meia crónica - Berlim, Munique, 4 a 7 de Outubro de 2012 (fentodancing)

Porque já li a internet toda e ainda tenho mais meia hora pra procrastinar vou contar uma história baseada numa história fictícia ().

Um dia não apareço ao trabalho os primeiros 3 dias da semana porque vou apostar as 20h cerimoniais nos últimos 2 mas que depois na quarta decido que a vida é \____/ (um recipiente) e que o preenches ou com º\o/º (água) ou com oOo'''/oOo_____|8|_____oOo\'''oOo (sonhos). Imagina que penso assim: os sonhos parece que nunca cabem no recipiente, são tão grandes e compridos e a água é necessária à sobrevivência, como faço? E lembro-me: se há uma merda que aprendi da análise matemática é que qualquer quantidade discreta ou contínua limitada ou ilimitada pode ser dividida numa infinidade de partes de tamanhos arbitrários. Depois penso fogo não há nada que não seja ou limitado ou ilimitado, e então os sonhos pertencendo indefinidamente a um dos conjuntos, podem com toda a certeza ser divididos em partes de tamanhos arbitrários. E EU DECIDO: VOU DISTILAR SONHOS AO LONGO DA VIDA EM VEZ DE TENTAR SEGUIR UM ÚNICO QUE REQUIRA UM INVESTIMENTO DESMESURADO AO LONGO DUM PERÍODO ALARGADO DE TEMPO EM QUE EM PARALELO AS MINHAS ESPECIFICAÇÕES FÍSICAS E MENTAIS SE DETERIORAM. E depois digo que que sa foda eu vou à oktoberfest este fim de semana sim ou sim e faço mitfahrgelegenheit com efeito imediato.

Na sequência desta decisão largamente ponderada eu tenho de me encontrar com um gajo que só fala alemão às imediações de Berlim, numa bomba de gasolina da ural, e acabo a chegar 15 minutos atrasado e sem telefone o que em conversão para o fuso horário da etiqueta alemã dá 3 horas portuguesas. Depois uma carrinha de 9 lugares com os vidros fumados aproxima-se de mim e pergunta do que é que eu tou à procura e eu digo "procuro dividir os meus sonhos em micro-etapas de concretização pessoal". E ele deduz, "vais para munique, não é"? E eu digo para uma plateia imaginária "este gajo percebe-me" mas NVR digo "já" mas lido em alemão e sem acento. Imagina que a porta da carrinha se abre sozinha e que eu salto para o único lugar disponível, e que os outros 8 ocupantes inspecionam-me como se dum mísero imigrante duma etnia a condescender me tratasse.

Já fui embora várias vezes de Berlim, se bem me lembro, qualquer coisa como 37 vezes em 3 anos, 38 com esta, e 39 com a última a um sítio que na altura em que escrevo isto vou fingir que ainda não fui porque caso contrário pode sugerir que isto não foi escrito à kerouac. bop bop pob. Cada vez que vou embora sou remetido para a minha partida de Lisboa, a última antes das outras todas que não foram a partir da cidade em que residia. Porque é que sou remetido para essa viagem? Porque ainda tou lá, eu ainda tou em tour, ou em detour, do ano referência de 2008, e tudo ainda é medido nessa escala. Em termos do que à física da topologia das decisões de vida concerne, eu estou no limite da elasticidade dessa escolha, a escolha de estar a prolongar a responsabilidade de prioritizar a vida e o desenvolvimento humano antes do meramente funcional.

Nesta carrinha houveram várias fases e graus de divagação. A primeira sempre a que me vejo refém inicialmente - porque como ox outrx todx, sou um gajo com uns circuitos standard muito bem definidos ao nível da superficialidade. Há gajas boas: 3/3 são 8/10 would bang. 4chan - lembro-me das redes sociais e de como os putos dominam as tendências sociais de vanguarda, porque têm tempo, espaço e resultado para drenarem energia em direções e sentidos originais. out of da box e a importância do pensamento lateral mesmo na resolução criativa de problemas de carácter analítico. Como se desenvolver pessoalmente no sentido de se criar uma máquina hiper-produtiva, tudo-conquistadora, multi-disciplinar, multi-tarefa, altamente empática e activa nos tempos livres, ao mesmo tempo que protagonista principal em episódios redundantes de aparente [Editado: aparentemente para aparente] devastação racional. Como não render a vida às motivações latas ao trabalho.
Como gerir o tempo? 24 horas por dia são 48 horas menos do que aquilo que seria adequado ao que quero fazer. 25 horas é o ciclo diário dum humano alienado da luz solar, sincronizado com o período de rotação de Marte. Porquê? A importância de citações em alegações, a leniência na confirmação de factos, a sobre-dependência na consulta de factos na rede infinita de informação. A adaptação do cérebro ao que 'e mais útil de se lembrar evolucionariamente' - o favorecimento na memorização dos sítios onde se pode encontrar informação sobre a informação em si. Porque é que estamos em Jena? Onde o Robert Enke nasceu, onde as lentes carl-zeiss são produzidas, onde [Editado: typo] ocorre a maior agregação de NSUs do Alemanha, firmemente encaminhada para um período reiterativo da intolerância e xenofobia que caracterizaram a história do país. Que cidade de merda. O enke explicado mas lentes não percebo ainda.

O gajo precisa de ajuda a carregar umas merdas para um sítio qualquer. Saimos dois ou três, tenho zero paxorra pra falar com alguém, porque o contentamento e a actividade social podem ser adiados, não é necessário ser agora, não preciso de ser feliz e proactivo agora, vai dar muito trabalho aguentar a máscara e tou exausto, vamos adiar a vida por enquanto. Mas carregar merdas é na boa, não é preciso falar e é sempre recompensador ajudar alguém em troca de nada. Em troca de nada porque os 20€ que lhe vou dar foram estipulados como comodidade suficiente para pagamento dum serviço, não nos devemos nada um ao outro, tudo o resto é bónus e certidões de humanidade e empatia. É muito mais fácil ajudar do que emular empatia.

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O problema da empatia, o problema do riso e o problema da felicidade são semelhantes, e para além disso mas independentemente disso, provavelmente, altamente correlacionados. A intenção no sentido de qualquer um deles constitui *invariavelmente* uma barreira implícita à sua realização. E se concentrar na maneira como se olha nos olhos dos outros, e se concentrar na forma como respiramos ou jogamos à bola - são tudo garantias de disfunção. Há ações e comportamentos sobre os quais a nossa intervenção consciente, seja isso o que for, - quer seja a perspectiva metafísica da alma para o palco da vida real ou o auto-reconhecimento paradoxal em loop infinito que descreve o hofstadter, desenha o escher e compõe o bach -, oblitera. E a auto-crítica ardente e descontrolada encarrega-se de liquidificar o reconhimento de legitimidade humana inerente à manutenção dum ego sustentável. Nunca parei, apesar das minhas mais honestas tentativas (explícitas, verbais) em contra, de querer acreditar na cadeia de feedback social que caracterizou toda a minha vida. O meu ego nunca cresceu alto mas ao invés inflou-se e flutuou alto, sempre em forma embrionária, microscópica, com um estrutura demasiado frágil para ser auto-suficiente a estas alturas. Agora a atmosfera não é etérea, agora os elementos que me sustentam estão esgotados. Ego, precisa-se - olhe, desculpe, só uma perguntinha: com'aks defende?

