em Agosto de 1995, na casa do meu primo Rodrigo na Camacha, encontrava-me no auge do meu acne, como se pode ver na ilustracao à direita. paralelamente, levantava o papagaio com regularidade e, naquele mes de verao na camacha, quando nao era sensible soccer no 386, era masturbacao dupla (nao recíproca) inspirada no filme pornográfico da semana, powered por um primo mais velho que vivia tres casas abaixo, o freitinhas. a segunda era largamente a nossa actividade preferida, mas tamos a falar duma habitacao que contava com um agregado de 5 pessoas comigo e portanto nem sempre era apropriada a prática da modalidade. como dizia, numa tarde de agosto de 1995 estavamos a ver a película com - discutivelmente - o melhor argumento que já vi, em plena televisao da sala de estar. o filme chamava-se rabos e rosas e a ideia que sublinhava a história era a de um actor que se fazia passar por um personagem que queria comer uma gaja pelo cú, mas ela tenho a certeza que nao era actriz, era daquelas mesmo que fazem aquilo sem ninguem lhe pagar, porque era depravada e bué boa. o destaque contudo tava no alt rabo que ela tinha, mas msm alt rabao daqueles dum gajo levar as maos à cabeca, olhar um para o outro e dizer rindo nervosamente "foda-se será que vamos comer um rabo daqueles durante a nossa vida inteira?". nao, nao vamos rodrigo, é a resposta que já posso dar aos 26 e que serve para o resto, mas se vires bem é tudo um buraco, no fundo a forma nao interessa, é só um detalhe suportado pela sociedade moderna, é o conteúdo que é importante. de qualquer maneira o actor tinha o intuito, ou desejo, como quisermos, de possuir a rapariga de forma anal. a rapariga, nao contente em ser possuida à canzana, como era de seu timbre e gosto, ainda inventou um jogo em que ele para ter livre acesso ao seu anus teria que antes de tudo lhe deixar a ela (a rapariga) enfiar rosas pelo rabo dele (o actor) acima. daí rabos e rosas, um título particularmente sugestivo. isto naturalmente para dois jovens impressionáveis cria uma envolvencia de sublimacao hormonal invulgar e entao tanto eu como o meu primo tivemos que nos fazer à vida. seguiamos para a habitual exibicao autosexual segura quando nisto a dona maria, avó do rodrigo, sempre em pezinhos de la como lhe era característico, faz a sua introducao dobrando a esquina, sem aviso prévio. escusado será dizer que tanto eu, como o rodrigo como o próprio aparelho televisivo nao estavamos à espera deste desenlace e que, como tal, fomos muito pouco plásticos na reaccao. se a televisao continuou mecanicamente a sua producao, eu e rodrigo congelamos por uma décima de segundo antes de levarmos as maos às calcas e proceder ao reatamento da normalidade relativa naquela sala. a dona maria em resposta a todas estas circunstancias, como mulher sábia e experiente que era, fez a sua retirada sem soltar qualquer comentário ou esbocar qualquer sinal de anormalidade perante a situacao. nunca mais uma palavra foi referida em relacao ao assunto.lissao devida: há situacoes para tudo, e portanto, masturbar-se deve ser reservado para momentos de intimidade segura, como no banho, ou, se tivermos namorada, para quando ela tá na escola. se for no banho, cuidado com o ralo. se nao tiverem cuidado com o ralo, digam aos colegas de habitacao que tao constipados. a determinada altura de qualquer forma a acumulacao de esperma e cabelos será tao espessa que o ralo entupirá. nessa altura é necessário proceder à remocao do complexo biológico e é preciso decidir quem deverá proceder a essa remocao. à priori vitimizem-se exagerando no impacto que tem o cabelo da namorada nos ralos de todas as pias e banheiros da casa, em acto de prevencao para situacoes deste género. depois poderao sempre alegar stress cumulativo para nao terem que meter maos à obra que meio fizeram. nao tenham remorsos, ela já tá mais habituada a lidar com aquilo de qualquer maneira. nao se esquecam que é ela que vai lá com um bocado de papel higiénico deitar tudo pra fora. é uma decisao dificil para a mulher, tomar a pílula.


