11 Abril 2009, Lisboa (DJ Dekay)

Noite Típica de Sábado (NTS) Numa Qualquer Boite de Lisbonera Stadt (NQBLS): às 2 e meia da matina já me passaram pela mão pracima DKnhentos (500) copos, já me abordaram cerca de 0,2 mulheres (é A Minha Média Apensa à Variável Aleatória Típica Noite de Sábado - AMMAVANTS) e já tive pra Comer Nos Cornos (CNC) mas fui salvo por Amigos que Não Bebem Absinto (ANBAs) B vezes sendo B o número de bares em que a minha presença já foi tolerada durante Essa Noite (EN).

A única diferença é que:

|- desta vez os 500 copos estavam desprovidos de Absinto, Whisky, Vodka (A,W,V) ou arranjos com repetição entre A,W,V - e algumas vezes já vinham partidos por defeito;
/- as 0,2 mulheres que me abordaram eram na realidade mulheroides de profissão cabeleireira ou mulheres de jogadores de futebol do belenenses/estrela (passe a redundância) em contraposição às habituais 0,2 erasmus espanholas gordas de valladolid que sobraram do desequilíbrio demográfico intergéneros, no jantar do referido programa académico de intercâmbio sexual dessa NTS;
-- ao invés de quase CNC da espanhola por sugerir que a única hipótese seria ela me deixar meter o meu "da" em "espanhola" e ser salvo por um ANBA que a acabou por foder em compensação (obrigado valente x20), não consigo inventar nenhuma merda para contrapor - e tou farto deste parágrafo totalmente irrelevante à história. Ah e esta noite eu próprio era um ANBA, porque tava a trabalhar NQBLS que não o lux (não tenho estofo estético/artístico/sexual) nem o lábios de vinho (n sou fufa, porque não posso, porque se fosse gaja, continuava a gostar de gajas e o meu sonho era trabalhar NQBLS como o lábios de vinho) nem o jamaica (n tenho classe). é outro. eu dou pistas mais prá frente, sem querer.

assim encontrava-me no habitual frenesim robótico de Search, Carry & Wash (SCW) de copos, e às 2 e meia da matina, em total hora de ponta (de ocupação, refiro-me), oiço uma voz na minha cabeça que me solicita "pedro, depois vai dar ali um jeitinho à cabine meter um som". digo que oiço uma voz porque nem tive tempo de retorquir, nos cerca de 6 décimos de segundo que demorei a apreender, processar e reagir, a fonte física da voz já tinha desaparecido por entre a multidão em êxtase, que danceflooreava - colectivamente ébria - ao som dum aparente medley das mais pirosas melodias brasileiras com eternos êxitos tugas cada um evocando-me a memória de uma diferente época em que o benfica não foi campeão com 92% de probabilidade. assim, mistificado pelas razões que levaram a que se consumasse esse facto ignoro os 100 copos por arrumar, os 100 por recolher - incluindo 20 a 30 em situações precárias de rendição total à gravidade -, os 10 jarros para lavar, a taça do gelo sem gelo, os cerca de 10 clientes que me vao perguntar que tipos de poncha há antes de me pedirem "aquela de laranja", justamente a que eu não referi porque não existe, e a pita de 17 anos que não sai da zona do balcão em frente ao lavatório por tar a tentar-me seduzir com o intuito de obter shots à pala mais tarde/até e ao longo do mais tarde se possível. dirigo-me ao meu omnisapiente patrão instead.

dou dois passos relativamente à posição inicial em que me encontrava e segredo-lhe ao ouvido "porquê artur jorge? mas porquê?" e ele responde bravamente "duas palavras ligadas por um infant: maçon-aria". tudo fazia sentido daqui a 15 anos, em 1994 mas por agora preocupava-me mais com outra questão que subliminarmente me vinha a causar prurido emocional nos vastos 20 segundos anteriores: "ehm... presumo que tenha sido o gonçalo, o DJ - mas não tive tempo de estabelecer contacto visual... ele disse-me para tomar as rédeas da cabine sonora... mas eu não tenho conhecimento técnico/musical nem solidez emocional para operar um sistema sonoro NQBLS.. a isto chamo proposição subtil a Linchamento Público (LP)... ". foi nesta altura que o meu superior hierarquico - e dono da boite - procedeu a explanar toda a sua ambivalência: para além de ser superiormente dotado na gestão de pessoal, promoção do espaço e preparação de substâncias doces e amareladas, era um filósofo e motivador por natureza. iluminou-me a alma num discurso adornado pela mais lírica prosa verbal desde o 282º romance intelectualmente estéril (em 282 tentativas) da margarida rebelo pinto: - "pedro... não sei.. se ele disse isso... olha, faz o teu melhor, vê o que podes fazer..."
respondo na mesma moeda - "mas oiça eu não faço a mínima ideia de como mexer naquele caralho... não é melhor meter outra pessoa?"
precipitação clímakstica para o âmago filosófico - "hôm se ele disse q'era p'ra ires, vai tu... faz o que puderes.. olha se der merda, deu.."

assim fui mais descansado para a cabine do DJ, sabendo que se desse merda e todas as 100 pessoas lá dentro subitamente dedicassem a sua atenção total e simultânea a mim, saberia que, apesar dos apupos, insultos e a deprimente visão de pessoas a abandonar o estabelecimento por minha exclusiva responsabilidade - o acidentalmente indigitado DJ -, pelo menos tinha dado o meu melhor, e por esse prisma teria coleccionado mais uma vitória moral na minha vida e assim ultrapassado o paulo bento outra vez na lista do guiness world records para vitórias morais na categoria das pessoas com inexplicável infinidade de crédito apesar de fracassarem sistematicamente.

é então com esta considerável inércia moral que chego à cabine. ignoro os decks de vinyl e os LPs, é melhor que não hajam LPs à mistura por razões óbvias - a menos que seja útil dalguma forma os lavar e secar, processo que domino por esta altura, independentemente do objecto sobre o qual é aplicado. inspecciono o computador: à primeira vista dada a dimensão e complexidade visual do mesmo parecia controlar toda a maquinaria audio-visual daquela boite e possivelmente da peninsula ibérica inteira. procurei o botão que destruia espanha e o nacional da madeira em vão antes de dar uma rápida mirada para a pista de dança, reparando no processo na espectacularmente clara perspectiva que tinha sobre todo o espaço e - concluo resignado - que todo o espaço tinha sobre mim. volto ao botão do nacional da madeira mas perco-me numa (outra) visão alarmante - por entre todo o tipo de informação criptográfica disposta no ecrã sobre a forma dum programa profissional para DJs há um sinal decifrável: há uma contagem decrescente (digo isto porque do 28 passava pro 27 e do 27 pro 26 - cheguei à conclusão de que seria uma contagem decrescente pelo método de indução, que aprendi em 2001 na FCUL, quando estava a tirar educação física mas sem a educação), que imagino, esteja associada ao terminus da faixa a tocar. 3:26. tenho 3 minutos e 26 pra salvar o mundo, mas mesmo que arranje a solução antes vou esperar até ao último segundo a mamar um martini como nos filmes do missão impossível porque tenho um fetiche pra mimicar o pearce brochenan. e tenho que arranjar uns fios verdes e vermelhos pra fingir que tou a cortar ou merda assim - as palhas das caipirinhas dão na boa. fantasias isotéricas àparte tento não clickar em nenhum botão do programa complexo pra DJs e rezo a katsouranis para que o computador tenha RAM suficiente para não brekar qdo carregar no botão do menu iniciar. faço uma procura *.mp3 e obtenho pastas com diversos mp3s, como pretendido. abro o winamp e rezo outra vez (é uma religião em vias de extinção). onde estao os mp3s dos xutos - uma aposta segura até 2250 para o público português? encontro o contentores, drag & drop pra playlist do winamp, buraka som sistema - kalemba (da moda há 12 meses para o resto do mundo conhecido - novidade para os trintões habitués daquela boite), drag & drop, os hits brasileiros - daniela mercury (pra perceber quais as cotas que já tão (prontas pras) mamadas), banda eva (oportunidade de dança a dois), mc marcinho (oportunidade de orgia colectiva), d. pedro IV e josé dominguez (pt's finest exports) tudo drag & drop. tenho 120 horas de música das quais 110 horas são discursos do d. pedro IV a abdicar de merdas e 8 sons de fintas desnecessárias do dominguez, deve dar para o que der e vier, contas feitas tou preparado para um after hours de 118 houras e meia, se necessário. sinto-me confiante.

tal como planeado espero que a love generation toque até aos segundos finais... 5..4...3...2...1.. DJ Dekay em acção: double click na música nº1 na playlist do winamp, gnr-contentores. timing perfeito. colaboração afectiva do sistema sonoro computadorizado. verbalização unissónica das lyrics por parte das cabeleireiras e dos vendedores de carros/dealers. aclamação pública indirecta do DJ. alívio pessoal e intransmissível. patenteamento de método pioneiro de DJing. Drag & Drop/Double Click (DD/DC) powered by winamp. pensamentos subversivos de abandono de estudos e dedicação a carreira electro-musical. retorno inesperado do verdadeiro DJ. despertar.