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Subimos as escadas dum prédio cinzento de 3 andares, decrépito, frio e crú. Um alemão louro frisado de 1,90, figura franzina, olhos glaciais e fato de treino azul-marinho da asics abre a porta. É uma cena de manual dum filme 'sobre a vida depois do muro', na depressão da alemanha de leste reunificada dos 90s. Roupas no chão, garrafas de cerveja em todos os cantos, colchões espalhados pelos corredores e um preservativo usado em cima duma cadeira. É uma casa de estudantes, "só pode ser" penso eu, reconfortado pela segurança que um vulgar dia de semana me dava nesta assunção. Ou isso ou eu sobrestimei a minha capacidade de compreensão das diferentes etapas da vida. Há etapas ou não há? Viver em Jena nestas condições a maioria da vida.. não sei. Talvez seja preciso muito pouco para se ser feliz. Ou talvez esse muito pouco seja muito pouco quando enumerado, talvez seja um muito pouco altamente qualitativo. Mas devem ser estudantes.

(Tou sem fôlego por causa que: sais de banho)

Isto é suposto eu continuar qualquer dia porque como é óbvio a grande cena foi na oktober. Luzes altas:

- Uma lenda que habita em Munique e uma lenda que habita em Paris são expulsos duma casa de putas
- Uma lenda que habita em Paris come um broxe duma GILF, com um cúmplice a encorajá-la vivamente pelo intermédio do velho método de "empurrar a cabeça em precipitação"
- Vários personagens característicos
- Colecionamento de Vinyl dos Supertramp "Ao vivo em Paris" por abandono voluntário do anterior proprietário
- Uma árvore deitada abaixo junto ao rio, trazida para debaixo duma ponte, tentativa de ateamento para efeitos de controlo de temperatura sem sucesso
- Revivalismo PS2
- Um jogo do Benfica em altas, com discussões ramificadas de cariz político, ideológico e existencial
- Cantar incessante, turbulento e em retrospectiva exagerado de músicas do Benfica em zonas residenciais de Munique, na 1ª noite
- O caos da convergência e divergência de histórias, grupos e indiviualidades no mesmo espaço em Am Rosenthal, Munique
- A desorientação total da festa à casa, apesar da geometria perfeita de linha recta ligado os dois pontos
- Schweinshaxe como pequeno-almoço *reloaded*
- José Wars e Mikael Carreira
- Sofrimento no início do 2º dia na tenda
- Quasi-porrada a arranjar mesa, edição 4 contra 7, largamente provocado por um mal entendido no sentido em que os 7 indivíduos mais uma fêmea assumiram erradamente que a vantagem numérica que apresentavam poderia constituir factor desencorajante para atitude agressiva por parte do grupo em inferioridade, prontamente esclarecida com uma curta mas intensa/eficiente/acesa aproximação física e verbalização aberta de sentimentos e intenções. Resultou em equilíbrio de forças e postura generalizadamente neutra em relação ao conflito. Não arranjamos mesa.
- Quasi-porrada a arranjar mesa, edição 4 contra 2, provocação com alegações de que os indivíduos antagonizantes à nossa vontade se caracterizavam por serem pertencentes ao estereótipo alemão cujos atributos incluem uma total ausência de reconhecimento do que significa fazer parte da espécie humana e das vantagens biológicas intrínsecas à coação e entreajuda entre membros duma mesma espécie. Com resultados francamente supreendentes inclusivamente com uma reversão mórbida na postura do grupo opositor, que basculou do snobismo à admiração e vontade em confraternização e que finalmente culminou com uma categórica recusa final do grupo invasor em invadir o espaço do grupo (agora) receptivo por razões de recusa final e alcóol
- Facilidade inexplicável em arranjar mesa, repentinamente
- Montanha-russa no 1º dia no lhimite da sobrevivência
- Regresso com gaja etc
- Regresso no estado deplorável categoria 1b
- Nunca mais como bockwurst na vida
- outras coisas que me vou lembrar pelo caminho
- Dentro da festa: idas iteradas à casa de banho como pretexto de abortagem de flirt
- Dentro da festa: é muito fácil, tudo
- Dentro da festa: Excerto de meia hora numa tenda, no 2º dia de celebração religiosa:


"Imagina que num dos dias em que eu tava na minha 3ª oktoberfest eu me envolvia socialmente com uma girafa (o algoritmo Flirt2.3 tem vindo a consolidar através de testes que as estratégias A1.33b) fingir que não nos lembramos do nome dela; A1.35c) cantar a flieger flied substituindo "flieg wie ein flieger" por "flieg wie ein tiger" e B2.21d) divulgar temporizada e cripticamente informações de caractér pessoal; funciona com um grau de confiança de 7.0+-1.2% em contextos de população feminina sub22 alemã) e que passadas duas canecas a 10€ me dava a revelação do potencial desfecho e começava a ter flashbacks duma terra polaca há meia década atrás e que isto me suscitaria várias tangentes narrativas à realidade pontual e que eu me decidiria pelo caminho menos viajado e faria o abort mission usando a necessidade de ir à casa de banho como efeito-fisga para escapar da gravidade da situação, tal como a voyager II fez em êxodo solar há mais de 40 anos."

huhuhuhuhu


Psychologists Herbert Freudenberger and Gail North have theorized that the burnout process can be divided into 12 phases, which are not necessarily followed sequentially, nor necessarily in any sense be relevant or exist other than as an abstract construct.[1]
  1. The Compulsion to Prove Oneself
    Often found at the beginning is excessive ambition. This is one's desire to prove themselves while at the workplace. This desire turns into determination and compulsion.[1]
  2. Working Harder
    Because they have to prove themselves to others or try to fit in an organization that does not suit them, people establish high personal expectations. In order to meet these expectations, they tend to focus only on work while they take on more work than they usually would. It may happen that they become obsessed with doing everything themselves. This will show that they are irreplaceable since they are able to do so much work without enlisting in the help of others.[1]
  3. Neglecting Their Needs
    Since they have devoted everything to work, they now have no time and energy for anything else. Friends and family, eating, and sleeping start to become seen as unnecessary or unimportant, as they reduce the time and energy that can be spent on work.[1]
  4. Displacement of Conflicts
    Now, the person has become aware that what they are doing is not right, but they are unable to see the source of the problem. This could lead to a crisis in themselves and become threatening. This is when the first physical symptoms are expressed.[1]
  5. Revision of Values
    In this stage, people isolate themselves from others, they avoid conflicts, and fall into a state of denial towards their basic physical needs while their perceptions change. They also change their value systems. The work consumes all energy they have left, leaving no energy and time for friends and hobbies. Their new value system is their job and they start to be emotionally blunt.[1]
  6. Denial of Emerging Problems
    The person begins to become intolerant. They do not like being social, and if they were to have social contact, it would be merely unbearable for them. Outsiders tend to see more aggression and sarcasm. It is not uncommon for them to blame their increasing problems on time pressure and all the work that they have to do, instead of on the ways that they have changed, themselves.[1]
  7. Withdrawal
    Their social contact is now at a minimum, soon turning into isolation, a wall. Alcohol or drugs may be sought out for a release since they are obsessively working "by the book". They often have feelings of being without hope or direction.[1]
  8. Obvious Behavioral Changes
    Coworkers, family, friends, and other people that are in their immediate social circles cannot overlook the behavioral changes of this person.[1]
  9. Depersonalization
    Losing contact with themselves, it's possible that they no longer see themselves or others as valuable. As well, the person loses track of their personal needs. Their view of life narrows to only seeing in the present time, while their life turns to a series of mechanical functions.[1]
  10. Inner Emptiness
    They feel empty inside and to overcome this, they might look for activity such as overeating, sex, alcohol, or drugs. These activities are often exaggerated.[clarification needed][1]
  11. Depression
    Burnout may include depression. In that case, the person is exhausted, hopeless, indifferent, and believe that there is nothing for them in the future. To them, there is no meaning of life. Typical depression symptoms arise.[1]
  12. Burnout Syndrome
    They collapse physically and emotionally and should seek immediate medical attention. In extreme cases, usually only when depression is involved, suicidal ideation may occur, with it being viewed as an escape from their situation. Only a few people will actually commit suicide.[1]

hall of fame in medias res


e tu como vão as coisas?
crescendo profissional, primeiro mês de efectivo, a me preparar filosoficamente para a transição de teso para confortável financeiramente, a tentar perceber o que é que devo fazer com o dinheiro e em renovação social porque toda a gente foi embora - por um lado porreiro porque é tudo novo por outro foleiro porque nesta cidade todos os anos morre uma parte importante do teu investimento social
tu?
começo a sentir a crise de meia-idade e fui ao multibanco e não tenho dinheiro para um descapotável... fodasse perdi a cebça e meti gasolina 98...

