catarse oca no tempo


minha noite de ontem não foi grande coisa.

o sueco é um gajo muito bacano, tal como quase todos os nórdicos recatados que conheço, transmite calma.

a mudança de pólos está se a dar.

de certa forma foi tortura.

ela pelo menos tá a ser feliz, mesmo que não comigo.

recuso que tenha terminado por uma coisa inacreditavelmente insignificante.

agora diz-se que já passou muito tempo e a divergência é irreversível.

há 15 dias não, e havia saudade.

voltei com qualquer coisa de nojento, em duas ou três oportunidades fodi tudo.

yeah tou convencido que acabou tudo de vez, mas não acredito.

aquela situação em que nada que se faça nos faz sentir melhores.

a não ser olhar para dentro.

meu Deus o que lhe fiz sofrer.

e agora sofro.

foi mal aconselhada, eu também. que mania de se meterem, as pessoas.

e agora?

lentamente morro e renasço, não tenho hipóteses de não passar por um calvário emocional.

estão bem envolvidos até.

pensei que fosse demorar mais tempo... ligam-se pra sairem e isso.

lindo. lindo. já não digo nada a ninguém para além daqueles que é obrigatório dizer, hoje em dia.

o que é que eu sou?

e por favor que acabem os sonhos bons com ela, porque acordo pior. ou então que nunca acabem....


Título original: "Doença 1"
Data: 15 de Março de 2008
Contexto: regresso de Cancun, ex-namorada abandona voluntariamente o limbo pós-breakup, fodeu mané e eu tive o cuidado de não me envolver com a VHS - inglório. Lembro-me bem de lágrimas a escorrer pelos braços. Seguiram-se os melhores 6 meses da minha vida, obrigado a todos.
Moral: mais resistência à emoção contextual porque "tempo" e "entropia"

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