ao que parece funcionamos segundo ímpetos de realização relativamente estocásticos (ignorando instintos primários de realização físiológica). Na mesma medida em que o meu alemão substitui o francês, a minha motivação para realização social/animal de proeminência como macho alfa decresce. Em princípio as duas coisas não deverão tar relacionadas, mas não me supreenderia o contrário.
A contra-tendência mais relevante à minha decrescente vontade de aceitação feminina é, em vez, a emergência descontrolada duma revontade de conhecer. Isto assusta-me porque faz me lembrar o sexo interminável em profundeza e largura dos primeiros meses de relação e posterior abandono logarítmico do hábito. A minha libido migrou para o pré-córtex frontal. Quero foder mais com o intelecto do que com o pénis (eh eh, pénis). É supostamente uma migração aspiratória típica da fase de maturação que eu deveria ter passado aos 23-24, mas o curioso é que, ultracontextualmente, faço de facto o percurso oposto. Volto aos 14 anos - indiscutivelmente o período em que atingi o meu auge como máquina de formulação de perguntas, mais do que de respostas. Aos 14 quanto mais lia mais dúvidas tinha, e agora o mesmo, a única diferença é que quanto mais leio, mais dúvidas tenho em como podemos desenhar um sistema que nos ajude a obter respostas e potencialmente, mais perguntas.
Isto vai mudar rápido agora, as redes neuronais vão passar de campo de estudo académico de implementação experimental a bases paradigmáticas da nossa sociedade e estrutura económica, científica e educativa. Nós não temos maneira de competir com uma rede neuronal em relação a dar respostas, mas é importante que nos dediquemos a fornecer perguntas como input.
perguntas que uma rede neuronal nunca vai conseguir responder: "olhe desculpe, só uma pergunta, comáks defende?" . um dia o teste não vai ser à máquina de turing mas aos humanos: quem conseguir levantar uma NP-Hard à rede neuronal é humano. Aposta de cavalheiro: a determinado ponto só o humor vai funcionar.
e agora prá semana escrevo aqui a dizer como meti os cornos à faye