agile pesting awkwardness xtreme

tavamos numa conferência, aquelas reuniões "de discussão aberta" períodicas para alimentar o circlejerk da indústria pagas a 600€ por dia por cabeça, quando numa das apresentações uma gaja diz às 100 pessoas na sala para se levantarem, se juntarem à frente da sala e fixarem o olhar nas costas de uma única pessoa dinamicamente, ou seja, seguindo-a se ela mudasse de posição para manter linha de visão prás costas etc. A moral vinha implicita e toda a gente percebeu de início: uma pequena mudança num sistema pode encadear um processo que provoque consequências decisivas na própria estrutura do sistema. Então o pessoal às tantas percebeu que a solução óptima era fazer um círculo que englobasse toda a gente, a 2ª lição - colaboração comunicativa.

A merda é que um dos gajos tava numa cadeira de rodas. um silêncio ensurdecedor e a 3ª lição - por melhores que sejam os processos, o bottleneck é frequentemente humano.

çpoiler traseiro #7 - 500€ p/dia, a Verão

A maior expectativa que eu tinha para este filme era como é que iam condensar 500 dias de verão em 120 minutos de imagens da zooy desgucci. Se se equidistribuissem os dias pelas imagens, teriam de ser justamente 1 dias de verão a cada 15 segundos. Imaginei que por cada dia de verão se fizesse um único plano da zoey, o que a 15 segundos é manifestamente insuficiente para sustentar um período de masturbação contínua, na minha experiência. *ya, aos 29 continuavas a fazer piadas de masturbação e a comentar o que acabaste de escrever a comentar o que acabaste de escrever a comentar o que acabaste de escrever (..) .... {ECO MUITO TÉnUE: e a brincar com metacenas} -- a propósito, a escrever isto pensei em como poderia ter escrito metametacenas e seria tudo bué fácil por causa de "recursividade" mas a verdade é que para "meta" a recursividade só assiste em ordem ímpar, depois pensa melhor nisso.

o gajo convencido que ela tá a olhar pra ele e ela a alimentar o autismo a ver quantas permutações há entre fibonaccis nos números dos andares
Mas voltando ao parênteses, depois no início acabei por perceber que a cena do filme é que o título tem piada porque a gaja chama-se "verão" e acaba por ser um trocadilho o título do filme, tipo "500 dias de verão" mas "verão" é a gaja, portanto 500 dias com a gaja, a sooy dachanel, o que é vardadeiramente genial e digno dum pullitzer ou nobel da criatividade. Isto veio como um alívio considerável porque logo aí um gajo percebe que é capaz de ser só 500 dias de imagens da soja dezchanels, que é o próprio "verão" neste caso, o que simplifica tudo para dimensão 1, até porque continua a dar 15 segundos por cada dia de zoey deschanel e não muda nada pra dizer a verdade.

Entretanto o gajo triste que acredita em amor conhece a zoey que faz o papel duma gaja pós-emancipada tipo helena páginas no junho de 2007 mas + espírito de borla (mas mesmo assim menos que a susan sarandon no brilho do sol eterno da mente imaculada), tipo na onda de que tem um trauma de infância baseado na imprevisibilidade da vida descambando para a destinomania, cuja génese na separação dos pais em período de adolescência nos recupera memórias da não separação dos pais em período de adolescência e última igual atitude perante a mesma temática. Por outras palavras e mesmo ângulo: a premissa tradicional que gera este tipo de proto-personagens complexos tem validade psico-sócio-filos-óficológicamente de √-1.

Aos 10 minutos de filme torna-se então evidente a narrativa - tamos perante um filme de peso leve à superfície mas passível de provocar danos consideráveis em malta insegura do ponto de vista relacional e existencial e provavelmente conduzir ao levantamento das habituais questões genéricas fundamentais todas: Porque é que estou com a Faye? Porque é que estou com a Faye? Porque é que estou com a Faye? Quantas horas vou demorar a lhe convencer que isto que escrevo é tudo na brincadeira e um exercício de antisarcasmo sarcástico desta vez?

Entretanto o filme às tantas vira-se mais para a cena dela dominar intelectual e espiritualmente a relação e o gajo ser um americano reactivo incompetente em particular e um homem de penetrabilidade emocional absoluta em geral - que nojo. Várias vezes pensei em como ele me lembrava vários amigos no sentido em que dada uma gaja de sonho (aquela velha ilusão ultracontextual) caem completamente por ela e tornam-se puppies, inclusivamente renunciando a vidas inteiras e desprendendo-se de âncoras geográficas à pala duma única gaja, que patinhos. Mas é mais fácil acreditar em cenas fantásticas do que insistir em coincidências e na susceptibilidade humana à sublimação emocional-contextual. E para dizer a verdade, porque não acraditar nisso? Senão depois no fim torna-mo-nos todos-nos seres humanos e já não tou a perceber nada do que queria dizer.

A 1:1 ass to bang ratio HAHAH OU bang bang you fucked me down HAHAHA OU 50% bangs + 50% face = 100% BANGS YOUR FACE HAHAHA
Metendo um bocado de estrutura nisto, "e isto foi a cena que mais me incomodou no filme, a inversão dos papeis naturais de segurança e superioridade masculina contra o de fragilidade e dependência feminina. Se gostasse de ficção científica via o star wards. Se calhar deixo uma pista a mim mesmo para não pensar no futuro que eu nunca fui misogénico e que tava só a brincar, etc."

Depois ela tá a curtir com ele mas não quer nada sério e o gajo eita vamos jogar a este jogo e ver quem se magoa e pela minha experiência pessoal com a joana teixeira do mcdonalds e outras 1 nigth stands eu já sabia que era a pessoa que pergunta sempre "o que é isto" e que ouve sempre o "na boa, não é preciso dar a um nome, não sei não interessa" porque até a um deficiente mental de 3 meses de idade isso é evidente. Aliás no próprio filme utilizaram a presumivel irmã do gajo tonto principal que era nova como conselheira emocional, sugerindo que na realidade é tudo claro como a água para a criançada, é só quando nos tornamos adultos e mais concretamente envolvidos na nossa própria estupidez alimentada por """quantas""" emocionais de níveis mais elevados que tudo se complexifiça.

