çpoiler traseiro #7 - 500€ p/dia, a Verão

A maior expectativa que eu tinha para este filme era como é que iam condensar 500 dias de verão em 120 minutos de imagens da zooy desgucci. Se se equidistribuissem os dias pelas imagens, teriam de ser justamente 1 dias de verão a cada 15 segundos. Imaginei que por cada dia de verão se fizesse um único plano da zoey, o que a 15 segundos é manifestamente insuficiente para sustentar um período de masturbação contínua, na minha experiência. *ya, aos 29 continuavas a fazer piadas de masturbação e a comentar o que acabaste de escrever a comentar o que acabaste de escrever a comentar o que acabaste de escrever (..) .... {ECO MUITO TÉnUE: e a brincar com metacenas} -- a propósito, a escrever isto pensei em como poderia ter escrito metametacenas e seria tudo bué fácil por causa de "recursividade" mas a verdade é que para "meta" a recursividade só assiste em ordem ímpar, depois pensa melhor nisso.

o gajo convencido que ela tá a olhar pra ele e ela a alimentar o autismo a ver quantas permutações há entre fibonaccis nos números dos andares
Mas voltando ao parênteses, depois no início acabei por perceber que a cena do filme é que o título tem piada porque a gaja chama-se "verão" e acaba por ser um trocadilho o título do filme, tipo "500 dias de verão" mas "verão" é a gaja, portanto 500 dias com a gaja, a sooy dachanel, o que é vardadeiramente genial e digno dum pullitzer ou nobel da criatividade. Isto veio como um alívio considerável porque logo aí um gajo percebe que é capaz de ser só 500 dias de imagens da soja dezchanels, que é o próprio "verão" neste caso, o que simplifica tudo para dimensão 1, até porque continua a dar 15 segundos por cada dia de zoey deschanel e não muda nada pra dizer a verdade.

Entretanto o gajo triste que acredita em amor conhece a zoey que faz o papel duma gaja pós-emancipada tipo helena páginas no junho de 2007 mas + espírito de borla (mas mesmo assim menos que a susan sarandon no brilho do sol eterno da mente imaculada), tipo na onda de que tem um trauma de infância baseado na imprevisibilidade da vida descambando para a destinomania, cuja génese na separação dos pais em período de adolescência nos recupera memórias da não separação dos pais em período de adolescência e última igual atitude perante a mesma temática. Por outras palavras e mesmo ângulo: a premissa tradicional que gera este tipo de proto-personagens complexos tem validade psico-sócio-filos-óficológicamente de √-1.

Aos 10 minutos de filme torna-se então evidente a narrativa - tamos perante um filme de peso leve à superfície mas passível de provocar danos consideráveis em malta insegura do ponto de vista relacional e existencial e provavelmente conduzir ao levantamento das habituais questões genéricas fundamentais todas: Porque é que estou com a Faye? Porque é que estou com a Faye? Porque é que estou com a Faye? Quantas horas vou demorar a lhe convencer que isto que escrevo é tudo na brincadeira e um exercício de antisarcasmo sarcástico desta vez?

Entretanto o filme às tantas vira-se mais para a cena dela dominar intelectual e espiritualmente a relação e o gajo ser um americano reactivo incompetente em particular e um homem de penetrabilidade emocional absoluta em geral - que nojo. Várias vezes pensei em como ele me lembrava vários amigos no sentido em que dada uma gaja de sonho (aquela velha ilusão ultracontextual) caem completamente por ela e tornam-se puppies, inclusivamente renunciando a vidas inteiras e desprendendo-se de âncoras geográficas à pala duma única gaja, que patinhos. Mas é mais fácil acreditar em cenas fantásticas do que insistir em coincidências e na susceptibilidade humana à sublimação emocional-contextual. E para dizer a verdade, porque não acraditar nisso? Senão depois no fim torna-mo-nos todos-nos seres humanos e já não tou a perceber nada do que queria dizer.

A 1:1 ass to bang ratio HAHAH OU bang bang you fucked me down HAHAHA OU 50% bangs + 50% face = 100% BANGS YOUR FACE HAHAHA
Metendo um bocado de estrutura nisto, "e isto foi a cena que mais me incomodou no filme, a inversão dos papeis naturais de segurança e superioridade masculina contra o de fragilidade e dependência feminina. Se gostasse de ficção científica via o star wards. Se calhar deixo uma pista a mim mesmo para não pensar no futuro que eu nunca fui misogénico e que tava só a brincar, etc."

