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Alguns poderão-se-er lembrear daquela vez que fomo-nos à Eurodisney em Julho. Paris é aquela cidade que fica antes da Eurodisney, como o sexo é aquela coisa que fica antes dum nojo incontrolável pela namorada, daí que por condicionamento de retropavlov sempre que a Toerre FL apareça na FTV eu me corte na parte mais carnuda da coxa como remorso. A Eurodisney é uma maqueta de Munique feita em algodão doce, com heróis subliminares do estabelecimento e guardiões de memórias reprimidas. Guardamos todas as nossas mortes de infância no Mickey no Pateta e no Pluto, e esses demónios entregam-nas aos rituais da dimensão adulta sem nos perguntar nada. Mickey, caralho, daquela vez que a minha mãe berrou e se cortou porque o meu pai tinha 25 anos prometeste-me que se viajasse contigo, que se compartimentalizasse a minha emoção e a projectasse para os mares de Fantasia, que o presente se dissolveria nesse segundo. Mas o presente não se dissolveu sacana, o presente mascarou-se de passado manso, inofensivo. "Não te faço mal, posso ficar aqui na base húmida do teu subconsciente?" Na boa, visita-me sempre que me faltar o amor próprio no futuro, sádico do caralho. E a ti não te fez diferença nenhuma, porque sabias perfeitamente que quando o presente voltasse já não seriamos amigos. Filho da puta.
Paris tive 5 vezes em Paris. Já tive em Paris com todos os amores menos um. As memórias mais fortes de Paris são raclet, casa de queijos e devastação absoluta numa terça-feira de manhã. Tou a contar poucas histórias mas no futuro vou contar mais passado. Mais 3 a 6 meses de algoritmos e modelação preditiva. Já sei que um dia vou ajudar a prever comportamentos humanos. A intuição não é mais do que uma forma de inteligência estatística pelo que percebo.
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Odeio quando não consigo acabar fra

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