compraste os candeeiros no ikea, não foi? até que ponto isto pode ser considerado product placement dada a ubiquidade do desenho sueco e será isso só por si uma vitória de marketing
Às tantas o gajo começa a ficar mais pegado à ideia de que eventualmente aquilo vai convergir para uma cena mais convencional com uma categoria tipo namorados ou isso, porque para ele isso é extremamente importante para poder apresentá-la publicamente como pertencente ao conjunto dessa categoria e eventualmente se exibir ao mundo conhecido a cada intervenção social. Uma nota particular para a tentativa bastante fraca do argumentista em explicar a razão pela qual a zoey não queria entrar pela onda da terminologia convencional da relação, tipo chamarem-se namorados ou isso: às tantas o gajo triste pergunta à zoey: como é isto etc e ela retorque "pá, snoopy, a cena é que amanhã eu vou acordar e não sei como me sinto" e isto deve passar com pessoal acima dos 18 porque tá tudo a pensar noutras merdas talvez mais importantes mas para mim e para a presumível irmã do gajo triste isto é óbvio que não é razão suficiente nem sequer necessária para a gaja tentar evitar ali a cena com nome tipo "namorados", porque isto pode acontecer a qualquer pessoa inclusivamente casados e pronto ali acaba-se tudo e portanto na realidade mesmo essa malta assim querendo dar a impressão que fazem isto porque são todos espíritos livre e tal o que acontece é o exactamente o oposto, têm paranóias e complexos e não os compreendem e então inventam explicações clicheadas pra ver se pega primeiro na self-cabeça e depois nos self-próximos. A verdade é que a zoey tava a viver uma situação em que o gajo ya atributos e ya reactivamente dava pra dar umas fodas valentes e aquecer o coração em geral quando ela necessitava mas no fim aquilo era demasiado fácil e enquanto não aparecesse mais alguém tudo bem vamos aguentar os cavalos e não meter nome nisto porque eu não quero é nomes mas na verdade o que eu não quero é me sentir culpada no futuro e posso sempre me salvaguardar remetendo-me para o "eu disse que isto não era sério". Em suma, a zoey tava a usá-lo, e o gajo: patinho. Eu sei disto outra vez por experiência pessoal e sendo eu o gajo talvez mais na média do mundo em todos os aspectos que consigo pensar, só posso pensar que um filme feito para o consumo em massa se baseia em mim como alvo de sucesso comercial/popular.

demasiado fácil, mas alternativamente honestamente parece o olho do rabo dum cavalo
No fim a gaja casa-se com outro gajo de repente e o gajo fica a arder como previsto. Durante esses 20 minutos que o gajo anda dum lado pró outro com a própria gaja a consolá-la lembrei me essencialmente de duas coisas: 1) que já passei por isso apesar de não ter deixado que fosse a ex-gaja a me consolar e puta que o pariu é fodido e 2) será que o gajo na altura se masturbava porque eu tinha uma coleção de 20 gb de porno e da ultima vez que isto me aconteceu apaguei tudo e tornei me assexual de todas as formas inclusivamente na forma duma gaja dar o seu máximo e eu 6.022×1023

Finalmente queria mudar de font 
primeiro porque fiz copypasta 
do valor númerico dum mol de qualquer merda 
doutra página 
e isto mudou a formatação automaticamente

e depois para homenagear aquele tont
aquele que sabe o que a casa gasta
que desde o início avisou para a queda
submetido àquela vágina
o único bro que me fez sorrir no filme realmente

P*******
8 de 10 no imdb porque tinha 7.9, senão tinha dado 7. Por outro lado zoey, por outro lado memórias, 
por outro lado comentário desafiante à axiomática tradicional das relações monogámicas


OLÁ PESSOAL EU CHAM-MM ZOYIE DUCHANNEL, GOSTAM DO TWAILAIT ZOWN?

o café lisboa em berlim

É um pequeno micro cosmos da essencia Tuga e que convém ser consumido em doses nao superiores a 90mn de 15 em 15 dias:

o que parece dono daquilo, claramente gémeo separado à nascenca do Jazus, passa o jogo inteiro a espalhar o seu conhecimento futebolístico e sartezas absalutas para o café inteiro ouvir. Depois aparecem os seus amigos mta emigras da mosca, gel no pouco cabelo e apertada t-shirt Gucci de fazer inveja à irma do CR7. Atrás do balcao temos o Gajo do Norte responsável pelo comando da televisao e que, com sorrido rasgado e colar de ouro ao pescoco, vai informando os resultados dos outros jogos ao minuto. Mesmo sem ver, estive a par do 1-0, 2-0, 3-0, 4-0 e 5-0 do Bayern. Ao que o irmao do Jasus, a cada golo, salientava que o Bayern tá mta forte. E que acardita que venham a ganhar a Champs.

A servir à mesa (juro que já a vi em qualquer lado), a brasileira com tatuagens desfocadas no ombro, que diz Oi? e masca pastilha à la JJ enquanto, como um grande frete, arrasta chinelo entre as mesas.

Por último, mas para além do óscar talvez o highlight do jogo, os alemaes  radicados Benfiquistas na Alemanha. O casal de velhos (ela que estava no Barnsley num jogo qql) com os chapeus (boné ela e chapeu de 5 bicos ele) da memorável expedicao à Catedral em Abril 2001 e mais um alemao ao canto de fato treino vermelho que, também ele, transpira Mística.

Sagres a 2,30eur e w-lan chamada 'Benfica'.
Próximo jogo tou lá.


E Pluribus Muita Unum

Misc - Miscêlaneo - Olheiro de estabelecimentos comerciais

olha, tive a ver tudo e é resumindo para começar o negócio pagas qualquer coisa entre 250€ e 750€ em papelada e taxas e perdes 1-2 meses para tratar disso tudo. Se o negócio for para começar num sítio que já era estabelecimento comercial (comida/bebida) podes começar a exercer logo de início e dão-te 3 meses para tratares da papelada, se não tratares de tudo até lá fecham-te. Em (bastante) detalhe:

Papelada para abrir negócio:
  1. Aprovação de obra da bauamt [Se e só se quiseres fazer obras- Dois exemplos de coisas que eles pegam: Se tiveres uma cozinha tem de ser suficientemente grande, se venderes alcóol é necessário que todo o estabelecimento seja visível do balcão (embora eu conheça muito bares onde isto não aconteça)
  2. Certificado de formação em hábitos sanitários e venda de produtos perecíveis - custa 80€ em alemão e 230€ noutra língua e só tens de te sentar um par de horas a ver um vídeo e dão-te o certificado
  3. Certificado de formação em infeções em estabelecimentos de consumos perecíveis - custa 36€ e é na mesma base do anterior
  4. Comprovativo de registo na Ordnungsamt - é tipo a ASAE, aparentemente fazem visitas regulares mas a verdade é que vou a bares que não devem ser visitados desde a 2ª guerra mundial portanto não sei..
  5. Comprovativo de registo na Finanzsamt (tipo nº contribuinte) - Agência financeira/fiscal do estado (impostos etc)
  6. Cartão de cidadão e passaporte
  7. Registo criminal
  8. Contrato de arrendamento
  9. Descrição da actividade
  10. Planta do estabelecimento na escala 1:100
Depois de meteres isto tudo dão-te no fim o alvará, se tiver tudo bem. Precisas de pagar entre 143€ e 600€ para o alvará.

Rendas:

Pelo que vi as rendas variam de 460€ a 950€. Assim por alto vi dois bons espaços na ordem dos 750€ por mês em zonas boas e seguras (estudantes, artistas), se bem que não em ruas principais. No entanto isso não é muito grave porque muitos dos bons bares que conheço (especialmente aqueles com uma clientela mais fiel, não tanto turística) prefere bares em ruas secundárias para evitar o ambiente populista das ruas principais.

Isto é um exemplo (a 750€ por mês), fica em Kreuzberg, a zona mais famosa para sair à noite:


Importação de bens:

A importação de produtos de dentro da UE é livre e não taxada.

A importação de bens até 450€ vindos de fora da EU é livre, mas a partir disso tem-se de pagar uma taxa de 19% mais uma variável qualquer pela venda do produto. 

A importação do maracujá, em particular, é permitida. 

Numa nota à parte, a fruta nos supermercados cá, em geral, é de bastante fraca qualidade e cara, quase toda vinda de Espanha e sem gosto. Quando têm gosto é literalmente a pesticidas e essas maricadas todas. Há uns mercados turcos que têm fruta de maior qualidade e mais barata mas mesmo assim ainda meia fraquita. É provável que hajam fornecedores de boa fruta mas é preciso ver isso melhor.