Depois ela tá a curtir com ele mas não quer nada sério e o gajo eita vamos jogar a este jogo e ver quem se magoa e pela minha experiência pessoal com a joana teixeira do mcdonalds e outras 1 nigth stands eu já sabia que era a pessoa que pergunta sempre "o que é isto" e que ouve sempre o "na boa, não é preciso dar a um nome, não sei não interessa" porque até a um deficiente mental de 3 meses de idade isso é evidente. Aliás no próprio filme utilizaram a presumivel irmã do gajo tonto principal que era nova como conselheira emocional, sugerindo que na realidade é tudo claro como a água para a criançada, é só quando nos tornamos adultos e mais concretamente envolvidos na nossa própria estupidez alimentada por """quantas""" emocionais de níveis mais elevados que tudo se complexifiça.

compraste os candeeiros no ikea, não foi? até que ponto isto pode ser considerado product placement dada a ubiquidade do desenho sueco e será isso só por si uma vitória de marketing
Às tantas o gajo começa a ficar mais pegado à ideia de que eventualmente aquilo vai convergir para uma cena mais convencional com uma categoria tipo namorados ou isso, porque para ele isso é extremamente importante para poder apresentá-la publicamente como pertencente ao conjunto dessa categoria e eventualmente se exibir ao mundo conhecido a cada intervenção social. Uma nota particular para a tentativa bastante fraca do argumentista em explicar a razão pela qual a zoey não queria entrar pela onda da terminologia convencional da relação, tipo chamarem-se namorados ou isso: às tantas o gajo triste pergunta à zoey: como é isto etc e ela retorque "pá, snoopy, a cena é que amanhã eu vou acordar e não sei como me sinto" e isto deve passar com pessoal acima dos 18 porque tá tudo a pensar noutras merdas talvez mais importantes mas para mim e para a presumível irmã do gajo triste isto é óbvio que não é razão suficiente nem sequer necessária para a gaja tentar evitar ali a cena com nome tipo "namorados", porque isto pode acontecer a qualquer pessoa inclusivamente casados e pronto ali acaba-se tudo e portanto na realidade mesmo essa malta assim querendo dar a impressão que fazem isto porque são todos espíritos livre e tal o que acontece é o exactamente o oposto, têm paranóias e complexos e não os compreendem e então inventam explicações clicheadas pra ver se pega primeiro na self-cabeça e depois nos self-próximos. A verdade é que a zoey tava a viver uma situação em que o gajo ya atributos e ya reactivamente dava pra dar umas fodas valentes e aquecer o coração em geral quando ela necessitava mas no fim aquilo era demasiado fácil e enquanto não aparecesse mais alguém tudo bem vamos aguentar os cavalos e não meter nome nisto porque eu não quero é nomes mas na verdade o que eu não quero é me sentir culpada no futuro e posso sempre me salvaguardar remetendo-me para o "eu disse que isto não era sério". Em suma, a zoey tava a usá-lo, e o gajo: patinho. Eu sei disto outra vez por experiência pessoal e sendo eu o gajo talvez mais na média do mundo em todos os aspectos que consigo pensar, só posso pensar que um filme feito para o consumo em massa se baseia em mim como alvo de sucesso comercial/popular.

demasiado fácil, mas alternativamente honestamente parece o olho do rabo dum cavalo
No fim a gaja casa-se com outro gajo de repente e o gajo fica a arder como previsto. Durante esses 20 minutos que o gajo anda dum lado pró outro com a própria gaja a consolá-la lembrei me essencialmente de duas coisas: 1) que já passei por isso apesar de não ter deixado que fosse a ex-gaja a me consolar e puta que o pariu é fodido e 2) será que o gajo na altura se masturbava porque eu tinha uma coleção de 20 gb de porno e da ultima vez que isto me aconteceu apaguei tudo e tornei me assexual de todas as formas inclusivamente na forma duma gaja dar o seu máximo e eu 6.022×1023

Finalmente queria mudar de font 
primeiro porque fiz copypasta 
do valor númerico dum mol de qualquer merda 
doutra página 
e isto mudou a formatação automaticamente

e depois para homenagear aquele tont
aquele que sabe o que a casa gasta
que desde o início avisou para a queda
submetido àquela vágina
o único bro que me fez sorrir no filme realmente

P*******
8 de 10 no imdb porque tinha 7.9, senão tinha dado 7. Por outro lado zoey, por outro lado memórias, 
por outro lado comentário desafiante à axiomática tradicional das relações monogámicas


OLÁ PESSOAL EU CHAM-MM ZOYIE DUCHANNEL, GOSTAM DO TWAILAIT ZOWN?

1 comentário:

Mike disse...

este filme era arder com ele. tb escolhi bem a altura pró ver.