- Roberto Só para não confundir coisas, eu nunca pus em causa o feito científico, apenas as circunstâncias em que ele aconteceu!11 hours ago · · 1

Pedro Campos :) legítimo, aliás é útil e importante que se questionem as coisas, e foi com esse espírito que se chegou à descoberta do Higgs. Repara Zé, isto mesmo que não tenha aplicação prática neste momento é um passo intermédio muito importante para se perceber como é que esta merda funciona toda, por exemplo reforçando hipótese esotéricas como a possibilidade de vivermos em vários universos paralelos em simultâneo. Achas isto importante? Se a tua métrica de sucesso científico é estritamente o que de prático se pode retirar do investimento então relembro-te que o Newton quando se mete 1 ano fechado dentro de casa para conseguir descrever a gravidade através duma fórmula matemática ninguém percebia a paranoia do gajo. E quando descobriu a fórmula e foi a correr prá rua espalhar a notícia, tenho a certeza que 99% do pessoal lhe perguntou: ya, mas pra que é que isso serve? Pra nada, não servia pra nada na altura, mas três séculos e meio depois tu vais da Madeira a Lisboa numa hora e meia porque houve um pastel de nada que se lembrou de chegar à raíz da questão nos intervalos de se penar por sofrer de ansiedade social com gajas. Ah, e em relação às considerações teológicas: epá, mesmo que se descrevesse o Universo inteiro à perfeição a questão teológica por-se-ia sempre, porque essencialmente, por mais que o sistema aparentemente fechado a que pertencemos nos seja familiar, não sabemos o que há fora dele, ou o que o criou, seja uma entidade, processo ou qualquer outra merda. Em suma, isto não é conclusivo e nem sequer significativo no âmbito de discussões teológicas, nem sei para que é que vão por teólogos a falar sobre isto na TV. Mas em relação aos orçamentos: naturalmente, ciência fundamental acarreta orçamentos pesados hoje em dia. Porquê? Porque tudo o que são processos naturais e facilmente observáveis estão perfeitamente estudados, as partes que nos faltam são aquelas em domínios espectacularmente anormais (inclusive em domínio não causais - ou seja, domínios em que o efeito pode acontecer antes da causa (!)) em condições incrivelmente específicas. Para estudá-las precisamos de emular essas condições e domínios, e para muitos casos, isto é particularmente difícil e custoso. Vou poupar a parte técnica apesar de ser interessante mas isto demorou tanto tempo e custou tanto dinheiro para descobrir porque foram-se construíndo aceleradores mais potentes com detectores mais sensíveis até finalmente descobrir-se o Higgs a ~125 GeV com um desvio padrão de 6 sigma (99.99966% de certeza). Para isto foi preciso criar o complexo tecnológico de longe mais avançado da história da humanidade (altamente recomendado ver os incríveis factos associados ao LHC: http://public.web.cern.ch/public/en/lhc/Facts-en.html), utilizado por um Instituto que emprega 2400 dos melhores cientistas e engenheiros do Mundo, que já produziu 5 Nobel da física e que inventou o conceito da world wide web. Vale a pena todo o investimento? Esta malta tá toda rebentada da cabeça? Relatórios da OCDE andam há anos a defender (com base em resultados das últimas décadas, com especial destaque para o caso alemão) que a chave para o progresso a longo prazo é o investimento na ciência (fundamental ou não), mas agora os econocratas que venham e discutam à sua maneira a multitude de aplicações alternativas que este dinheiro poderia ter tido.. para mim leigo e puto isto é fácil, à margem de economias: estamos um passo mais próximos de tornar o Universo mais claro e muito possivelmente com isso extinguir vários domínios fracturantes da sociedade - provavelmente promovendo a perceção de ubiquidade na condição humana a uma escala global e resolver alguns focos supérfluos de conflito. E descobrimos (Portugal incluido) esta merda antes dos States, China, Japão ou seja lá quem for, o que deveria ser irrelevante mas dá-me um bocado de prazer. Isto a mim inspira-me e porra...é suficiente, não peço mais do que este esforço em progredir, especialmente numa altura em que se desinveste do outro lado do Atlântico nisto que fez tanta gente sonhar e se sentir inspirada durante décadas: a capitulação sucessiva das fronteiras e limites do nosso conhecimento. Resumindo: independentemente das aplicações que poderá ter um dia percebermos como é que funciona tudo sobre tudo, a malta quer sonhar de vez em quando e não sei se dá pra meter preço nisso. E Portugal só meteu 8 M nisto, que não é nada e nem dava pra comprar o Javi Garcia ao Benfica (e mesmo acho que não vendiamos).
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sobre a importância do bossão de higgins
sobre o mata-mata das relações abusivas, o síndroma de estocolmo e meter as mãos no fogo
- imagina que vais prá guerra
- e já ouviste falar em tudo
- sobre a guerra
- tiveste formação etc
- mas és um ser humano
- e nunca tiveste na guerra, ou tiveste em poucas
- e tás sujeitos a emoções, fragilidades e virtudes
- vais à guerra
- és o melhor aluno
- dominas a teoria
- no confronto nas streets de baghdad, aparece um iraquiano com uma arma em riste
- a regra de ouro (SEM EXCEÇÕES): tenta a comunicação. Falha a primeira abordagem -> atira para matar.
- regra de ouro
- regra de ouro
- chegas lá
- vês o gajo
- um humano como tu
- tem família
- tem filhos se calhar
- momentos felizes momentos maus
- um ser humano como tu
- arma em riste