Preços locais:
  • 1 Kg de laranjas no supermercado ~ 3€ / 2€ nos turcos
  • 1 Kg de limões no supermercado ~ 3€ / 2€ nos turcos
  • 1 Kg de maracujás no supermeracado ~ 8€ / nunca vi nos turcos
Demografia e segurança:

Há duas demografias principais: os estudantes e artistas, que tendem a partilhar hábitos, e os turistas e imigrantes de 1º e 2º ano, que correm tudo o que tá nos guias turísticos e tudo o que ganhou nome nos últimos 2-3 anos mas que já não é frequentado pelos locais porque ficou "demasiado comercial". É preciso ter atenção para que demografia se quer atrair porque as duas simplesmente não são compatíveis e inclusivamente há alguma hostilidade dos locais autênticos para com os turistas e novatos. Há uns dias andavam uns autocolantes espalhados por Kreuzberg a dizer "Berlin does not love tourists" baseado naquele famoso "I love NY" com o coração.

O centro da cidade é seguro e a criminalidade é baixa para uma capital europeia, apesar de ser a mais elevada na Alemanha. Eu nunca vi pancadaria dentro dum bar ou discoteca e a maioria da porcaria dá-se no meio da rua em zonas de afluência e cruzamento de transportes públicos e mundos (por exemplo em Alexanderplatz onde Berlim de leste e oeste se encontram há bastantes desequilíbrios de classes sociais e culturais e então há sempre confusões). Kreuzberg, a zona mais famosa para a noite, é bastante segura.

Marketing:

É uma cidade jovem, com uma base artística, estudantil, turística e de imigrantes jovens bastante grande. O pessoal procura sempre coisas novas e nesse sentido acho que a poncha deve atrair bastante gente, desde que o espaço e o conceito seja bem divulgado. A malta aqui tem uma certa aversão à forma convencional de se fazer as coisas, portanto grandes campanhas publicitárias ou publicidade mais agressiva é geralmente repudiada 1) porque não é cool 2) porque associa-se à ideia de que o produto/bar não é suficiente bom e então precisa de publicidade agressiva.

Dependendo da demografia-alvo acho que o melhor a fazer é infectar canais da confiança desses alvos, de forma subtil e concertada. Por exemplo publicações artísticas ou estudantis.. a organização dumas festas quaisqueres temáticas lá para fomentar o passa-palavra. 

Pelo que vejo é fundamental que se associe o espaço a um conceito, isso funciona bastante bem aqui. Um conceito engloba um estilo musical predominante ou um tipo de decoração etc. Capaz que para o caso da poncha não seja má ideia o conceito de tropicalidade, com uns sons latinos ou uma coisa assim. Depois não sei se é melhor ser tipo um lounge ou qualquer coisa que se desdobre para uma dancetaria ou uma coisa assim, é preciso ver.

Pelo que percebo os bares com maior sucesso ou são subversivos, ou temáticos, ou sombrios, ou baratos.

Concorrência e pricing:

A noite está saturada de bares e opções mas não há nada como um sítio de poncha portanto acho que logo aí tá identificado um niche importante. Há alguns bares de volta do conceito de tropical, particularmente brasileiros e uma rede chamada Cancun que serve cocktails do caribe etc mas nenhum é particularmente conhecido ou respeitado na noite.

Os preços das bebidas cá num bar são:
  • Cerveja 0.5L ~ 3€
  • Vodka-qualquer coisa ~ 5€
  • Cocktail (caipirinha, mojito) ~ 7.5€
Acho que uma poncha pode-se vender à vontade acima dos 5€ cá, mas é questão de ver melhor isso.

confusio #313 - és buéda presuntoso

finalmente descobri a minha vocação primária como provador de fiambres presuntos e enchidos - sou muito bom mesmo nisso

confusio #312 - UM MUNDO caricaTO

numa nota futura pelo que percebo é importante sublinhar explicitamente a cohabitantes que coleções de qualquer natureza que um gajo possa ter metodicamente acumulado ao longo de digamos 3 anos não devem ser jogadas para o lixo de forma totalmente arbitrária "se faz favor".

por outro lado primeiro isto significa uma útil reiteração do período de desamparo pós-materialista e segundo tenho alt pretexto para beber o máximo número de cervejas diferentes possíveis outra vez.

hall of fame #300 - duríssima batalha dialéctica entre representantes de classes mediáticas distintas



  • 13 minutes ago
    Pedro Campos
    • OKKKKK o zé vem?

  • 3 minutes ago
    Miguel Barros
    • na sei
    • vou-lh enviar sms
    • esse OKKKK é mt a vedeta
    • ve se te acalmas
    • la porque falas pra radio

lavar roupa suja

[pûs roupa a lavar e volto relaxado à sala]

[sou confrontado]

primeira pargunta: a levadoria tava cheio?

- o quê?

a levadoria..

- a máquina de lavar?

sim, tava cheio?

- tava

muito bom, segunda pargunta: quantos detergentis usas?

- usei só um

pronto, já fizeste errado, temos dois detergentis

- sim mas pra lavar cuecas não preciso de amaciador..

e quantos grados puseste?

- ...

hum? quantos GRADOS? HUM? 40?

- sim, 40

40, sim?

- sim

tá bem

22 Semtempedro 2012, Berlin (crónicas sonasol)

Porque o Evangelos Tsoulakidis é um avatar de rating AAA+, decidi aceitar o convite à humilhação social que consistia ir à festa de despedida dele. Isto por causa de gradientes circunstanciais: nem eu me lembro como é que costumava lidar com o circlejerk específico do humor e cultura inglesa, nem eles se lembram porque é que a determinado ponto me elevaram ao plano mitológico dos seus envelopes temporais em Berlim - mas o dogma continua a ser perpetuado. Os mitos nunca morrem, desculpam-se, justificam-se e exaltam-se - porque participar num mito é viver associado a ele, é uma marca de projeção pessoal.

No plano real, talvez eu tenha perdido inteligência humana em função do apuramento da sensibilidade analítica - e isto fez toda a diferença -, ou talvez isto seja mais um daqueles novelos de expectativas e contra-expectativas que eu deixo o inconsciente fabricar enquanto eu penso em merdas importantes e que normalmente culminam com o meu afastamento dum grupo social "para o bem comum" e despersonalização última. A boa notícia é que geralmente isto leva à reinvenção pessoal e tou excitado só de pensar em como vou formar a minha próxima persona pública. Talvez até produza um filho para poder justificar uma mudança radical sem parecer que tou às aranhas. Sou agora um cool dad e a minha prioridade é só programar um organismo a se alinhar com os requisitos da matilha.. 'desculpem pessoal passei à próxima fase mas vou fingir que sou uma vítima das minhas obrigações biológicas/sociais e que isto não foi afinal de tudo um opção'.

Cheguei à festa atrasado como sempre e sóbrio como nunca. Numa tentativa de me alinhar em condescendência alcóolica com a bioquímica delicada da minha companheira de apartamento, bebi o grande total cumulativo de uma garrafa de cidra antes de me relançar sobre a proposição-mor de todas as actividades sociais dos últimos 6 meses: 'pessoal, não tou diferente, pessoal'. A cada ciclo falhado de validação um bocado do ego tormentado pela máquina do passado. 'Antes eu teria tido qualquer coisa boa para dizer agora'. A verdade é que a diferença é que eu antes fazia batota e agora já não faço. Estratégias de manipulação de conversa e técnicas de reciclagem comportamental tipo fingir que ia à casa de banho como ação-ejeção duma conversologia menos favorável com regresso revitalizado pela perspectiva - meia hora de introspeção no espelho para me relativizar à vida e minimizar a importância deste tempo e espaço no universo e depois mais uma vodka de penalty sem ninguém ver e voltava descentrado/positivo.

