grao de bico no pingo doce. Em 2010 20 euros eram 80 garrafas de meisterfels, indiscutivelmente a substancia mais toxica do mundo, e que passa por cerveja no netto.
A proposito de registar a minha vida, foda-se espero que todos os episodios desviados da minha vida me motivem a determinado ponto a regista-los sem ser como se fosse obrigatorio, para poder le-los aos 80 e pensar mas que grande puto que eu era, o que eh que isso tem de especial pra ser registado, alias o que eh que isso importou no fim? E depois de ler isto ainda adiciono que triste existencialista que eu era em jovem, se eu na altura soubesse como eram as coisas nao tinha ficado o passado domingo em casa a ver o matrix pela 15a vez em vez de ir ao mauerpark acabar com a garrafa de whisky do podji crer e cantar don’t look back in anger como prometido.
A proposito de matrix, nao me lembrava da gaja de vestido vermelho que o outro marado puramente humano que ta na nave especial nabocadezorro e que nunca teve um tubo enfiado pela nuca programou pra testar o neo.
A proposito de gajas do caralho, Barajas eh uma extensao do glamour da gran via, nunca vi tanta gaja boa como no percurso que faco sistematico cada vez que venho cah. E tem piada porque quando vi isso no matrix da gaja de vermelho lembrei me logo da possibilidade dum marado qualquer puramente humano que nunca teve um tubo enfiado pela nuca tar a brincar comigo so pra testar se eu olho pra gajas, mesmo tendo namorada, cada vez que tou em madrid. Se sim vai comer com um tubo na boca da proxima vez que eu tomar a red pill.
A proposito do percurso que eu faco sistematico cada vez que venho as 4 horas ca, consiste em no inicio do percurso no Terminal 1, depois em nas 420 km de passadeiras rolantes ate ao metro (e sempre a mesma interrogacao com o desfibrilador que ta isolado no meio dum corredor que so serve de passagem rapida de transeuntes), depois em na tomada do L8 em direccao ah Colombia atraves da maior distancia entre estacoes de metro no mundo, entre o aeroporto e pinar del rey, depois em no apanhamento do L4 sentido Ibiza, depois em na emersao para o Dia naquela rua em Ibiza onde mamavamos o vodka diet red bull antes de sairmos ah noite, depois em na melancolica e solitaria caminhada para um banco no parque del bom retiro comer grao de bico do dia, da lata, e finalmente em nas familias americanas confundidas com o que se ta a passar na europa.
A proposito do que se ta a passar na europa, este gajo ao meu lado ta a tentar ver o que escrevo mas ele eh italiano. So percebeste esta palavra e agora tas ah nora a pensar cazzo sera que ele se ta a referir a mim ou sera so coincidencia, e por outro lado se ele se refere a mim deve tar a lavar no facto de eu tar a olhar, mas como, se ele nem me consegue ver deste angulo? Mas ele escreveu cazzo outra vez ha bocado portanto devia tar a explicar como se acabam as frases em italiano, mas nesse caso porque eh que ele repetiu cazzo no inicio desta frase? E agora outra vez? CAZZO CARALHO ,CAZZO, vai te foder andrea. Acertei?
Voo pra roma atrasado 4 horas, voo pra lisboa em embarque. Tamanhã mário brown.
confusio só - zentrificação espiritual
Eu investi tanto nesta vida, tem de ser real.
À noite já me reconforto com a televisão
É só uma crise, só uma ameaça longínqua
E tenho o Benfica, e tenho o Hangover 2,
e tenho o Bairro Alto, e tenho uma garrafa de vinho,
e tenho o youporn.
Eu investi tanto neste mundo, tem de ser real.
Eu li nos livros na escola, isto tem de ser real.
À noite já me reconforto com a televisão
É só uma crise, só uma ameaça longínqua
E tenho o Benfica, e tenho o Hangover 2,
e tenho o Bairro Alto, e tenho uma garrafa de vinho,
e tenho o youporn.
Eu investi tanto neste mundo, tem de ser real.