- ruas de baghdad
- a teoria diz-te pra comunicar e atirar pra matar se falhar
- mas és um ser humano complexo
- a comunicação falha e pensas no remorso futuro e na compaixão pelo próximo, talvez na possibilidade de acabarem amigos
- esqueces a regra de ouro
- pum, morreste
- ele matou-te
- a regra de ouro é instituida por pessoas experientes
- não quer dizer que seja a regra da verdade absoluta, mas é a regra de ouro por alguma razão
- é a regra que te permite maximizar a possiblidade de sobrevivência ao mesmo tempo que salvaguardando a hipótese paz
- se pudesses viver outra vez
- naquelas ruas de baghdad
- ias seguires a regra de ouro
- não te iam foder outra vez, ias atirar pra matar
- a regra de ouro numa gaja abusiva
- é não a deixes abusar de ti

- caga nela
- isto é a regra de ouro
- tu não tens de pensar mais nisto
- não há dúvidas
- há gajos que já tiveram nessa situação antes de ti
- e há uma regra de ouro pra ti
- tamos te a dar
- segue-a

- como nas ruas de baghdad, se não seguires a regra de ouro e ficares a filosofar e a esperar que o gajo possa ser benigno e que acabes por te tornares amigo dele e o caralho, vais morrer
- quem fez a regra de ouro já morreu ou viu alguem morrer
- confia na regra de ouro caralho
- não tens de pensar mais nistocaga, caga, caga nela
- Roberto
- sim, cm finto a mente? leva o seu tempo

- 1. O que fazer -> Regra de ouro, SEM EXCEÇÕES
- 2. Complicado
- distrai-te
- à tua maneira
- etc
- se calhar vais viver os melhores momentos da tua vida
- foi o que me aconteceu
- depois de passar pela maior desilusão amorosa da minha vida
- outra cena que te garanto: tu vais adorar uma gaja no futuro
- ou mais
- isto é uma construção da tua cabeça, e o facto de te sentires rejeitado aliado à tua propensão à falta de amor próprio nesta altura tornam a construção mais vincada mas é só uma construção, confia
sobre a pedantria, a intolerância e o livre arbítrio
- Pedro e Babi,
A Otília é constantemente atacada em cada uma das suas reações por algumas pessoas cujo objetivo é incomoda-la e deita-la abaixo, movidos por inveja ou, como é o caso do Marco Santos, simplesmente para marcar pontos no meio social ao qual ele precisa de pertencer, e ao qual a Otília não pertence porque não tem no seu nome Blandy ou outros que, para alguns, entre os quais o Marco, significa uma exclusividade ao nível da realeza.
Fiquei magoado ao notar que vocês os dois, optando por se manifestarem, manifestaram-se apoiando um ataque à Otília, minha irmã, vossa tia-avó.
Penso que teria o mesmo efeito em cada um de vós se, publicamente eu apoiasse um ataque à vossa mãe, pai ou irmão.
Beijos
Roberto