- "foda-se obrigadão, tava mesmo à rasca..."
- "ah na boa... foi na boa, mas onde é que foste?"
- "homem, tava com bué cólicas, mas não curto cagar aqui, tive de ir a casa.."

de volta aos copos vazios e partidos. às erasmus espanholas. à outra cena que não consegui contrapor. e tenho 9 cadeiras pra fazer. filha da puta, tive quase a conseguir o meu break...

confusio #3 - die soziologische progredienz

quando acabar o curso e arranjar um emprego, em 2023, terei que eliminar qualquer vestígio deste blog, ou na altura ter tido uma tweenfância bizarra será aceite como o é agora se adereçar dermalmente com fragmentos metálicos?

Hall of Fame #19 - 1337 resolve enigma do qatar

contexto istórico: conversa de início de noite sossegado entre o meu PATrão de EmpreGo temporáriO (ou PATEGO, doravante conhecido desnecessariamente pelo seu nome verdadeiro Sr. Manel - de resto uma pessoa pela qual nutro uma grande admiração ao ponto de, em contraponto à maioria das injustiças que cometo por maldade pura, me desculpar à priori por esta) e EU (ou gajo dos copos, doravantE conhecido irrelevantemente pelo meU código do cartão multibanco - 1337).

circumestância: as motas passavam na eurosport; junto ao símbolo da rede televisiva podia-se ler LIVE, motogp e qatar.

enigman: Sr. Manel - estes gajos são loucos
1337 - hehe, ya ya
Sr. Manel - ah, é o grande prémio do qatar.. este ano onde é?
1337 - hmmm... é no qatar...
Sr. Manel - é que o ano passado foi na américa do sul...
1337 - hmm, sim, este ano é... é no médio oriente..
Sr. Manel - ahhh... e nunca mais vai ser em Portugal pois não? como nos outros anos..
1337 - ...pois não sei... mas este ano... este ano há motogp outra vez.. em portugal digo, em setembro..
Sr. Manel - ahh... pois

demonstrationenz: senti-me como que se estivesse a ser testado com vista a me tornar efectivo na exigente profissão de procura, transporte e lavagem de copos, de resto uma função em que, passe a modéstia, me considero excepcionalmente competente mas que, nesta situação nada me parecia ter em comum com as aptidões necessárias a resolver uma charada cuja solução me parecia ter mais a ver com semântica do que propriamente com firmeza manual. dito isto confesso que apesar da minha celebrada astúcia para charadas, demorei algum tempo a descortinar a solução: e tratava-se apenas duma simples rotina algorítmica. dada a palavra "qatar" bastaria converter tudo para o seu equivalente decimal em termos de ordenamento no alfabeto (resultando em 17120118) e subtrair por 13009000 (equivalente ao acrónimo M(13).I(9). de Muito Inteligente), acabando por ter o resultado de 4111118 (ou dakar).
refira-se, em jeito de curiosidade, que coincidentalmente qatar e dakar acabam por ser também palavras vagamente homófonas, em particular quando aplicando as transformações ultranasais, de resto uma aplicação fonética característica dos homo erectus provenientes da madeira, como 1337.

9 proof: se não acredita na simplicidade e elegância da solução, sugiro uma reanálise à conversa, substituindo qatar por dakar. torna-se demasiadamente claro que, na realidade, fui eu o patêgo, por não ter entendido - em primeira instância - a chave para a conversa, acabando por concerteza eu próprio ter baralhado o Sr. Manel, que mais não dizia do que a absoluta verdade.

Interlúdio #5 - minimal 2008

reset, rompe, spring break sluts, show your tits, tequila piss water, kara davis, "tou me a cagar", livin la vida loca, whisky vice city, rough style, b-boy shit, mochos do hip-hop craze, krakow fight club, slap feast extreme,on tour @ balkans, spaghetti incident, zrce bitch boozed, gregory heinztein, té amanhã mário, rail life, portugalia on tour, praha piss, hostel civism, dona abadia de noite e de dia, loucos do amor, posso dizer?, pole hangerz, desculpem o meu cabelo, ruby red, scandinavian blonde, mother fucker dymc, teatro kapital 3rd floor, rude boyz, chueca love, fácil fácil, spanish mature, absinto power, the carrefour heist, i'm flying, ljubljana cona a 30, metelkova attitude, coimbra attitude, just party all the time, this is why i'm hot, european superstar, from poland with love, austria train party, poker tag team, shake shake and die, wingman elite, french connection, bulimic masters, NFL frenzy, smack my bitch up, mc esquentador, mc corta-unhas, atlantic storm, paralympic divers, finnish her, pseudo suicide bombers squad collective crew, club junkies, caribbean stud, lambe-conas mor, puta españa, red bull addicts, vodka 56 forever, castle beach, i run new york, rainha africana, QUEIMAdo, coimbra charity, water please, "the fucking police", venetian parkour, ios parkour, madeira parkour, bridge hangers, zema fans, conocimiento, cancun love, traffic light craze, yankees 4life, PAOKaralho, far out sun7 dick parteh, tony the legend the return, prairie dog idol, zadar powah rangers, portugal 11 USA 4, lux fever, car roof dancing, violent drunk bastard, berlin twilight zone, sturdeplan glam, NN, "the salute", two V's for victory, einal shot, guitar bear-o, ich bin ein berliner, fritz friday, doofi ice skating, footie maniac, madeira sluts, old habits die hard, skyhigh, forest gimp, tough life, gymaholic, inda por cima é super bock wow, BINGE BINGE, IST for life, couchsurf.de, mafia wars, maximum authority, pt/de, zwei freundin, one passion, one story, one love.

2008, by the beatbingegen

Announcement - social twattspansion

ID LIKE 2 ANNOUNCE DAT IM NOW ON TWATTER U CAN FOLLOW ME @ HTTP://WWW.TWITTER.COM/D3KAY ILL B SHARING MY UNIQUE THOUGHTS & XPERIENCES THERE.

Hall of Fame #18 - iz teh ize kyoob

quando vou de nova viagem pra recolher copos no bar onde trabalho ocasionalmente, uma mulher de 30 e poucos anos aborda-me c/ contacto físico:

- olá como te chamas?
- pedro
- pedro abre a boca
- porque?
- abre a boca
- sim mas porque?
- confia em mim

*relutantemente abro a minha boca, ela mete um cubo de gelo na sua, aproximam-se as duas por inciativa exclusiva dela e num único generoso sopro oferece-me o gelo - a amiga ri-se, o marido repreende-a e eu vou buscar copos com um novo gosto na boca*

Fait diversos #8 - o ultra detractor



há sempre detractores pra tudo, e vulgarmente há rapaziada que vive para ejacular vibes negras em tudo o que mais de 51% dos locais apreciem, mas mesmo de entre tamanhos iluminados independentes uns conseguem admiravelmente se destacar. é o caso de Guy de Maupassant, aclamado escritor francês da viragem do século bipassado que verificando que a torre Eiffel era motivo de orgulho para as gentes parisienses decidiu declarar "odiar" o sentido estético da mesma. No entanto era aparentemente assíduo garfo do restaurante da torre. Interrogado sobre o facto foi assertivo : "É o único lugar em Paris onde não vejo a torre."

Fait Diversos #7 - best of bash.org

Th3No0b> Im going to be the next hitler
Th3No0b> Im going to kill all the jews and 1 clown
RageAgainsttheAmish> why the clown
Th3No0b> See? no one cares about the jews
RageAgainsttheAmish> lmao

mooseondaloose> Hey Mike
goatboy> what?
mooseondaloose> Pussy.
goatboy> er?
mooseondaloose> Pussy.
goatboy> and?
mooseondaloose> Pussy.
goatboy> ...
mooseondaloose> Pussy.
goatboy> i dont get it
mooseondaloose> AND YOU NEVER WILL.
goatboy> bastard

Donut[AFK]> HEY EURAKARTE
Donut[AFK]> INSULT
Eurakarte> RETORT
Donut[AFK]> COUNTER-RETORT
Eurakarte> QUESTIONING OF SEXUAL PREFERENCE
Donut[AFK]> SUGGESTION TO SHUT THE FUCK UP
Eurakarte> NOTATION THAT YOU CREATE A VACUUM
Donut[AFK]> RIPOSTE
Donut[AFK]> ADDON RIPOSTE
Eurakarte> COUNTER-RIPOSTE
Donut[AFK]> COUNTER-COUNTER RIPOSTE
Eurakarte> NONSENSICAL STATEMENT INVOLVING PLANKTON
Miles_Prower> RESPONSE TO RANDOM STATEMENT AND THREAT TO BAN OPPOSING SIDES
Eurakarte> WORDS OF PRAISE FOR FISHFOOD
Miles_Prower> ACKNOWLEDGEMENT AND ACCEPTENCE OF TERMS

kow`> "There are 10 types of people in the world... those who understand binary and those who don't."
spacerain> That's only 2 types of people, kow.
spacerain> STUPID
[em linguagem binária 10 é o equivalente de 2 em decimal]

jeebus> the "bishop" came to our church today
jeebus> he was a fucken impostor
jeebus> never once moved diagonally

i8b4uUnderground> d-_-b
BonyNoMore> how u make that inverted b?
BonyNoMore> wait
BonyNoMore> never mind

xterm> The problem with America is stupidity. I'm not saying there should be a capital punishment for stupidity, but why don't we just take the safety labels off of everything and let the problem solve itself?