Nesta festa, passei a primeira hora a falar com o çem, um turco de istambul sobre futebol, corpos celestes e choques culturais, por esta ordem. Passei a segunda hora a divagar sobre o envelhecer, a mudança e as relações amorosas com o andy, um inglês de preston. Passei a terceira hora a ouvir uma dissertação sobre o estado actual do futebol escocês com o derek. À quarta hora deixei-me de paneleiradas e fui para a cozinha beber submarinos de vodka sobre cerveja e participar em desafios inebriados - acabei a comer 4 malaguetas e a tomar três shots de sonasol que, veio-se a ver, foram determinantes na direção da noite.

Foi a primeira vez que tomei três shots de sonasol de seguida em cima de malaguetas e vodkas-cerveja e - muito possivelmente - a última. O que aconteceu depois foi uma queda em espiral pelo submundo da lástima última e absoluta. Acontece que obviamente não me lembro de grande pistola a não ser vomitar furiosamente à porta da casa do hóspede. Independentemente de dar a impressão de ser um líquido viscoso radioactivo, vomitar sonasol é uma mudança refrescante ao habitual, em particular o toque das bolhas de sabão a sair pelos cantos da boca a cada repuxo de vómito é provavelmente agradável ao observador neutro.

A cena é que chamar o gregório é geralmente condição unívoca para a definição do ponto mais baixo duma noite. Às vezes é um ponto de inflexão e às vezes é terminal, mas em raras histórias da noite acaba por ser um extremo relativo, practicamente irrelevante face ao verdadeiro mínimo absoluto. Esta noite foi assim porque eu basicamente a caminho de casa começei a sentir uma dor forte pra cagar e - contrariamente ao que tenho conseguido fazer com relativo sucesso ao longo da minha vida adulta -, não me consegui aguentar desta vez. Depois de sair do eléctrico começei a me queixar à minha colega de apartamento que tava à rasca para me aguentar, apesar de só tarmos a 300 metros de casa. Passados 100 metros dobrei-me sobre os joelhos e, ainda em pé, dei o mote "fuck it.." e soltei raio e trovoada pelas faces anteriores das minhas pernas até acabar com os tornozelos envoltos em diarreia dentro dos nike clássicos brancos por entre "oh my god"'s da faye. Foi monumental e lindo até aí e depois andar os restantes 200 metros até casa com as calças encharcadas e as ruas cheias de jovens foi espectacular também particularmente porque tava me literalmente a cagar pra toda a gente. Logo depois do momento fuck it senti um alívio tal que nada me poderia atingir no mundo nos momento subsequentes.

Subi as escadas para casa a deixar um rasto de destruição. Ainda hesitei várias vezes em tentar salvar as calças mas no fim a voz da fayesciência levou a melhor e decidimos doar as calças à humana. A cavalo dado não se olha o dente, há malta que não tá em posição para exigir. No fim, fiquei com os sapatos. Tiveram uma semana num balde de água com..sonasol e amanhã vou estreá-los no trabalho depois do incidente.

Ah, em minha defesa, li na internet, à posteriori, que sonasol funciona como um laxativo. Pelo que percebo a lição a tirar é que é preciso ter cuidado com timings de deslocações depois de se beber sonasol.

oh paokara...

Hello Nomiko,

I am being offered the opportunity to work internally for Nokia and I am inclined to accept it. I read on the Nomiko contract that it would be possible to terminate the contract by warning one month before, so I would like to do that - I guess that would make me free to sign contract with Nokia from the 1st of November, is this correct? Also, is it possible for the process to be made faster, in any way?

I would also like to say that, if this is confirmed, I am extremely grateful and happy for having worked for Nomiko - everyone was always incredibly competent, nice and supportive so it is with a bit of sadness that I ask to part ways. But I guess this is what it is all about for Nomiko, to integrate potential talents on the job market, and I am very happy to be a successful example of that.

LG,
Pedro

hall of fame - [2009[ a long long long long long way from home [2009] [2009]