18 hours agoPedro Campos- Ui, novelas do facebook capítulo III..
É infeliz que hajam pessoas que queiram deitar abaixo a tua irmã motivadas por razões mesquinhas, espero que o eventual sucesso da tua irmã acabe por calar essas pessoas. Interessantemente isso parece-me neste contexto totalmente irrelevante.
Já puseste a hipótese da Otília ser constantemente 'atacada' (como se discordar educadamente com ela seja sinónimo de ataque) porque sente necessidade de lançar opiniões intolerantes, provocativas e ofensivas num espaço público, ou seja, ela própria sujeita-se a isso? É me indiferente o contexto, nem conheço o Marco Santos de lado nenhum e o que é que ele é ou o que quer é me indiferente. Nesta situação coincido com a opinião dele, não pode ser uma coincidência que mais pessoas tenham tido a necessidade de mostrar publicamente que gostaram do comentário dele mesmo considerando que era um post original da Otília, ou seja, mesmo arriscando-se a deixá-la mal. Mandaste mail aos outros heréticos também? Preferes que as pessoas validem estas diatribes espontâneas da tua irmã, em que ataca regularmente de forma indiscriminada tudo o que não tenha a ver com ela? No médio/longo prazo vai ser o mais vantajoso para a Otília coleccionar animosidades na merda do facebook?
Não curti o que a Otília escreveu e curti o que ele escreveu, é puro e simples. Ela atacou, literal e gratuitamente (na verdadeira acepção da palavra, não na de discórdia simples), vários milhares de pessoas honestas que andam aí em grandes dificuldades e nas quais incluo alguns amigos e familiares. Pareceu-me um comentário arrogante e, francamente, intelectualmente estreito, mais característico de alguém duma vivência iludida e restrita à aristrocracia do que de alguém que fizesse a mínima ideia do que é a vida dum típico cidadão e das várias outras dimensões da sociedade que não a sua. A estas pessoas às quais o mundo parece tão simples, a sociedade acha geralmente boa ideia relembrar outras realidades - presumo que daí os comentários e 'ataques'. Para dizer a verdade, se não fosse o espírito dos comentários recentes dela, até acharia que era uma tirada humorística. Não sei se é uma fase de catárse estocástica da Otília ou se isto reflecte mesmo as opiniões dela - o que sei é que independentemente do PORTADOR da mensagem (desde o Einstein à Otília ao homem do lixo), vou continuar a concordar e a gostar do que me apetecer quando me apetecer, e isso felizmente continua a ser independente da ligação afectuosa ou emocional que tenha com as pessoas com quem discordo. Em suma as minhas posições não se guiam por pessoas, mas por ideias.
No fundo acho que se queres evitar que a Otília seja 'atacada', é muito mais eficiente falares com ela para deixar de fazer este tipo de comentários. Não necessariamente para mudar de opinião, mas pelo menos para se conter antes de carregar no Enter e pensar duas vezes no que é aquilo vai trazer de positivo e negativo - para ela, e para o mundo conhecido. Se não é o Marco Santos vai ser outra pessoa e se existe um padrão recente de 'ataques' então isso deve ser sintomático de alguma coisa (ou será porque há uma conspiração global contra a MLM_genérica e todos os seus membros? Foda-se, Roberto...).
Mas no fundo se fosse a ti nem dizia nada a ela nem a ninguém para não arriscar passar por pedante, até porque toda a gente tem o direito a se expressar (e sofrer as consequências positivas e negativas disso) - e isto inclui todas as outras 6 biliões 999 milhões 999 mil 999 pessoas que não a Otília.
Só para esclarecer e para que saibas de antemão o que se vai passar no futuro: isto é a última vez que te respondo a um pedido ou sugestão de qualquer género para me comportar no facebook duma ou doutra forma, e isto não é em tom de ameaça, é mais em tom de conclusão, só porque sinto que depois disto não há muito mais a dizer. Eu não tenho nenhuma agenda contra ninguém muito menos contra a minha própria família e tenho todo o direito de discordar ou concordar com quem achar bem sem que alguém se sinta ofendido ou injuriado, sem exceções (a sublinhado). Isto a mim parece-me suficientemente simples mas se há qualquer coisa que não seja claro diz e tenho todo o gosto em jantar contigo sobre isso da próxima vez que vá a Lisboa, desta pago eu
Finalmente, sempre que não concordares com o que a minha mãe, pai ou irmão (ou os três ao mesmo tempo) publiquem num espaço público, acho que o ónus tá em ti para decidir se deves contestá-los ou não. Há merdas que valem a pena ser contestadas, outras não, fica ao critério de cada um.
Grande abraço,
Pedro
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