Guo_Si> Hey, you know what sucks?
TheXPhial> vaccuums
Guo_Si> Hey, you know what sucks in a metaphorical sense?
TheXPhial> black holes
Guo_Si> Hey, you know what just isn't cool?
TheXPhial> lava?

Cthon98> hey, if you type in your pw, it will show as stars
Cthon98> ********* see!
AzureDiamond> hunter2
AzureDiamond> doesnt look like stars to me
Cthon98> *******
Cthon98> thats what I see
AzureDiamond> oh, really?
Cthon98> Absolutely
AzureDiamond> you can go hunter2 my hunter2-ing hunter2
AzureDiamond> haha, does that look funny to you?
Cthon98> lol, yes. See, when YOU type hunter2, it shows to us as *******
AzureDiamond> thats neat, I didnt know IRC did that
Cthon98> yep, no matter how many times you type hunter2, it will show to us as *******
AzureDiamond> awesome!
AzureDiamond> wait, how do you know my pw?
Cthon98> er, I just copy pasted YOUR ******'s and it appears to YOU as hunter2 cause its your pw
AzureDiamond> oh, ok.

Reverend> IRC is just multiplayer notepad.

Sonium> someone speak python here?
lucky> HHHHHSSSSSHSSS
lucky> SSSSS
Sonium> the programming language

[TN]FBMachine> i got kicked out of barnes and noble once for moving all the bibles into the fiction section

Sui88> 67% of girls are stupid
V-girl> i belong with the other 13%

ckx> women ask for it
ckx> they act all old and mature
ckx> and then you stick your cock up their ass
ckx> and they get all bitchy
ckx> "I"M ONLY 13, I'M ONLY 13!!!"

by> Is there anyway I can tell the world I'm an idiot?
Seven7> Of course, just type your name, where you live and your confession
by> Kk
by> I am Mark Duval of Belgium, and I am an idiot
by> ?
by> Now what?
Seven7> Don't worry. It's done

h|tler> HOW THE FUCK CAN YOU TELL THAT I'M 13 BY LOOKING AT WHAT I'M WRITEING?????????????????????????????????????????????????????

_kr4m3r> so many fucking criminals, its bullshit
foniks`> heh, if we sent all the criminals to some empty continent and just left them there to die
foniks`> and showed up like 50yrs later like, "sup?"
foniks`> whatd u think they'd say?
FoSZoR[bg]> something along the lines of, "G`Day mate"

studdud> what the fuck is wtf

LordChewy> so my dad found my porn folder
LordChewy> and he was getting all pissed
LordChewy> so its all like "does this surprise you? i'm not stupid you know"
LordChewy> "i know dad"
LordChewy> "what do you have to say for yourself?"
LordChewy> at this point i stare at him straight in the eyes and say "C:Documents and SettingsRickyMy Documentsfaxessent faxes"
LordChewy> and he just shut up
kingKahn> what is it?
LordChewy> its his porn folder

Raven> I tried setting my hotmail password to penis.
Raven> It said my password wasn't long enough. :(

DmncAtrny> I will write on a huge cement block "BY ACCEPTING THIS BRICK THROUGH YOUR WINDOW, YOU ACCEPT IT AS IS AND AGREE TO MY DISCLAIMER OF ALL WARRANTIES, EXPRESS OR IMPLIED, AS WELL AS DISCLAIMERS OF ALL LIABILITY, DIRECT, INDIRECT, CONSEQUENTIAL OR INCIDENTAL, THAT MAY ARISE FROM THE INSTALLATION OF THIS BRICK INTO YOUR BUILDING."
DmncAtrny> And then hurl it through the window of a Sony officer
DmncAtrny> and run like hell

Fulgore> whats the complement to a 43 degree angle?
sparks> My you're looking "acute" today
Fulgore> fuck you

frank> can you help me install GTA3?
knightmare> first, shut down all programs you aren't using
frank has quit IRC. (Quit)
knightmare> ...

NHBoy> I broke my G-string while fingering a minor :(
rycool> ...
NHBoy> I was trying to play Knocking on Heaven's Door.
NHBoy> Oh well, time to buy new strings.

omg its zack wtf> my math teacher staples burger king applications to failed tests

Mikkel> If you went camping and you got REALLY drunk with your friend and you
woke up the next morning with a condom stuck up your ass would you tell anybody?
Celestya> i dont think so
Mikkel> Wanna go camping?

smxsy> i wonder if alien races show off to each other by seeing who's got the biggest prime number

LilGCube740> are you from a dif country
|STeReOtYpE|> portugal
LilGCube740> u speak poor english
LilGCube740> i speak poor spanish so its all good

reptile-> The first time hypr opened a box of Cheerios and looked inside he yelled, "OH WOW! DONUT SEEDS!"
hypr> wtf are donut seeds

drmason> there was this one time I was wanking to porn...
drmason> ... I kept a javascript tutorial open in another window so my parents didn't start wondering why I was always on the desktop with no windows showing
drmason> so I'm just about to splurge when I suddenly hear my dad coming up the stairs
drmason> alt-tabbed to the other window and tried to pull my boxers up... computer stalled JUST THEN as my dad was opening the door
drmason> I just stood up and was like "fuck... dad this honestly isn't what it looks like"
drmason> and he glanced at the screen and said "I sure hope so because it looks like you're masturbating to a fucking javascript tutorial"

Raize> can you guys see what I type?
vecna> no, raize
Raize> How do I set it up so you can see it?

+kritical> christin: you need to learn how to figure out stuff yourself..
+Christin1> how do i do that

Pax> I wish my lawn was emo, so it would cut itself.

@AntiHeiss> friend of mine went to jail last night
@AntiHeiss> he probably isn't getting out for a while
%The_Coolest> y?
+Enyo> why?
%The_Coolest> :o
@AntiHeiss> it was a girl cop, she was pretty cute too
@AntiHeiss> she said anything you say can and will be held against you....he sat there for a while and said 'tits'

(maddox@) I just thought of a joke, I don't know if someone has already made this up, but here it goes: What actor would Christopher Reeve be if he could trade places with anyone? Christopher Walken

new york knicks #4 - nao me demito

Daniel Moura | @ Novabase | 5P0R71NG

[Sporting 0-5 Bayern / Bayern 7-1 Sporting]

Interlúdio #4 - superliga amorosa, época 2007/2008

.pré 26 de julho de 2001 -> período de adaptação no relacionamento com as gajas. no fundo só me safava se as gajas ou tivessem desesperadas já (porque eu nunca avançava pra não comer um corte à frente dos amigos) ou se eu tivesse todo fodido. doutra forma não tinha coragem nem confiança pra fazer nada mas fingia sempre que não tava interessado, que era um gajo bué selectivo. funcionava, os meus amigos acreditavam.

.26 de julho de 2001 -> depois de 2 anos a cortar pulsos, com bulimia nervosa e 10 tentativas de suicídio, comprometo-me com uma madeirense, nem sequer sei pra quê.

.29 de julho de 2007 -> numa viagem de interrail que fiz, ao passar pela polónia, que é à base de gajas maradas por tugas e latinos e não sei quê, tamos numa discoteca - a Carpe Diem II - e vejo o ruben a se meter com uma gaja, a Paulina, e como nunca posso perder uma competição para ele, meto-me com a amiga dela, a Zuzanna, ignorando por completo que tivesse algum tipo de relacionamento com uma madeirense. isto serviria naturalmente como boa desculpa para finalmente a madeirense acabar comigo, se ela assim o entendesse.

.30 de julho de 2007 -> ligo à madeirense a lhe informar do sucedido, certo de que dispunha de armas mais que suficientes para sentenciar a nossa relação. para meu descrédito ela reage bem confundindo-me ainda mais acerca do que é que as gajas pretendem numa relação.

.30 de julho de 2007 -> conhecemos um par de mexicanos, o José e o Fernando,primos entre si, no hostel onde ficamos na primeira noite, o flamingo.