Eu li nos livros na escola, isto tem de ser real.
hall of fame #141 - contingencia 092
if you want to go to madeira you have a place to stay for free and besides my family will make sure you have everything
from madeira there is a 50 euro boat trip
it takes 23 hours
hall of fame #140 - teoria androretrofemininológica
Have you noticed that rarely sisters look similar?
FA: well in your case that's not true..
Am i a sister to anyone?
FA: ... well you and your sister look similar
yes and what's it got to do with sisters looking similar
FA: thing is, generally i think that when the sister comes after, then the older brother looks more feminine
:/
FA: well it is true you do look a bit feminine, the voluptuous lips, the big eyes, long eyelashes, the fluffy ass.
Here's my more feminine side [pixota de fora]
FA: well in your case that's not true..
Am i a sister to anyone?
FA: ... well you and your sister look similar
yes and what's it got to do with sisters looking similar
FA: thing is, generally i think that when the sister comes after, then the older brother looks more feminine
:/
FA: well it is true you do look a bit feminine, the voluptuous lips, the big eyes, long eyelashes, the fluffy ass.
Here's my more feminine side [pixota de fora]
hall of fame #139 - luisalize
mas não te preocupes que eu agora só fumo e bebo red bull a sair à noite, mãe
<3 sim mas isso também faz mal
sim, mas sabes como é, um gajo gosta de se sentir um bocado diferente a sair à noite...
<3 então.. mas tu podes sempre dar uma ou outra passa...
<3 sim mas isso também faz mal
sim, mas sabes como é, um gajo gosta de se sentir um bocado diferente a sair à noite...
<3 então.. mas tu podes sempre dar uma ou outra passa...
confusio #242 losango - sumariamente patético
DK said...Como é que eu ganho a tua atenção Sónia, como me distingo dos outros comentaspirantes?
Talvez deva começar a comentar regularmente no teu blog, te dar um link pró meu de forma subtil e despretensiosa, só para "se quiseres dar uma olhadela". Nele evidencio qualidades antagónicas ao estereótipo negativo que define o meu género sexual: projeto a minha doce sensibilidade masculina, a minha condição frágil e carente.
Ou talvez deva simplesmente concordar com tudo o que escreves e validas esteticamente, alinhando a minha imagem virtual ao programa de auto-negação hipster 2.0, que desenvolvi em williamsburg/camden/prenzlauer berg. A propósito, recentemente progredi para brick lane, fui o primeiro a fazê-lo e para além do mais fiz as mudanças todas numa fixie.
Ou se calhar o melhor é discordar sempre contigo, construíndo argumentos que me dão a sensação de serem profundos como suporte à minha discórdia. Assim dou a ilusão de não ser como os outros, de ser um gajo "difícil", provavelmente enigmático também - passível de ser imprevisível e "desafiante" intelectualmente.
Não sei.. olha vou tentar tudo Sónia.. TUDO...
Talvez deva começar a comentar regularmente no teu blog, te dar um link pró meu de forma subtil e despretensiosa, só para "se quiseres dar uma olhadela". Nele evidencio qualidades antagónicas ao estereótipo negativo que define o meu género sexual: projeto a minha doce sensibilidade masculina, a minha condição frágil e carente.
Ou talvez deva simplesmente concordar com tudo o que escreves e validas esteticamente, alinhando a minha imagem virtual ao programa de auto-negação hipster 2.0, que desenvolvi em williamsburg/camden/prenzlauer berg. A propósito, recentemente progredi para brick lane, fui o primeiro a fazê-lo e para além do mais fiz as mudanças todas numa fixie.
Ou se calhar o melhor é discordar sempre contigo, construíndo argumentos que me dão a sensação de serem profundos como suporte à minha discórdia. Assim dou a ilusão de não ser como os outros, de ser um gajo "difícil", provavelmente enigmático também - passível de ser imprevisível e "desafiante" intelectualmente.
Não sei.. olha vou tentar tudo Sónia.. TUDO...
31 May, 2011 12:57
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