um ano em Agosto, uma ilha no mediterraneo (memoria do tipo "jazuz")

+ vale saltar já pró últimate fotokilograma pq isto é td prosa-superflua (mas de grande nível) pra poder pôr essa RF-erência fotobinária aqui sem dar cana de açucar pra fazer aguardente em casa (note-se a utilização_de váriadias ténicas de quebra de transdução pra emcriptar o 1º parógrafo abaixo de zero - podes usar o que quiseres só te sai esta frase, namorada estrangeira)

olá!

decorria o ano de todas as mudanças, e em particular, a mudança que viria a ser a maior tinha ocorrido por via duma dança no carpe diem II há 3000 anos atrás.

em 2,7 mil eu brincava ao associativismo juvenil, o que me fodeu 93% da vontade de me deslocar ao IST por razões académicas, por razões óbvias, por razões matrimoniais, por razões psicomotoras, por razões de trissomia, por razões de burnout. Mas ao menos mamei dinheiro à pala do tencnico e safei me à filha da puta pra um interrail com guita dos contribuintes. Por ir a reuniões e defender os alunos e isso.


Nisto tavamos em belgrado e apanhamos o suburbano pra atenas por entre choros e remorsos de não termos tentado flash mob gang bang na sanja durante a última noite. Paramos em várias estações das quais destaco por ordem de chegada à memória ruud van Nis , scófia, testalónica, larissa riquelme e umas vistas pro monte olimpico de munique 36. Escusado será dizer que em testa assistimos ao paokara, do qual trouxe um caxecool a dizer em maiúsculas pi-A-o-K o que significa pantestalónicos atlético regressados de konstantinopla. Os testalónicos são loucos pra começar. Era um jogo amigável contra o liforno e mesmo assim amandaram com bués da verylights e torchas.

(antes da simetrização facial, obrigado doutor jones)

Entretanto desde que tinhamos bazado de branco castelo já mais de 30 horas se tinham evaporado sem que tivesse havido oportunidade de recomposição higiénica por exemplo. Eu pessoalmente ainda tava a cajú e everlong mas sobrevivia. As estações de comboio têm sandes de merda, quando me tento lembrar de qualquer coisa morro sempre neste pensamento.

(pat sonha com rúben)

O último comboio de testalónica pra antenas partiu às 22h com 55º à sombra, e não tinha cadeiras mas só beliches. o nosso quarto era partilhado com um indivíduo de raça negra e uma gaja grega in medias res da sua 3ª década, vulgo frustrada. Todos entramos no comboio a apelar ao futuro que não nos reservasse convergência de cabine mas assim foi e 2 minutos volvidos na carruagem o caldo já se entornava. A gaja grega acho que era um bocado racista, e nas montanhas anti-europeista. Olhando pra isto agora assim friamente, a gaja até se calhar tinha razão na cena da europa. O coitado do black dormiu isolado no beliche, há males que vêm por bem e a catinga é bem capaz de ser uma arma contra vários incómodos. O patrício e a grega viveram um romance aceso durante toda a viagem, jogados no chão como almas livres a viver uma efémera paixão de comboio.

(o preto a dormir no beliche, visto do corredor)

Chegamos fortes, com 46 horas de viagem em cima, sem barco, sem dignidade e não vimos a acrople. Porque fomos directos pró porto de recreio do metro de syntagma pra sermos naturalmente enrabados na venda dos bilhetes de catamarande. Foram 7 da manhã carregadas de forte névoa cansática que condicionaram esta previsibilidade. Felizmente ao menos só tivemos que esperar mais 8 horas pelo barco. A Grécia fica mesmo a norte do egipto, daí a mútua influência pagã se reparares - difícil acreditar que os minoanos é que fizeram a ponte, uma ilha tão tretas, sem um clube de futebol a sério sequer.

(pat sonha "acordado")

Descansamos de forma desortodoxa em frente dumas escadas ortodoxas em pireias mas houve uma alta ideia em ir procurar uma lavandaria. Tava com tanta vontade de ir procurar uma lavandaria como de enfiar uma knifa no ocipital e começar a ver só pilas à frente mas as coisas são assim e manada é mainada. Já antes todos nós nos tinhamos-nos nos chateado-nos uns cús outros por diversas razões, o que fora, fazendo a regra de 3 simples, um x na cheque list do interrail, que já tinhamos lido antes em sites da especialidade. Mas em toda a honestidade foi uma ideia do topo da liga porque - tinha me esquecido ao abrigo das temperaturas exruciantes -, eu já não tinha roupa boa pra atacar o pat/rúben na ilha de santorini morango e avelã, e na minha cabeça ou era em santorini no pôr do sol em oia que vi em fotos na internet ou nunca mais na vida lhes alcancaria um beijo, ou quiça talvez mais qualquer coisa... deixo em aberto.

(isto foi no carnaval de torres)

Então fomos perdidos em direcção a uma levandaria sem ter sequer mapas porque o lonely planet não pensava num gajo querer lavandarias em olympiakos piraeus. o lonely planet - prós novos em 2028 (aviva/mia/kratos) -, era aquela cena que os backpackers vulgo commonwealthers levavam há uns anos pra se orientarem mas que agora são bué mainstream para além de que só compilam tourist trumps. O melhor agora é saberes a word da street à moda antiga - e só assim pra te levares a sério cómum viajante "autêntico". E foi assim que na realidade encontrámos a lavandaria e na realidade lavámos a roupa e na realidade fómos "dormir" pro pé do barco depois.