.31 de julho de 2007 -> uma vez saio do hostel tutti-frutti e tá lá uma nota toda paneleira que a gaja, a Zuzanna, tinha deixado, com nome e número de telefone e que me queria encontrar e não sei quantos. finjo aos meus amigos que não tou interessado, para não os desiludir, mas fico satisfeito pela ego trip. equaciono usá-la para me alimentar o ego durante a estadia.

.31 de julho de 2007 a 6 de agosto de 2007 -> sou perseguido por uma polaca lunática, a Zuzanna, que idealiza uma vida a dois para mim e para ela após aquela noite inesquecível que tivemos no Carpe Diem II onde nos deixamos levar pela loucura e demos uns beijinhos e dançamos um bocado, como os futuros cônjugues fazem sempre como ritual de acasalemento inaugural.

.31 de julho de 2007 a 6 de agosto de 2007 -> astutamente verifico que os mexicanos acham a polaca, a Zuzanna, atraente e então trato de tentar incuti-los a ela mas ela por alguma razão obscura tem-me como objectivo claro e único. o meu ego agradece a cracóvia pelo refill de borla (de borla quer dizer custou-me a madeirense, pronto) mas tou enjoado de tudo isto, pressiono os meus colegas de viagem a deixar cracóvia pra trás.

.6 de agosto de 2007 a 25 de outubro de 2007 -> sou alvo dum bombardeamento diário de inquéritos, por todas as vias de comunicação possíveis, por parte da madeirense. sinto-me como um suspeito de terrorismo em guantanamo.

.26 de outubro de 2007 -> após ter falhado em explicar uma série de acontecimentos infelizes relacionados com o verão de 2007 , a madeirense decide pôr termo à nossa relação de exactamente 75 meses, de forma justificada no meu papel de observador neutro. até porque a relação já não dava mais nada à mesma, nem sequer tinhamos sexo já, foi bem visto.

.28 de outubro de 2007 -> recebo uma mensagem electrónica da polaca, através da rede social facebook, informando-me de que não irá esperar mais por mim (*sigh*) e que entretanto ter-se-ia comprometido com um dos mexicanos com quem teria travado conhecimento no verão de 2007, na polónia, por intermédio de mim, enquanto o tentava incutir a ela, contra a sua vontade. respondo-lhe a dizer que a minha namorada acabou comigo, a ver se a puta ficava com remorsos por se ter deixado beijar tão facilmente.

.31 de outubro de 2007 a 28 de fevereiro de 2008 -> dá-se o processo normal. acabamos mas continuamos a nos comer, particularmente com a ramada e em acto de desespero, já que tavamos destreinados a engatar pessoal nas discos. o terminus duma relação acaba por revitalizar a vida sexual do casal concluo. devo confessar que nesta fase ainda acreditava que era possível primeiro que o benfica fosse campeão e segundo que a pudesse aguentar até julho, altura na qual contava já ter perdido uns 7 ou 8 kgs.

.1 de abril de 2008 -> ela diz-me que anda a comer doutro gajo e que agora quando tiver com a ramada e nao tiver engatado outro gajo na disco vai pra casa dele. pergunto-lhe se ele é melhor que eu na cama ela diz que ele é diferente. tento arranjar formas de interpretar aquilo para além da óbvia. entretanto continuo sem conseguir engatar gajas na disco, tou de volta às origens.

.2 de abril de 2008 a 20 de julho de 2008 -> período de retiro, dedicado à aprendizagem de outras culturas, com dois estágios em madrid.

.20 de julho de 2008 -> recebo um pedido de couchsurfing de duas alemaes. uma delas é das mulheres mais atraentes com quem já tive qualquer forma de contacto na minha vida. contudo tava farto de ter estrangeiras a andar dum lado pro outro da minha casa em calçõezinhos apertados e nunca comer nada porque primeiro nao conseguia e depois porque achava mal um anfitrião se atirar a uma hóspede. ciente do sofrimento extremo que me poderia causar ver esta em particular em vestimentas impróprias para a nossa moderada cultura, decidi ignorar o pedido e conservar a minha sanidade mental.


.21 de julho de 2008 -> antes de jogar PES 6 mostro ao Ruben fotos no couchsurfing da tal alemã e ele pressiona-me a aceitar o pedido. usou argumentos convincentes, o que me irrita sempre profundamente nele. observou que eu não tinha nada pra fazer até ao interrail começar e que ia andar atrofiado e não sei quantos. depois ainda gozou de mim a dizer que eu ia acabar com a que achava atraente.

.21 de julho de 2008 a 29 de julho de 2008 -> andei pra cá e pra lá com o gryn e elas às costas. divertimo-nos, ela e o gryn claramente tinham um caso. o way envolve-se com a outra alemã, numa boa acção de wingman pró gryn. o gryn, sabendo do meu interesse por ela, poupa-me dum desgosto.

.30 de julho de 2008 a 2 de setembro de 2008 -> período dedicado à aprendizagem de outras culturas, com estágio em 36 comboios no leste e sudeste europeu. o way aprende a falar italiano. mantenho contacto com a alemã, ela percebeu que tinha interesse por ela e tá a me responder, por piedade.

.3 de setembro de 2008 a 28 de novembro de 2008 -> gasto a totalidade dos dias a jogar à bola, ir ao ginásio ou falar com a alemã na internet. para isso tenho naturalmente que faltar às aulas e neglegenciar a realização de trabalhos e projectos. não tenho tempo para tudo. entretanto experimento uma cena. não funciona.

.28 de novembro de 2008 -> aterro em berlim. o way veio mas ainda cheirava a raviolli da semana que tinha passado em itália, antevê-se tragédia emocional nas hostes germânicas.

.16 de dezembro de 2008 -> comporto-me como um anormal durante toda a duração da visita. finjo que perdi o meu bilhete de volta e ela deixa-me ficar em casa dela mais uns dias, já depois da restante comitiva ter partido. o meu sistema neuronal exulta. neste dia peço lhe garantias quanto ao nosso futuro. assinamos contrato a prazo.

.2 de março de 2009 -> vivo repartido entre lisboa e berlim, onde tenho uma relação séria de comprometimento com uma alemã que me pediu para ficar na minha casa em Lisboa, à borla, durante o verão, pedido ao qual eu acedi, por pressão do Ruben, e com a qual mantive contacto electrónico ao longo de todos os devaneios próprios contextuais/sazonais que pautaram o meu verão de 2008; a madeirense vive repartida entre arroios e a graça, por motivo dum relacionamento que encetou com um colega de trabalho natural de vila franca de xira, num estabelecimento de diversão nocturna, em Lisboa; o way vive repartido entre lisboa e roma, onde tem uma relação não séria de comprometimento com uma italiana que conheceu no verão de 2008, no sul da europa; a Zuzanna, a polaca, casou-se - no méxico - com o Fernando, um dos mexicanos que lhe apresentei e com o qual não queria nada pois pretendia que eu ficasse a viver com ela na sua terra natal.

.2 de março de 2011 (previsão) -> vivo repartido entre o cemitério de lisboa e de berlim, onde pensava ter uma relação séria de comprometimento com um alemã que eventualmente me pediu para deixar de a perseguir, pedido ao qual acedi, por pressão da polícia alemã, e com a qual mantive contacto físico forçado ao longo de todos os devaneios próprios emocionais que levaram à minha execução sumária no verão de 2010; a madeirense vive repartida entre arroios e o lux, por motivo dum relacionamento que encetou com uma beatbox natural do taiwan, no ebay, na internet ; o way vive repartido entre roma e napoles, onde tem uma relação de superioridade hierarquica com uma italiana que conheceu no verão de 2008, no sul da europa; a Zuzanna, agora mexicana, casou-se - pela 2ª vez - com o José, o outro mexicano que lhe apresentei e com o qual não queria nada pois pretendia primeiro que eu ficasse a viver com ela na sua terra natal e depois que o Fernando a acolhesse ad eternum na sua habitação em Monterrey.

hall of fame #17 - sem classe nenhuma

Filhipe diz (17:24):
fds essa é tipo, preferias ter sida ou cancro?
it's Pedro diz (17:24):
eu preferia ter sida
it's Pedro diz (17:25):
pq pelo menos quer dizer que fodi

19 Dezembro 2008, Madrid (30 horas 3 cidades - Part II)

Recomendação: ler Part I primeiro

(...)

em Madrid, conheci a Astrid e passamos pra 19

Acordo sobressaltado com a minha execucação eminente: sinto uma presença electromagnética duma aparelho qualquer. por breves centímetros (cá está, pioneiro literário) só me ocorriam à análise mental duas hipóteses: ou eram os supracitados serviços secretos alemães a me catalogarem para efeitos de posterior arquivo legista ou a CIA ia me meter a camera pelo rabo como parte do programa ECHELON de controlo de fluxo informativo. que do meu ânus sairão informações mais relevantes para a evolução da geopolítica mundial do que da boca ou dedos (era digital) da grande maioria da população parece-me uma perspectiva segura. só não tou ainda preparado para sacrificar a minha virginidade anal (nada de piadinhas) em prol da vida de pessoas, mesmo que tenha precipitadamente declarado o contrário no meio do terror à partida de Berlim.