System: Connected
System: Searching for a chat partner...
System: A new venter has entered your chat
Venter: hello
Me: hey
Venter: I feel like Im going to bore you
Venter: but thanks anyway
Me: nah
Me: trust me, you won't
Venter: I really like this guy
Me: ok
Venter: but he says my spiritual unconsciousness is weighing on him
Venter: and if it doesnt change we cant chill together anymore
Venter: firstly, I disagree with him on me being so unconscious
Venter: and secondly he is a bit a douche about ie
Venter: *it
Venter: but I really like him and i said that to him multiple times
Me: spiritual unconsciousness
Venter: he just said "he got the point"
Venter: yeah
Venter: he means like Im not really living life and being myself
Venter: because I dont get to do what I want 24/7
Venter: I live in a very religious household
Me: oh
Venter: but yeah.. I feel like if i dont at least try to change this Ill lose him
Me: don't want to interfere with your vent but i don't think anyone in the world can truly do what they want 24/7
Venter: how come
Me: because part of living in a community/society is being tolerant towards others' feelings
Me: anyways, this is something else
Me: so
Me: he's not religious?
Venter: he hates religion
Me: and you?
Venter: I dont really like it either
Venter: I see it to be very fake
Venter: a lot of what I do in religion
Venter: isnt really necessary
Me: yeah, feel the same
Venter: and that is quite a new feeling for me
Venter: I used to think without religion id be going to hell for sure
Venter: now I know that thats just bs
Me: did he trigger these new thoughts on you?
Venter: he did.. I used to think I was going to die a Muslim
Venter: now I know that most of what I was doing wasn't real
Venter: but I still live with a dad who thinks I need to be a real muslim or he cant love me
Me: :(
Venter: Its alright
Venter: thats something I live with
Venter: not every parent has unconditional love
Me: i admire you for being able to rationalize it
Me: you're a great person
Venter: thank you but I'm not really any better or worse than you
Venter: but yeah i feel like Im going to lose this guy
Me: well
Venter: because I cant or wont be able to be more conscious
Me: to me you seem like someone who is on a transition, and who is being rational and reasonable about it
Me: it takes understanding from the other side as well
Venter: and he does understand but he still says things like I don't think youre truly yourself
Me: he's trying to push you further i guess
Me: trying to make you come out of it completely
Venter: I know he means well
Venter: but how can I change if Im not at that point yet
Me: yeah you can't, and no point on rushing it anyways
Venter: because stranger, I have made a lot of changes in my life and yes, most are internal
Venter: for example I dont follow Islam to the dot anymore which is huge for me, Im open to not just marrying a muslim and so on
Me: what's this guy's religious background?
Venter: thanks for listening btw
Venter: Irish catholic
Me: no worries, it's been interesting
Venter: also Im putting my whole family security on the line by being with him
Me: security?
Venter: if they found out I'd be thrown out
Me: shit
Venter: and if they found out that I was having sex with him
Venter: id never be talked to again
Venter: and I'm risking that and I don't care
Venter: its not that
Venter: it just feels like he doesnt like me as much as I do
Venter: like I told him i liked him very much twice
Venter: he said he got the point
Me: i'm a guy
Me: but i think this is valid for both genres
Venter: what is?
Me: that there is this very fine balance between interest and dependence
Venter: can you elaborate..maybe tie it to what ive been saying
Me: once you start feeling like someone depends on you to be happy (even in long term relationships) it kind of wears off passion
Me: so relating to what you're saying
Me: it's probably not advantageous to you to show more interest in him than he does on you
Me: if he says "i get it"
Me: it probably means he's really aware you like him already, he doesn't need any more signs
Venter: I know..it made me feel like shit to be honest.. Im just used to not saying my feelings and he is the first guy who hasnt physically abused me so I just really wanted to be honest with him
Me: fuck... the first guy that hasn't physically abused you? ffs..
Venter: ffs?
Me: for fuck's sake..
Me: just made me a bit sad to read that
Venter: I didnt mean to do that
Me: no
Me: seriously don't worry
Venter: it hasnt gotten me down dont worry
Me: it's just that i don't understand how this happens
Me: but ok
Me: carry on please
Venter: yeah so I never told a guy that before and to be told "I get it" kind of hurt
Venter: maybe Im overreacting
Me: look
Me: i understand you like the guy
Me: do you mind me asking how old are you?
Venter: 19
Me: so, i think something very positive already came out of this.. you are rethinking your life, beliefs etc. No matter what is the outcome, it's important that you have critical thought and try to reach your own conclusions.
Me: at 19 trust me, but really trust me on this, this won't be the only guy you'll really like in your life
Venter: Oh I know that
Venter: I dont think he's my ever after
Venter: I just think he would be a good start
Me: so if you're aware of this i guess you have nothing to lose
Venter: I dont think so either.. and its not like I didnt go for it and say how I felt about him
Me: :)
Venter: but I got nothing in return, he just told me that I should explore more
Venter: and take care of myself
Venter: and not ask him so many questions
Venter: think for myself first
Me: what kind of questions?
Venter: spiritual ones
Venter: I tend to like asking people questions on how they feel/think avout certain things
Venter: out of curiousity
Venter: he thinks its a waste of time that in the end he doesnt know whats best for me..only i do
Me: ok i see
Me: only thing that's puzzling me here is
Me: i can't really see a reason why i would tell someone to stop asking me interesting questions like that
Me: spiritual questions seem to be relevant and interesting questions
Venter: he says that all this talk in the end doesnt get me anywhere
Venter: that I should spend more time finding out
Venter: and less time talking
Me: you think he means to say you're still too attached to your family?
Venter: yea that too
Venter: he thinks they are unhealthy for me
Me: are you the only one in your family in this situation?
Venter: pretty much
Venter: Im the only female muslim in my family
Me: so what's your plan regarding the guy now?
Venter: Hm, I want to keep spending time with him... we have a quality time together but also, on the other hand I dont think Ill be able to change as much as that
Venter: i find him extreme and unreasonable at times
Venter: and I think he sometimes tries to destroy what we have on purpose
Me: why?
Venter: because hes scared..not that he will admit
Me: of what?
Venter: he almost killed himself thats how attached he was in his last relationship... so hes going to the other extreme he wants no attachment and he never wants
Venter: to be so unhealthy again
Me: oh
Me: i see
Me: is he much older than you?
Venter: so whenever even the tiniest thing happens thats off balance he will bring it up
Venter: what is much older in your opinion
Me: very subjective, was just a way of asking how old is he. Much older for 19 i'd say something like 30
Venter: 26
Me: well
Me: as you've implied before, he's probably not in the best emotional state to embrace a new relationship
Venter: and Im amazed how good the listeners are on this wbsite I just wanted to say ..thank you..noone ever just listens to me so it means more than you can imagine
Venter: and yeah I think I know that... its funny how i want a relationship finally and then the guy i find doesnt
Me: :)
Me: Don't worry about that, seriously. You have a great personality, and i'm not saying this cuz i'm supposed to make you feel better for having the listener status.
Venter: can I ask your age..just out of curiousity
Me: i'm 26
Venter: okay, on that note, Im Hannah
Me: i'm Pedro
Venter: nice name, but yeah I guess if he doesnt love you back let him go
Me: i'm sure he's a nice and interesting guy (thanks about the name btw)
Me: but Hannah, there are 7 billion (!) people in the world
Venter: I know, its just its been a while and he's the first guy ive really had a deep connection with since
Me: yeah, that's very important.. and i mean you know better than anyone how to assess the situation but bear in mind that it's not like it's gonna be the last time you're gonna connect with someone
Venter: you speak the truth
Venter: it just hurts to know that things maybe not work out like i would like them too
Venter: I wanted to lose my virginity to him
Venter: but yeah, maybe its not meant to be
Venter: better find out now than later
Me: so you haven't had sex with him?
Venter: nope
Me: ok, was pretty sure you had from what you said earlier
Me: either way it's irrelevant i guess
Venter: what had i said
Me: Venter: and if they found out that I was having sex with him Venter: id never be talked to again
Venter: oh yeah I meant if I started
Venter: like I said
Me: yap
Venter: I was a pretty serious muslim
Me: do you think you'd be in physical danger
Venter: something I never told him that besides the guy who used to force me to kiss him which I dont know if it counts he was my first kiss
Venter: I didnt tell him cause I was embarassed
Me: where i live some muslim women are beaten up because they date non-muslims ..
Venter: my family wouldnt beat me up for that.. i rarely get hit
Venter: but thats just physical
Me: yeah
Venter: lol your listening made me cry.. i know, pathetic..I hardly ever do
Me: wow :)
Me: why? you deserve a listener!
Venter: thanks but I tend to do the listening and regarding this guy who can I really talk to about him..my friends dont think Im ever affected by anything and my family doesnt know
Me: so you're the strong friend who listens and gives advice all the time
Venter: I dont know I couldnt tell you.. all I know is i try my best to be there for people
Me: :)
Venter: but yeah I feel better all though Im not sure what to do about this guy
Venter: part of me wants to hit him the other part hug him
Me: well, whatever you do, be sure to safeguard yourself. I'm sure you'll be alright. You're a smart person. This doesn't mean you won't have to suffer at some point but that's all part of the human conditions.
Me: condition*
Venter: thanks Pedro
Venter: is there anything you want to get off your chest
Me: well, in short, yes, but i don't think it makes sense for you to take it, you have enough to worry about