(levandaria socrática secreta)

(pat sempre alerta)

Entretanto à medida que o relógio batia nas 5 da tarde o nosso ponteiro subia ao meio-dia com o afluxo de pitas gyras (HAHA) a embar/borcar pela popa rasa do navio adentro como se tivessem a distribuir proas, perdão, rebuçados, na proa (HAHAH). E é então que começamos a voar baixinho enquanto personagens espirituosos e dominantes socialmente:

(descontrolados de entusiasmo a caminho de santorini)

A viagem em si foi de grande camaradagem e companheirismo individual. Mesmo assim, a bordo do navio ultrasónico do tipo catamaran houve ainda tempo para desbravar estéticamente a inteira totalidade da península do pelopopepmpeso kalamaratiotis susudoeste. E que estética:

o pelopopepmpeso, na horizontal amarela

Piada é que nisto um dá-se de si e ascende espiritualmente a um hieróglifo. Mar jónio, onde tudo aconteceu: onde passaram os barcos com o bronze de erzebirge pro colllosso de rodas..., onde passaram os barcos com a madeira romena pro cavalo de trojan..., onde passaram os barcos com filósofos gregos prá pedoparade de helicarnasso '577 AC..., onde atravesseram em trajectória túnel-de-luz os fotões mágicos a azeite do grande faraó de alexandria..., onde se encontra o ponto heléniocêntrico de iluminação máxima do intelecto humano de todos os tempos, em knossos, entre hypatia, eratostenes, dramasco, shtambul e parabólicas ao mesmo tempo. Tudo isto serve pra um gajo se interrogar sobre cenas realmente relevantes. Porque é que o egiptos não puseram um acabamento em diamante na keops? Se os grandes cientistas naturais todos eram larilas, será a homossexualidade um sintoma de genialidade? Se os grandes cientistas naturais todos eram pedófilos, serão as crianças uma fonte de inspiração intelectual? constantinopla afinal foi grega alguma vez ou não? o chipre é a nova ibiza? se o danilo tá no delta do nilo, o alfa onde tá? será que vão haver mais atentados terroristas em luxor/sharm-el-sheikh ou os 20 club meds de haifa já têm a taxa de ocupação a 100% prós próximos 50 séculos?

(se o sol se põe nas minhas costas, como fodo a luana?)

(pat em altas)

como é óbvio, acabamos por nunca chegar ao nosso destino. tou a brincar, o barco afundou. E o tony the legend(/) disse nos(*)

/where are you from?
*portugal
/AH PORTUGALIA, MY FRIENDS! You need place to stay?
*we don't have much money
/NO PROBLEM! I KNOW YOUR SITUATION, COME WITH ME
*we can't afford much
/I KNOW PORTUGALIA, MY FRIEND, I KNOW YOUR SITUATION, WAIT HERE FOR ME

o tony deixou-nos intencionalmente numa área reservada imaginária dum canto notoriamente mal iluminado e foi recrutar mais malta à saida do barco. Presumo que tenha sido uma estratégia pra não sermos interpolados por outro touripredador.

passados 5 minutos o tony volta com uma gaja boa e um piolho namorado dela, ela era capaz de ser francesa e ele americano ou talvez vice-versa, ambas as hipóteses fazem sentido

o tony levou-nos pra uma ford transit se calhar vermelha sem nunca nos atirar um preço pró ar. /WE WILL SEE, COME WITH ME, WE TALK AFTER, DONT WORRY PORTUGALIA. Tivemos quase a lhe atirar um bife com batatas fritas.

(a ford transit "vermelha" do tony)

o pat ao se sentar no banco de trás da ford, o estofe deu um mortal à rectaguarda, ainda bem que o tony não viu. No caminho fomos a ouvir um monólogo de marketing do Tony.

podia explicar o que significa privar com o tony the legend mas é perder tempo. Não existe semântica pra um personagem destes. Ele basicamente domina de forma avassaladora a sociedade de perissa, é uma vila que gira em torno do seu astro maior, o rei tony e o resto deverá se adaptar. Prós turistas, ele no fundo tá ali pra ganhar dinheiro, mas é acho que é também bom rapaz. Nós não pagamos uma noite, talvez por lapso da mulher dele, que faz a contabilidade. Nunca vamos saber. Eis como tony the legend se descreve a si próprio:

"Antonio Prekas, born and raised in Santorini is a very succesful hotel owner who started creating his art work as a hobby in 2000. His art is many hotels around Santorini Island. Tony began creating his art while working as a carpenter for twelve years. Over the years his art work has developed and become very popular."


um dia alguma cena vai me fazer escrever o que se passou em santorini, mas agora não tenho paxorra e acho que se meter esta merda agora aqui já não dá grande cana porque é a continuação da história.

No tony the legend villa conhecemos umas italianas

(primeira vez que provei amstel)

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