infelizmente, apercebi-me após inteligentemente ter aberto os olhos para auscultar o ambiente, a verdade era mais dura do que ao que imaginará momentos antes. não era o jorge gabriel a apresentar o natal dos hospitais mas eram as pitas espanholas, armadas com uma daquelas câmeras digitais que conspurcam a arte da fotografia em filme, a me fotografar anteriormente a dormir e agora em sonoras gargalhadas pelo facto de me terem acordado. o mundo faz pause. pára tudo diz o einstein, o deus da física. nisto sinto um acesso manancial de energia negra a me penetrar por todos os orifícios à excepção do anal (opção literária que não põe em cheque a minha segurança relativamente à minha masculinidade), gerando um tufão atómico dentro do habitáculo do avião. o universo acelera furiosamente em movimento giratório centrado no eixo do meu umbigo ao ponto de me transladar o cerebrelo para a vesícula biliar, como aconteceu ao josé carlos malato à nascença. a mim pede-se me um desenlace agora que estamos no clímax da tragédia espanhola. à moda antiga, sem A nem B, puxo a colatra atrás para aplicar um straight jab no repugnante nariz espanhol da mais próxima de mim. por me acordar. pelo tratado de tordesilhas (comeram-nos bem com áfrica, provou-se nos últimos séculos). pela dinastia filipina. por valença. pelo campeonato da europa. pela furia gay espanhola. pela poluição gay nos rios. pela pronuncia gay. pelo favor ao mundo heterossexual. enfim, não foram suficientes razões. congelo em pleno gesto. um rasgo de discernimento situa-me na vida: neste momento sou já um suspeito de crime na alemanha (por riscar um carro com V's... como se eu fosse escrever V's num carro, de todas as letras). seria demasiado duro para os meus pais em época natalícia lhes explicar que estava referenciado tanto pela polícia alemã como pela espanhola. suspiro e sinto que defraudei as expectativas. tantos efeitos especiais e o caralho e eu armo-me em paneleiro. podem-me enfiar a camera pelo rabo agora comento chistosamente comigo próprio. como resposta o realizador concede-me o deprimente regresso à realidade a elas a se rirem e a segregarem outras emoções jubilosas com interjeições inspiradas, tou convencido, em aves de capoeira. tive vontade de lhes oscular às duas como que servindo de mensageiro da fortuna com que foram abençoadas mas aos dois dias de namoro com a alemã seria inapropriado. aterramos no aeroporto de baratas. estamos em espanha e está sol.

tou vestido a preceito para explorar a antártida e tá sol. que sorte a minha que os casacos não cabem dentro da mala, que já transborda bocados de tecido pelas costuras. há coisas piores: algures nos últimos meses decidi que tinha piada (pessoalmente) se não só fosse o mcgyver do século XXI mas também um energúmeno. para isso arranjei um neologismus que soasse cool e que simulasse que se tratava duma filosofia de vida. sou carefree. muito louco. acéfalo. ainda por cima é nome de marca de pensos higiénicos. mas pelo menos fui coerente e agi consoante a pancada. não tenho telefone nem o número de telefone do João, um supra viajante que trabalha em madrid e que noutra memorável ocasião me serviu de anfitrião, juntamente com uns ex-amigos que tinha, o cabeças, gryn e bruno (tou a brincar bruno). olho para um mapa chegado ao interface do metropolitano no aeroporto. sei que a casa dele se situa a leste (literalmente) do parque del bueno retiro, porque outrora ficamos presos lá dentro do parque à noite com o grau e tivemos que saltar as grades, o gryn tendo rasgado as calças no processo. verifico o nome das zonas à direita do parque. goya e ibiza, o nome dum pseudo artista e o nome duma pseudo party island. decido escolher a que me suscitar memórias musicais primeiro. instantaneamente oiço o som do pop & crack dum vinyl nas minhas costas. olho para trás. tão cerca de 20 funcionários do metro de madrid dispostos em forma de coração. dos altifalantes do metro repercute a voz "próxima estación, eivissa". o preto com ar gay que forma o vértice do coração estala os dedos "e uno e dos e tres". "WOOOOOWW WE'RE GOING TO IBIZA" os funcionários coreografam e do coração passam a formar os contornos geográficos de ibiza num único movimento homossexual e concertado. "WOOOOOOOW BACK TO THE ISLAND". mudam para um copo de martini. "WOOOOOOOW WE'RE GONNA HAVE A PARTY". mar mediterraneo. "WOOOOW IN THE MEDITERRANEAN SEA". a cara do rei juan carlos. e por aí fora. uma performance cintilante em toda a honestidade. convenceram-me.

mas calma ibiza fica em madrid? pensava que era uma ilha no mediterraneo mas também os atlas que lia quando era puto tinham vários erros. não tinham vários países que sei hoje que existem da sic notícias e a russia parecia exageradamente maior. talvez se tenham equivocado com ibiza e esta seja apenas um bairro de madrid. ou entao uma ilha num lago em madrid prai. pago 2 euros para o metro e reparo que, embora asseado, o metro de madrid é provavelmente o mais claustrofóbico com que já tive oportunidade de privar momentos de intimidade transportativa. talvez isso explique porque razão seja o terceiro mais extenso do mundo (se formos a acreditar nos panfletos propagandeantes) atrás de NY e Londres, totalizando 271 Kms de vias férreas subterrâneas. efectivamente pouparam na altura dos tectos e na amplitude dos túneis/estações para que pudessem chegar a mais sítios. astutos, os engenheiros de caminhos e canais. isso trás contrapartidas de variante grau de gravidade, dependendo das nossas convicções políticas. ao chegar a mais sítios e nomeadamente zonas suburbanas de baixo custo habitacional estamos a permitir que cidadãos com menores posses, geralmente imigrantes, usufruam de todo este nobre sistema de transporte. isso pode heterogenizar em demasia o ambiente dentro das carruagens e talvez até retirar algum brilho à excelência tecnológica que patenteiam por todos os poros electro-mecanicos. na realidade, se adormecesse na carruagem e acordasse repentinamente seguramente pensaria, em primeira instância, que me encontrava numa qualquer cidade inca do século XIV (para os menos versados historicamente a cuzco da actualidade serve). curiosamente mudo na estação de colombia. essa sei que não fica em madrid. nao faria sentido anualmente centenas de pessoas tentarem transportar cocaína de avião da colômbia para a península ibérica se a colombia ficasse justamente na península ibérica. há gente para tudo, quero dizer, basta olhar para intelectos como o george bush, jesualdo ferreira ou francisco stromp para perceber que a mente humana é capaz das maiores barbaridades imagináveis mas um povo que inventou a paella ou o opus dei parece-me "francamente" (haha) capaz de mais (é uma fria análise, não é um elogio).

saio então em ibiza e espero ser recebido por uma atmosfera veraneante e aberta sexualmente, com estrangeiras ricas - ou deseperadamente a tentarem no aparentar por 15 dias na vida - a se passearem em bikinis, trikinis e fios dentais enquanto mitras do sul de espanha, com bonés com padrão em xadrez e t-shirts estampadas com o número "69" à frente e a sempre hilariante expressão "de puta madre" atrás, oferecem drogas sintéticas com 2% de pureza em troco de vivas e eternas amizades. tenho pastilha elástica que comprei na alemanha, o que poderá resultar para ludibriar garinas de nacionalidade americana mas pouco mais. tenho também a minha mala que pode servir como arma de arremeso contra britânicas obesas e depravadas. aquelas com glândulas mamárias de 20 kgs cada lado (só deus sabe o que anda lá dentro daquelas sacas, pode ser qualquer coisa, leite, castanhas, petróleo, a maddie... até universos paralelos admito). foi com grande excitação então que emergi do subverso dos transportes públicos da capital de espanha. aliás, depois de uma hora em madrid, já contagiado pela arrogância das suas gentes, para mim já era a capital do mundo. aliás, a única cidade do mundo, a cidade à qual todos os 5 milhões de habitantes do universo chamavam casa. não há música, nem praias, nem estrangeiras de bikini às bolinhas amarelas. em vez disso há uma rua com uma plataforma pedonal com duas filas de árvores no meio e caminhos rodoviários de duas vias de cada lado. há prédios com uma altura média de 6 andares a encerrarem os limites da rua. há o Dia, cinco pastelarias por metro quadrado, uma quantidade brutal de peugeots e 9 em cada 9 indivíduos aparentam ter mais de 65 anos. tiro um momento para pensar: queres ver que ibiza fica em lisboa e eu nunca soube? a prova dos nove: olho para o chão. no chão não existem defectos caninos e a calçada está obssessivamente alinhada perfazendo figuras geométricas perfeitamente regulares. não estamos em lisboa seguramente. vou a um mapa e certifico-me do nome da cidade "ayuntamiento de madrid". já aprendi mais qualquer coisa, sei agora o nome oficial de madrid. ibiza é mesmo um bairro de madrid mas em vez de ser um local de diversão e lazer para as massas juvenis é um complexo para reformados com 5 por 5 quarteirões.