Venter: Nah its coo;
Venter: cool
Venter: Id love to at least hear it if you like
Me: :)
Venter: even if all i may be able to do is listen
Me: ok so i have a big problem with self-esteem and self-love
Me: thing is i hide it fantastically well
Venter: how so
Me: i put up an act socially and i seem pretty confident and am in general in control
Me: but i can't really get to raise my self-love
Me: i don't know Hannah
Me: it's complex, i have no idea
Venter: hm, I do think we humans tend to have a small amount of idea where it stems from or what its about
Venter: for example is it due to ypur appearance or more your personality?
Me: i think both... but to be honest i don't think that i'm a bad looking guy or that i'm unpleasant. I think it's more that i think i'm just awkward, and that other people might notice it and feel uncomfortable.
Me: but at this age i would expect this to have gone away but it hasn't
Venter: well I dont know you obviously, Pedro but I can say this you have a tremendous heart and are very mature. Personality wise far ahead most 30 year olds
Venter: and maybe do something about it
Venter: even if it just means being more aware of the situations you feel awkward in and your feelings toward them
Me: :)
Me: i think i'm a chronic overthinker, i've had a very analytic education etc. Anyways well i'm sure i'll be fine. Thank you for your kind words :)
Venter: I think so too
Venter: just relax and take things as they come
Venter: advice I should also be following
Me: heheh
Venter: also Im sorry if i overused my listening time
Venter: I was Kanye and listening time was Taylor at those awards
Me: hahah
Me: no
Me: seriously you deserved it, it was something very legitimate to rant about
Me: i'm glad it was me that listened
Venter: Oh me too... if you lived in the area I would have invited you round for a meal
Me: hehe :)
Me: i guess you're in the US or UK, right?
Venter: bit of both really
Venter: but currently US
Venter: and yourself
Me: between Portugal and Germany
Me: portuguese though
Venter: dont tell me you speak German
Me: naturlisch
Venter: haha loving the isch
Me: :D
Venter: i was born there
Me: haha
Me: where?
Venter: Munich
Me: miss it?
Venter: sometimes but I like it here too
Venter: do you have a gf
Me: yeah
Me: sleeping right next to me
Venter: thats sweet
Me: :)
Venter: Im happy for you.. dont ever take the being able to openly have gf's and spending time with them for granted
Me: you're right
Me: how the fuck are you so mature at 19?
Me: you're 35 aren't you?
Me: :)
Venter: no 19 I swear
Venter: I guess its because I grew up very fast and lived a very different way than most
Me: yeah, from what you told me so far it would fit
Venter: but thats just life, it has no real effect on me or my future
Venter: do you study
Me: yeah
Me: kind of boring stuff tbh
Venter: what
Me: i'm a soon to be engineer
Me: electronics
Venter: Oh wow
Venter: Im chemical
Me: chem engineer?
Me: hehe
Venter: yeah.. planning on doing my bachelors in chem, masters in bio then med school
Me: sounds like a very interesting academic path
Venter: whatever feels right you know
Venter: any children?
Me: no
Me: have a younger brother though, i'm 19 years his senior
Me: good to be someone's hero by default
Venter: thats quality, siblings can be quite enriching
Me: do you have siblings?
Venter: I do, two brothers
Venter: Im in the middle
Me: good relationships
Me: have a sister too
Me: 2 years younger
Venter: Nice, and yes for the most part
Venter: my brothers and my mom are quality
Me: :)
Me: are your bros religious as well?
Venter: No, they are allowed to do what they want
Venter: they may even date
Me: shit..
Me: no disrespect but i feel a bit angry with religions that discriminate by genre
Me: and i include catholicism in this as well..
Venter: None taken,and yes its bs.. noone should be discriminated on the basis of something outside of their control
Me: exactly
Me: you seem like someone who would be a redditor
Me: are you?
Venter: what is that
Me: hehe
Me: www.reddit.com
Me: doesn't seem great at first
Me: but it's worth the investment
Venter: alright, I shall check it then
Me: i'd say it's a world forum
Me: for all subjects
Venter: Ill find out if Im a redditor:)
Me: :)
Venter: but yeah, how does it feel to fall asleep nect to a person you love..nice right
Me: feels incredible but it's something you take for granted after a while
Me: like everything else
Venter: yeah I feel you
Me: but it's like a nest.. a safe haven.. no matter wtf happens during your day it's irrelevant after a warm shower and the comfort of spooning
Venter: that sounds beautiful... I hope you never stop showing love
Me: :)
Me: at 19 i dated a girl
Me: for 6 years i dated her
Me: was pretty sure she'd be the one
Me: something happened
Me: and she broke up
Me: then i was pretty sure i'd never find another girl who would make me even reach close to the level of empathy i had with my ex-gf
Me: and love
Me: but after 6 months i found a girl like that
Me: and well it's been a year since we've dated and everything's great
Venter: and you obviously did.. and yeah even those 6 years cant have been a total waste
Me: so basically this to say: we go through phases in which we're pretty sure of shit.. but we're just kids learning about everything. Us, others, society, the Universe.
Me: Nothing's written on stone..
Venter: yeah... things arent static and one should be thankful for what you had and have .. i mean 6 years of love and then another good relationship
Venter: sounds like a pretty good deal, Pedro
Me: I can't complain Hannah
Me: but it's like it's something very rare
Venter: yeah
Me: it's not*
Venter: Oh youd be surprised
Venter: or maybe it is
Venter: and Im just not there yet
Me: pretty sure that's it
Me: you're young as fuck
Me: i'm young as fuck
Me: you're even more
Venter: haha yeah and funnily enough sometimes I think Im not capable of really loving someone
Me: heheheh
Me: you can't imagine how many times i've heard friends of mine (guys and girls) telling me this :)
Me: and 6 months, 1 year, 3 years after they're completely in love
Venter: maybe youre right
Me: do you live in a suburb?
Venter: yeah
Venter: why
Me: i've never lived in a suburb but from what i've gathered it's not the most socially dynamic environment
Venter: I love close to the city thought too.. I dont think its really the place you live in its more who youre living with and how youre living
Me: true
Me: what i meant to say was that some environments are more favorable than others regarding emotional recycling
Me: not sure if this makes any sense
Me: to you
Venter: yeah I think it does.. some environments are more suiyable to thrive in than others
Venter: *suitable
Me: ya, in specific concerning love matters
Venter: as long as Im in a safe environment I can love
Me: somehow i find that very sweet
Venter: its how i feel.. i dont know sometimes i wish i could live more free have a healthy open relationship with a guy be able to share myself completely, mentally physically whatever..without any guilt or whatever
Venter: but then i think.. i could be living like that.. im just not doing it
Me: i'm pretty sure you know there's nothing to feel guilty about
Me: so that's a start
Venter: I feel guilty lying
Me: sure you can feel like you're disappointing your parents (or dad), but i think there's a golden rule here: in case of doubt it's better to disappoint others than to disappoint yourself
Me: ok so you'd don't really picture you have a conversation with your family about this? coming out with your doubts about your beliefs and life philosophy?
Venter: not unless i want to be leaving their household
Me: my grandma didn't talk to me for 2 years
Me: when i told the family i wasn't religious
Venter: how hardcore were they
Me: grandma a lot, parents not that much
Me: once i dyed my hair orange
Me: just for fun
Me: when i got close to my grandma
Me: she held a christian cross against me and called me a demon
Me: told me to get out of her house
Venter: thats crazy
Me: haha, still makes me laugh nowadays
Me: yeah but i always tried to reason with her.. but i mean we're talking about an old lady
Me: it's different in your case
Me: but i grew up going to church every day and well praying every night before falling asleep
Venter: evert day
Venter: wow
Me: yeah but even as a kid i thought it was a bit of nonsense
Me: always was a bit weary of things that seemed too perfect
Venter: I was different .. upuntil last year
Venter: I was a 100 percent convinced
Venter: I was superdevoted to my parents
Venter: there to make them proud
Venter: I never questioned that all of this may not be right
Venter: I was so deeply into it
Venter: its funny how I just realized recently that a lot of physical abuse I put up with should not have happened
Venter: it was unnecessary and built on people's egos and not on reality
Me: i don't understand the physical abuse / religious zeal relationship
Venter: its just about obedience really
Venter: you disobey you get punished
Venter: and it builds up your dependence
Me: shit..
Venter: just imagine someone tying you down beating you telling you through the whole thing that they love you and are doing it for you, then making you kiss them and being all tender with you
Venter: it fucks you up inside
Me: fuck..
Me: i can't fucking believe this happens in the world right now
Me: i mean .. im sure they dont mean bad
Me: its just that they don't know better i guess
Venter: and I dont mean to shock you with this or bring about any effect Im just telling you what its like...and yeah they dont know better usually
Me: so
Me: no matter what happens
Me: this guy will be very important to you anyhow
Me: he basically started this process
Venter: exactly right and I guess we shall see what happens
Venter: Im getting tired Pedro
Me: rest well :)
Venter: Not trying to bail on you or anything..this has been amazing
Me: haha no.. no worries
Venter: youre a great human being and just look around and see all of what you got..no way will you be suffering from low self love after youve counted all your blessings
Me: thank you Hannah, but i think it's something very deep i have.. i should do some psychanalysis sessions or something.. should be interesting
Me: well and i'm really not worried about you
Me: kind of curious of what will happen (or rather HOW it will happen)
Me: but not worried at all
Me: you've been an interesting venter
Venter: thanks, and all i can say is ill live and find out
Venter: do the same
Me: deal
Venter: and we shall reconnect some time soon, if its only subconsciously
Venter: night night
Me: see you :) have a nice life!
Venter: you too