agastado fisica e emocionalmente enceto a minha procura pela residência do João. cruzo-me com uma idosa que se movimentava com o tronco a formar um ângulo constante de 45 graus com o vector normal à terra. sinto pena e compaixão. a minha bioquímica está me a trair. conviver 24 horas por dia, mesmo com os melhores amigos, pode ser um exercício penoso e saturante pelo que preciso duns momentos a sós da minha mala e fecho eclair para reestabelecer o meu habitual patamar emotivo de indiferença ao próximo. necessito urgentemente de encontrar a casa do João e me isolar na casa de banho a me esbofetear ao espelho. faz-te homem rapaz, insisto pessoalmente. se bem me lembro, a partir desta rua onde nos sentamos por uma ocasião a degustar vodka económica com red bull sugar free (finanças e calorias sempre factores determinantes este ano), o kubiko dele é acessível facilmente. tento me orientar pela memória, ignorando o que os meses consecutivos de aniquilação neuronal possam significar para a sua fidelidade, e acabo, na primeira tentativa, à porta do prédio correcto e afirmativo. sei disto por referências. há um hospital ao fundo da rua (foi aliviante notar isso na altura porque ainda tinha resquícios de hipocondria) e um café de ar intimidatório para jovens estudantes desprendidos das convenções sociais da classe média alta para cima. são 11 da manhã e é quinta-feira. elaboro um fluxograma no caderninho cor-de-rosa que ela horas antes me tinha dado quando lhe pedi um bloco para escrever durante a viagem, gerando micro discussão quanto ao facto de eu achar que era um bocado gay. João (initialize) -> vive aqui? (variável = hospital, café | decisão = sim) -> está em casa? (variável = quinta-feira, não é estudante | decisão = 95% probabilidade não. verificar tocando à campainha. se não funcionar contactar) -> sei o número e letra do flat? (variável = neblina mnemésica | decisão = não) -> sei o contacto? (variável = facebook, telefone | decisão = tenho o número dele no facebook. procurar internet café e cabine telefónica.). grato aos ensinamentos de excelência que adquiri no Instituto Superior Técnico (arrepio) em cadeiras como algoritmos e estruturas de dados, consegui me situar e ser capaz de descrever analiticamente o problema e deduzir a sua respectiva solução. formalizei o facto enunciando um novo teorma.

Teorema de Madrid : Dado "entrar em casa do João", sejam "ele tar a trabalhar", "eu não saber o número da porta", "eu não ter telemóvel" e "eu ter o número dele no facebook" pertencentes ao domínio da minha estupidez contido no espírito carefree. "encontrar um internet café" e "encontrar uma cabine telefónica" constituem soluções correlacionadas de "entrar em casa do João". a demonstração é trivial e fica como exercício para casa.

num nível teórico, como é normal, estava em controlo, fruto das minhas supremas capabilidades analíticas. a aplicação interplanar teoria/prática nunca foi, contudo, uma virtude que de dispusesse aos magotes. na realidade, e a título de exemplo, apesar de me considerar particularmente conhecedor da moral e dos bons costumes raramente o consigo demonstrar no lamacento relvado vital onde explano o meu futebol argentino. é como se fosse um miudinho à saida da escola que em vez de ir para casa deu a mão ao hedonismo e ainda hoje tenta resistir timidamente, meio fascinado, meio confuso, à tentação. dito isto não consigo deixar de meter uma bola com a mão quando me apetece, não consigo deixar de fazer uma ou outra rótula saltar a quem merece, e a mim o que os comentadores dizem nem aquece nem arrefece (vai buscar manuel alegre, pensas que és o único que consegue liricizar o mundano futebol?). de volta à terra e descortinada a solução teórica teria obviamente que agir em conformidade com o que o mcgyver do século XXI faria: nada. encaixei-me então num dos degraus da porta de entrada, a inconsolável mala a meu lado, e imagino o João a sair do trabalho lá para as 7, talvez mais tarde, perdendo-me em cenários martirizantes, habilidade que evoco cada vez que preciso de auto-estima. isto porque acabo sempre concluindo que sou um indivíduo áspero e de carácter extremamente forte para poder aguentar torturas deste calibre. cerca de 10 segundos volvidos a porta abre. um indíviduo aparentando ser o cantiflas e com um tempo melódico de fala ainda mais piano que o meu observa que não posso permanecer naquele local porque dificulta a passagem dos inquilinos. meço visualmente a largura da escadaria de entrada e ocupo, numa estimativa dura comigo próprio, um quarto do espaço disponível para tráfego pedonal. percebo o que ele quer dizer, o que me leva de volta ao espelho daquela casa de banho em berlim. é inapropriado estarem ursos à porta daquele distinto complexo habitacional. levanto-me pacientemente como tantas vezes o fiz contra a minha vontade por ser tolerante às crenças, convicções e convenções de todos os outros 6 biliões 999 milhões, 999 mil e 999 seres humanos à face da terra. viro-me, no meu fleumático mais kara davis, e revelo-lhe a razão para o meu posicionamento estratégico nas escadas, se calhar ele até me pode ajudar. o cantiflas é o porteiro daquela merda concerteza saberá em que andar vive o João. ele diz que não vive nenhum João no prédio e que o único estrangeiro que vivia lá era um italiano que tinha bazado nessa semana. seguramente o flatmate do joão concluo e transmito para descrédito do patusco mexicano. trocamos ideias em tom gradualmente mais intenso. noto que não se trata somente dum despique argumentativo mas também, e cada vez mais, dum showdon a ver quem fala mais devagar. ambos sentimo-nos incomodados por partilharmos a mesma particularidade, uma característica que nos distingue da maioria da população. as palavras reverberam-se das nossas cordas vocais a uma velocidade absurdamente baixa e com tendência a piorar. visualizo as ondas sonoras a se propagarem e contorcerem pelo lúgubre hall de entrada em câmera lenta, como que contracenando uma cena de mais uma sequela súperflua do irmãos wachowski. acabamos, catalizados pelo entusiasmo competitivo, a protagonizar uma autêntica conversa entre trissómicos, já totalmente ignorando a génese do argumento. declaro-me unilateralmente o vencedor e ele acedeu mas penso que porque não percebeu o que eu disse. sinto-me mais único que nunca mas continuo com o meu problema inicial.

tamos em madrid, seguramente haverá um internet café ao virar de cada esquina argumento auto-divinamente, de ego inflamado pela minha mais recente vitória competitiva. dobro uma duas três quatro cinco seis mil esquinas e já tou em goya, subindo pela narvaez acima. é meio dia, tou há uma hora à procura dum internet café e não o encontro. só vejo estabelecimentos comerciais a se auto proclamarem bodegas. divago sobre se esta forma de masoquismo comercial funciona. se sim então os consumidores espanhois devem ser sádicos, o que explica as touradas, a monarquia e a ETA. simpatizo com esta forma de marketing, afinal de contas eu próprio tenho os meus acessos de masoquismo ocasionalmente três ou quatro vezes por dia quanto me corto nos tornozelos pra ninguém ver. às vezes vejo jogos do sporting e espero até ao paulo bento falar no flash interview. já fui ao estádio também. o que me trás de volta à necessidade de insultar alguém. apetece-me todo e qualquer transeunte mas é tudo à base de velhadas que ao mínimo sinal de desequilíbrio ambiental entram em combustão espontânea. preciso de luta e não posso matar ninguém por enquanto. (...)

18 Dezembro 2008, Berlim (30 horas 3 cidades - Part I)

olha, consegui... podia dizer que nao foi fácil e essas merdas mas a verdade é que durante a maior parte das horas não tive de fazer o frete de falar com alguém e me relembrar continuamente o quão anti-social sou em primeiras abordagens, o que foi refrescante.

em Berlim, pão de lim e é dia 18

farto de introduções prossigo: tudo comecou há 25 anos mas para aquilo que interessa serve fazer o spawn histórico às 4 da manhã do 18 de dezembro live aus berlin. naturalmente nao preguei olho só a catalogar as diferentes tonalidades da pele dela quando iluminadas pelo reflexo nebuloso da luz metropolitana. contudo rapidamente percebi que só tem uma: é a do amor (brutal pedro). de qualquer maneira, após concluir isto dá-se o inevitável e o telemóvel dela começa a bombar som com a mania que é um despertador - eu à primeira nota, como que mostrando que sou um gajo decidido e sem meias merdas, dou-lhe um beijo levanto-me e vou tratar da minha higiene pessoal. normalmente salto este passo mas penso que esta é a tal e portanto quero a impressionar suprimindo o meu odor biológico com um de maior apreciação sensorial, de acordo com os mais recentes cálculos matemáticos (mel e cereais, aloe vera, mango com batatas e por aí fora). desejo profundamente a máquina de barbear do cabeças, pareço um urso de peluche mas não tão querido, tipo do género do estilo do bruno aleixo. ainda assim quero dar uma última imagem digna da minha estética mas não tou a ver hipóteses. desisto dessa ideia, como sempre, e volto à base. absorvo as direcções que ela me transmite para o aeroporto: vindo dela, naquela voz, parece um poema do baudelaire mas de natureza invertida (leiam - eish que arrogante assumir que não perceberam!). de qualquer forma sempre soube, secretamente, que ia lá parar ao aeroporto mesmo sem direcções, safo-me sempre. tenho a certeza que no meio do catujal sem água e sem mapa chegava ao seixal num dia, provavelmente arrastado pelo para-choques dum type-r kitado. considero-me verdadeiramente um mcgyver do século XXI, mas sem aquele cabelo paneleiro e cujo único instrumento é a casualidade positiva de processos (ou sorte, para os intelectuais). ela não tendo ainda conhecimento deste meu talento particular optou por escrever as direcções numa folha de papel. um gesto sensato, descobri mais tarde.

é assim neste clima de dúvida pessoal que me despeço e deixo para trás uma mala (sim o truque de deixar algo para trás como as gajas fazem, mas a 3000 km de distância - uma variante inovadora que idealizei), alegadamente porque não consigo pagar o seu bilhete (11 euros ainda são 5 + 6, em portugal ou no zimbetname). ela sorri quando faço o truque portanto acho que ela percebeu, o que foi bom ter sorrido então, digo eu para o meu fecho eclair. ele nao retorquiu, como é hábito, mas senti especial empatia, sabia que ele tinha percebido e ambos nos sentimos confortáveis com o silêncio, como os verdadeiros amigos fazem por cliché. era tempo de despedida e eu continuava incrédulo de tudo o que se tinha passado no últimos três 52 avos de ano (obrigado por lhe terem pago). por outro lado era a nossa primeira despedida e não sabia como proceder: largava-lhe um linguado e um apalpão na nádega ou ficava-me pelo abraço e chocho cerimoniais? deixei as coisas correrem, go natural over rational li uma vez numa cosmopolitan no dentista. granda merda go natural o caralho, demos um abraço, um palavrão e um beijo (o que equivaleu ao mínimo do meu rational) e féfé varanda arrancava deixando bikini preto pra trás. como queria outra oportunidade de despedida pró apalpão joguei reconditamente o meu passaporte para cima da cama e ao chegar à porta simulo o esquecimento do passaporte. funcionou. quem me dera ter me lembrado de fazer isto com as minhas chaves de casa também... com efeito, elas ficaram em berlim na mala que deixei, por legítimo lapso de responsabilidade. "só para aprenderes a não te armares em engraçadinho" ecoam na minha nuca as sábias palavras dum deus desconhecido (desculpa o plágio ó john - que não é porque falta o "a" antes, chupa). despeço-me dela então com um olá inverno de berlim e penso nas épocas climáticas e como ou tá muito calor ou muito frio nestes dias. conclui que o outono e primavera foram cancelados sem aviso prévio, depois de 3 biliões de épocas de sucesso. uma pena já que ambas as séries climáticas eram apreciáveis , tendo sido galardoadas inclusive com músicas celebrativas alusivas (lembro-me de repente da primavera das felores ou do dia do pão pror deus) e que de certa forma faziam uma transição adequada e de gradiente mercurial razoável entre as mais polarizadas (e não nos vamos enganar a nós próprios - populares) "verão" e "inverno". toda esta divagação dá me tempo e espaço de me perder no tempo e espaço, tenho comboio da estação de Sudkreuzfelt-Jakob (aha inventei um bocado do nome, qual?!) às 5 da mantina e os 30 minutos que demorei a sintetizar todo o raciocínio das séries climáticas pareceram-me suficientes, pelas indicações, para me cruzar com a estação (até porque ela disse que era a 10 minutos). o mcgyver do século XXI decidiu então fazer o que sabe melhor: esperar que alguma coisa aconteça. dito e feito: aparece uma humanoide com, seguramente, pracima de 100 enfeites epidermais de todos os géneros e o cabelo daquela cor que na Luz não é sinónimo de nada. falo do verde. infiro que uma pessoa com um nível de avanço tecnológico tão grande deverá falar toda e qualquer língua do mundo e então abordo-a em inglês, língua padrão para relações intergalácticas. ela diz "follow me" mas não percebi bem para que lado tava virada pelo que esperei pelo seu movimento. felizmente, o ser humano tem um sistema de controlo diferencial com retroacção pelo que foi me possível rapidamente me situar quanto à direcção e sentido da sua locomoção. mesmo assim ainda suspeitei para mim próprio que ela pudesse tar a andar de costas. era perfeitamente possível que até possuisse visão nocturna pelo olho do rabo. na alemanha, com siemens, mercedes e o bayern de munique, são todos dados a esses gadgets tecnológicos, vi na televisão. mas isso era irrelevante, só queria chegar à estação da s-banhos para me despachar para o aeroporto mas era, porque perder o avião pela 2ª vez, embora uma opção largamente preferencial do ponto de vista inmonsional não era razoável familiarmente por um lado nem viável financeiramente por outro. ok lá chegamos sem trocar mais palavra. arrependi-me: podia ter perguntado em que fábrica ela tinha sido produzida pra comprar uma igual para o meu irmão quando ele fizesse 16, em vez dum helicóptero telecomandado ou o pro evolution soccer 2016 mas escapou-se-me a oportunidade e também não sou grande coisa em inglês. imagino de qualquer forma que seja de marca branca pois não apresentava em nenhum sítio a etiqueta de produto aprovado pela união europeia.

convergimos nesta minha imagem já lá dentro: "danke schon" espremo por entre os lábios timidamente, à espera da reprovação quanto à pronúncia por parte da minha adjuvante mas ao invés solta um condescendente "ja! very good! tschuss...". boas maneiras na programação, que têm na alemanha. tudo muito giro só que preciso de saber se ainda venho a tempo do malogrado comboio que principia o meu regresso desta viagem nupcial e não tenho nem relógio nem telemóvel. felizmente os arquitectos do complexo ferroviário suspeitaram que poderia ser útil a alguém saber as horas naquele espaço e dispuseram, numa quantidade talvez exagerada, de relógios atómicos pelas paredes e tectos de cada sala. é uma medida ardilosa no sentido em que assim asseguram-se de que até os mais desconfiados podem ter a certeza sobre a vizinhança temporal em que se encontram, podendo consultar pracima de 10 relógios diferentes no espaço de 1 minuto (se calhar até chegam ao último e ficam baralhados porque tá 1 minuto adiantado em relação ao primeiro e voltam a verificar: ciclo infinito... ah e outra coisa já pensaram como se pode dizer no espaço dum determinado tempo e nunca no tempo duma determinada distância? chamem a PJ pode ser que decapitem mais um inspector-geral e com sorte em 2012 tou no lugar). tou a 5 minutos do comboio e, consultando as minhas românticas notas, descubro que não estou na plataforma correcta. movimento-me e ponho-me em posição. o comboio vem. hesito em me mandar para a frente da massa metálica em movimento rectilíneo uniforme, como resposta aos recentes acontecimentos mas achei que seria inconsistente com o argumento. se isto é o reality show secreto que penso que é tenho que estar agradecido a quem o produziu, e a melhor forma de o demonstrar é tornando a minha vida mais interessante, continuando vivo. a figura do meu cadáver desfeito nos carris no distrito berlinense de schoneberg seria uma perspectiva interessante para as audiências mas eu tou seguro de que consigo fazer melhor.

meto-me no quimboio e vivo 40 minutos cinematográficos. um flashback retrospectivo dos acontecimentos que se tinham passado nas últimas semanas, mas com contornos poéticos, edificando nostalgia mas sem ser suscitada por uma música que ouvimos, como é hábito agora e outra vez, mas sim pelo trak trak dos carris (e tantas memórias dos diferentes trak traks pela europa) e o meu reflexo nas janelas interiores do s-bahn, desta vez sozinho com a minha espectacular mala preta com rodinhas comprada quando eu era puto, em março deste ano, no aeroporto de newark, desta vez todo vestido. imagino o quão humano e bonito seria se eu vertesse uma lágrima mas deixo-me de utopias e lamento o tempo perdido a invocar na imaginação músicas de kelly family e o cabelo do rui santos. saio do comboio e faço me à estrada. não tenho tempo para baboseiradas, sou um viajante nato que despreza facilmente as emoções que o enraizam a pontos geográficos. sou o mcgyver do século XXI caralho. no aeroporto nada de particularmente interessante se passou à excepção de que não encontrei revistas noutra língua que não a alemã. nem time nem newsweek nem usa today. comprei pastilha elástica que acaba por ser a mesma coisa mas é preciso mexer os maxilares. assim ainda queimo umas calorias e fortaleço as bochechas, facto que estou seguro me trará maior aceitação feminina. não que a procure actualmente, só pra que conste oficialmente.

como se sabe mascar estimula o sistema neuronal, particuarlmente quando se trata de mascar produtos com origem na alemanha e então divago dentro do meu limitado alcance racional: só tenho comigo exactamente duas coisas: um passaporte e um cartão multibanco. e é o suficiente pra viajar na easyjet. que me custou 80 euros com return trip, lisboa-berlim (ok fodi essa viagem mas originalmente foi isso). bons dias que vivemos, a mobilidade é tão fluída dentro das fronteiras da nossa ex-CEE que até me apetece abrir as portas da minha casa a qualquer personagem que o peça pela internet e seja do sexo feminio e tenha uma figura invejável. foi assim que conheci a minha futura ex-namorada. foi assim que vim aqui parar, e por causa dos meus pais também. entro no avião, sento-me irreflectidamente num lugar, o primeiro que me chamou ( <3 free seating). erro crasso. calho com duas pitas espanholas com a mais estridente e nauseante pronúncia madrileña. e tinham bebido red bull ao que parece. loucas. desculpem-me o estilo special one mas parecia-me que queriam travar conhecimento com o meu cabelo. num acto de vingança por todas as miudas que nunca se meteram comigo quando eu era novo por causa do tamanho desproporcionado do meu nariz e da separação nos dentes fui parco em palavras e interacção. também porque não tinha paxorra de as aturar. também porque tinha sono. e também porque tinham poucas mamas. nisto entra uma banda punk toda maluca. foi a primeira vez que vi ao vivo uma banda mista, de humanos e animais. o ouriço cacheiro era claramente o guitarrista, e trouxe-me memórias infantis felizes da minha primeira namorada, a jacqueline, com quem namorei em troca da sua megadrive pra jogar ao sonic. o coitado foi a raspar com os espinhos no tecto do avião o que lhe valeu a atenção da cabine inteira, não fosse alguém não ter notado que ele não era um convencional passageiro da vida. tou certo que todos ficaram na dúvida se se tratava dum entidade suprahumana qualquer. um suíno, por outro lado, fazia-se valer pelo à vontade com que se expressava em altos decibeis, para que ninguém duvidasse da sua superioridade enquanto ser especial de corridas. decidi perguntar se algum deles me sabia explicar o que era o niilismo e como se enquadrava na filosofia punk da banda. responderam que não apreciavam futebol, e foi o mote para retirar nenhuma conclusão. com isto o filha da puta do comandante começa a falar em língua germanica e prolonga-se. imaginei que nao constituisse o protocolar abstract que fazem a cada voo e tive bem uma vez na vida para além daquela em que decidi beijar a polaca (todos concordamos). de facto comutou para o anglo-saxónico e ilucidou-me quanto ao motive: tinhamos peso a mais para a bagagem que tinha sido registada. não sei precisar se fui o único mas soltei um grito histérico de pânico. imaginei as brigadas vermelhas italianas a fazerem o avião a explodir sobre solo francês por causa da cabeçada do zidane e imediatamente pensei em como o melhor seria abdicarmos de toda a nossa liberdade individual e privacidade pessoal com vista a combater o colossal monstro da ameaça terrorista. até cameras pelo meu rabo acima podem meter, solto tourreticamente em voz alta, confundido pela desordem emocional. é então perante este cenário apocalíptico que somos informados de que terão que retirar todas as bagagens do avião e contabilizá-las. na eventualidade de não serem identificadas as malas que estão a mais, todo e cada passageiro terá que identificar a sua própria mala lá fora, em condições sobrehumanas de temperaturas abaixo dos zero graus, sem comer e sem beber durante 20 mintuos, caso contrário será alvo de execução sumária pelas forças especiais alemães. para os judeus a bordo a identificação da mala não é um requisito para a execução, adicionou o comandante de forma redundante. esperamos de mãos dadas ao longo da totalidade dos 5 minutos que se seguiram e finalmente o alívio: só os judeus serão executados e as malas que tavam a mais só tinham notas de 500 euros (eram deles). dou graças a deus por não ser judeu e indago sobre a possibilidade desse deus a quem agradeço ser o mesmo que o dos judeus. faço rewind na cabeça e penso noutra coisa rapidamente, certo de que os alemães poderiam dispor dum aparelho de leitura de mente qualquer. penso no benfica e vem me logo à cabeça execuções sumárias outra vez. tou perdido no pensamento. levantamos vôo, às 10 horas tamos em merdrid e tou tão partido disto tudo que vou seguramente dormir, mas com um olho aberto, não por causa da camera no rabo mas por causa das STASI e a possibilidade de detectarem telepaticamente o meu pensamento semítico erróneo. (...)

Fait diversos #6 - Pet society love triangle


deitou soporíferos no copo de coca-cola que ofereceu ao Yebda e eis o resultado... e a Yuka em casa à espera...

Só para terem noção do quão promíscua é esta Masha.

*estudos norte-americanos dos anos 80 revelam que os pets moldam-se à personalidade dos donos*

hall of fame #16 - i know what you mean

it's Pedro says:
domingo o sol ja volta
it's Pedro says:
vai ao meu lado num airbus a319 cor de laranja e branco
it's Pedro says:
(foda-se, tou mesmo diferente)
it's Pedro says:
(ja digo coisas bonitas e humanas)
it's Pedro says:
(tou me a tornar num ser repugnante)
Mike says:
da-lhe mais uns anos de relação voltas ao normal

hall of fame #15 - tudo faz sentido agora

it's Pedro says:
outra coisa num tom mais leve
it's Pedro says:
andas a mandar mensagens ah minha namorada mas o que eh esta merda
it's Pedro says:
vamos a ver
it's Pedro says:
se atinas
it's Pedro says:
pq ando a tomar estoiroides
it's Pedro says:
e deixo-me levar da breca num apice
it's Pedro says:
vezes sem conta volta e meia la tenho eu que vir com a mesma conversa
it's Pedro says:
ja com a eli era a mesma coisa, aniversarios, natal, tudo servia pra te fazeres ao bife
it's Pedro says:
tenho dito
Mike says:
campos já te dissemos pra parares com essa merda , a faye não existe é produto da tua cabeça volta pra lisboa que os teus pais já tão preocupados contigo

new york knicks #3 - die cabecas hat-trick

"Moi o " Inevitável " it's back on sunday with more fantastic gols...." Cabecas

referente ao scoring streak de q goza no momento no torneio masterfoot.

3 rubriquas e 3 intrenassionalizassoes pra cabessas.
e faz o truko do xapeu. eh vredadeiramente o rei, tanto no campo como nus nikx.

inivitavelmente el numero uno.

Fait Diversos #5 - parecido









Traducao, do alemao para o ingles, da palavra madeira.

O Yahoo anda com tiques de activismo politico.

new york knicks #2 - febre do futebol

"Não há nicks a chamar nomes ao Paulo Baptista?" Pipe

evidencia uma capacidade sarcástico-inquisitiva fora do vulgar para um rapaz de 15 anos. A recém-descoberta argumentação retórica, assimilada a partir dos manuais escolares de filosofia de 10º ano e talvez adquirida também parcialmente a partir do gordo da turma - regra geral o mais evoluído a nível humorístico - é totalmente explanada nesta questão provocadora. É geralmente acompanhada por um sentimento de satisfação brotado do auto-reconhecimento de genialidade na questão circunstancial e venenosa. Extraordinariamente, este apoiante do FC Porto em particular vem, de forma sistemática e consistente, aplicando esta aprendizagem ao longo dos seus últimos 11 anos. Aos 25 anos, continua a apostar numa fórmula vencedora, e porque não?

"Cri Cri Cri Cristianooooo Ronaldo, e os seus abdominais tablete!" Sophia de España

nick celebrativo alusivo à conquista do troféu FIFA World Player of the Year 2008. poderia também ser um anúncio dum chocolate qualquer.

Hall of fame #14 - tá com o cio

Bar Nº2, em Lisboa. Tou a trabalhar como o gajo dos copos, numa das minhas missões pela pista de dança à procura de copos perdidos sinto um toque no ombro. Olho para trás é uma cota aparentando os seus 50 anos.

- Olha, desculpa, como é o teu nome?
- Pedro...
- Queres me lavar os copos lá em casa amanhã? Dou-te 50 euros...
- Vou pensar...
- Ah mas não precisas de fazer muita coisa, eu tenho máquina de lavar e é só carregar no botão...